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Show da Björk e Sigur Rós

Hoje teve um show gratuito num parque aqui em Reykjavík para promover a preservação da natureza. A banda islandesa Sigur Rós abriu o show, e a grande estrela islandesa Björk tocou depois deles. Eu fui lá conferir e gostei muito.

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Fiz um video também:




Ouvi no rádio que 30 mil pessoas compareceram ao show, o que é 10% da população total da Islândia!


Clique aqui para ver a galeria completa de fotos

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Você sabe que é Islandês quando...

- Apesar do frio, você come sorvete sempre quando tem oportunidade.
- Você pensa que peixe podre é uma delícia.
- Quanto maior o carro, melhor.
- Não existe pneu de carro que seja grande demais.
- Dirigir 150km pra ir ao cinema é normal.
- Você acha que Reykjavík é uma cidade grande.
- Você tem um impulso involuntário de perguntar "How do you like Iceland?" quando encontrando com um estrangeiro.
- Você foi multado por alta velocidade pelo menos cinco vezes no último ano.
- Você quer um dia morar na Dinamarca.
- Você acha que carne tem sempre que ser acompanhada de geléia de ruibarbo.
- Sopa é considerada sobremesa.
- Você toma banho em água que tem cheiro de ovo podre.
- As maiores festas são festivais de cavalos e ovelhas.
- Ir à um bar antes das 1 da manhã é ridículo, mas ficar na fila pra entrar em um às 5 da manhã não é.
- Enquanto esperando a hora correta de ir para um bar, você circula pela cidade de carro, parando em intervalos regulares para abastecer.
- Apesar de não ter nenhum interesse em carne de baleia, você defende a pesca apenas para amolar os outros países.
- Você usa Facebook ao invés de email para se comunicar com os seus amigos.
- Óleo de fígado de bacalheu é uma necessidade primordial.
- Você acha que qualquer planta com mais de 15cm de altura é uma "árvore", e cinco delas são uma "floresta".
- Você acredita que seres invisíveis moram em rochedos.
- Não há palavra na sua língua para "por favor".
- Andar com um carrinho de supermercado pelos shopping centers é super normal.
- Você tem orgulho de que a Islândia está no topo das tabelas de expectativa de vida, qualidade de vida, e de menor idade em que se perde a virgindade.
- Você sabe pronunciar o nome da cerveja Egilsgull.
- A sua comunicação praticamente se resume a dizer "Haa?" (o que?) e "heyrðu" (escuta aqui).
- Você nåo tem problema comas letras "ð" e "þ", mas fica confuso com as letras "c" e "z".
- Todas as suas compras säo feita com cartão, mesmo se for só uma bisnaga de pão ou só uma latinha de refrigerante.
- Você aprendeu a dirigir um trator antes de tirar as rodinhas da sua bicicleta.
- Todos os carros vem de fábrica com pneus pra neve.
- Você ficou com os dedos congelados e o rosto queimado de sol na mesma semana.
- Férias no sul pra você significa no Canadá.
- Passarinhos catando às 3 da manhã em Julho é normal.
- Sair de saia e salto alto é normal durante um furacão.
- Você acha os preços em Londres uma verdadeira pechincha e o tempo por lá pra você é tropical.
- A sua idéia de lingerie sexy são meias esportivas cano médio e um agasalho de flanela.
- Você nunca ouviu falar de uma idade mínima para consumir bebidas alcoólicas.
- Deu pra fazer um piquenique no verão porque o verão nesse ano caiu num fim de semana.
- Você gosta de dirigir no inverno porque os muitos buracos das ruas enchem de neve.
- As manchetes dos jornais são do estilo "Vaca nasceu em Strutafjordur".
- Você acha que zero graus é um pouquinho frio.
- Você entende essas piadas.
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Segundo urso polar morto na islandia em duas semanas

Ontem um novo urso polar foi avistado na mesma área do outro urso de duas semanas atrás.

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Dessa vez o homem mais rico da Islândia e um dos 500 mais ricos do mundo, Bjorgolfur Thor Bjorgolfsson, ofereceu pagar por todos os custos do urso ser transportado de volta para a Groenlandia. Um especialista do zoológico de Copenhagen veio para a Islândia com uma jaula especial e com uma arma de dardos tranquilizantes. Parecia que desa vez a história teria um final feliz, mas infelizmente não foi o caso.

Hoje, que é feriado de comemoração da independência da Islândia (depois escrevo sobre isso), eu estava dirigindo de volta para Reykjavík da casa de campo onde passei o fim de semana prologado, quando o rádio deu a notícia de que o urso polar tinha sido morto. Parece que a história oficial até agora foi de que quando o tal especialista vindo da Dinamarca estava se aproximando, o urso saiu correndo em direção ao mar, e daí os policiais islandeses o mataram à tiros. Eu me pergunto se a preocupação era talvez de que o urso poderia matar peixes, o que seria um absurdo, não?

Mais uma vez, o governo se mostra despreparado e confuso. É hora de que uma política de ação seja estabelecida e que o equipamento necessário seja distribuído à autoridades locais. Essa situação me lembra da bagunça que o governo está fazendo com a economia, que no moment vai de mau à pior e o governo só finge que ão vê (outro assunto para outro update no blog).

Esse acontecimento de hoje me fez refletir quanto ao fato da Islândia não ser uma nação de amantes do animais. Permita-me elaborar. Cachorros são proibidos no centro de Reykjavík, gatos e cachorros não podem ser mantidos em apartamentos, e mesmo quando se morando em uma casa existe um verdadeiro labirinto burocrático para conseguir uma permissão para ter um cachorro. Baleias, são caçadas mesmo quando a caça não faz muito sentido economicamente. E ursos, claro, apesar de existir uma lei os protegendo, são sempre mortos à bala - até hoje nenhum desses animais ameaçados de extinção sobreviveu depois de chegar à Islândia.
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Golden Circle

Um parente da minha noiva que mora nos EUA veio nesse fim de semana visitar a Islândia pela primeira vez e o levamos hoje para fazer o passeio que por aqui chamam de “Golden Circle”, visitando três das principais atrações nos arredores da capital.

Geysir - A nascente que erupte à cada três minuos e deu nome a todos os outros géisers do mundo.

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Gulfoss - A “Cachoeira Dourada”, no rio Hvítá, que cai em um canyon.

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Þingvellir - O vale onde o parlamento islandês, que é o mais antigo do mundo em funcionamento contínuo, costumava a se reunir do ano 930 ao ano 1799. A independência de Islândia foi declarada nesse mesmo lugar em 1944. O vale é agora um parque nacional.

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Foto panorâmica de Þingvellir (clique para ampliar)


As três atrações que formam o “Golden Circle” são mesmo visita obrigatória para quaquer turista. Eu já fiz esse passeio várias vezes, e nunca me canso de visitar esses três locais que são tão importantes para identidade nacional dos islandeses.

Clique aqui para ver o album de fotos do passeio
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O Triste Fim do Urso Polar na Islândia


Hoje um urso polar foi avistado numa região desabitada aqui na Islândia. Ursos polares não são animais nativos da Islândia, na verdade a Islândia não tem nenhum animal nativo, sendo uma ilha vulcânica que nunca fez parte de nenhum continente. O único animal que os colonizadores encontraram quando chegaram na Islândia foi a raposa do ártico, que veio da Groenlândia. O que acontece quanto aos ursos polares é que alguns chegam à Islândia em blocos de gelo que flutuam da Groenlândia. Dizem que eles chegam aqui com muita fome depois de possivelmente semanas no mar, e são assim perigosos.

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Voltando ao urso que foi avistado hoje, esse parece que já estava aqui ha um tempo nessa região desabitada, já que estamos no verão e não há blocos de gelo no mar entre a Islândia e a Groenlândia, o chamado Estreito da Dinamarca, no momento. Infelizmente pro urso polar, ele foi avistado hoje.

O que aconteceu, pelo que estão falando no noticiário, é que quando a notícia que que havia um urso nessa região começou a circular, pessoas que moravam nessa região apareceram por lá para tirar fotos. Com os curiosos chegando perto do urso, a polícia local resolveu que a situação estava perigosa e mataram o urso.

Eu acho, francamente, um absurdo que o urso tenha sido morto. O que deveria ter sido feito, que é exatamente o que algumas pessoas estão argumentando no rádio e na TV, seria atirar no urso com uma arma de dardos tranquilizantes. Parece que a desculpa da autoridade local no momento é de que ele não tinham uma arma para disparar tais dardos. Mas, poderiam , é claro, ter colocado o tranquilizante num pedaço de carne e deixado a carne pro urso comer. Me entristeceu esse história de que um animal ameaçado de extinção tenha sido morto quando ele poderia ter sido colocado pra dormir e devolvido para a Groenlândia de avião. É assim que o Canadá lida com ursos polares que chegam perto das cidades, eles são colocados pra dormir e levados de avião para o norte e então soltos.

Na verdade existe uma lei aqui na Islândia dizendo que ursos polares não devem ser mortos à menos que ameacem o público. Mas ate hoje todo os ursos que chegaram até aqu foram mortos.

Aliás, isso que aconteceu hoje me parece típico do governo e das autoridades na Islândia - apesar de ser uma situação que todos sabem que vai acontecer de novo e de novo, as autoridades não fazem ou dizem nada, não existe uma política definida de atuação, a lei que existe é ignorada, enfim, uma bagunça.

Será que é tão difícil organizar para que cada cidade de com mas de mil habitantes na costa oeste da Islândia tenha uma arma de dardos tranquilizantes pronta para o caso de ursos polares aparecerem na região?

O último urso polar que tinha vindo pra Islândia antes desse foi em 1993. Os especialistas no assunto estão dizendo que a estimativa é de que 500 ursos tenham vindo ao país desde a colonização no ano 874.

Espero que o próximo urso polar à ter a má sorte de chegar aqui na Islândia tenha um final feliz que esse de hoje não teve. Ele seria o primeiro.
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100 anos de Hafnarfjorður

Nesse fim de semana foi o aniversário de 100 anos da cidade de Hafnarfjordur, onde eu moro, que fica logo ao sul da capital.

A prefeitura organizou uma festa no centro da cidade, com um bolo de 100 metros, um festival viking, e uma feira internacional mostrando a cultura dos estrangeiros que moram na cidade.

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O festival viking foi uma versão menor do festival anual que acontece no final do mês de Junho todo ano em Hafnarfjorður. Teve encenações de lutas com réplicas de armas, escudos e roupas vikings, o que foi muito interessate para mim como um entusiasta da história nórdica. Os participantes batiam com suas espadas nos escudos de cada um com tanta força com pedaços de madeira dos escudos voavam com cada golpe. Outras atrações foram um ferreiro forjando uma aspada com as técnicas tradicionais vikings, comidas típicas, e roupas e jóias sendo feitas ali.

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A feira internacional foi bem interessante, com estandes de mais de vinte países oferendo comidas típicas, mostrando tradições, etc. Tinha até um estande do Brasil, oferecendo feijoada. O estande do Tibet estava oference a oportunidade de ter o seu nome escrito em tibetano, assim como o estande do Japão estava oferecendo escrever nomes em belo estilo caligráfico japonês. Eu não tinha imaginado que existiam tantas pessoas de países diferentes aqui em Hafnarfjorður. Viva a diversidade cultural!

Achei interessante também um leilão de antiguidades islandesas promovido pela prefeitura. Acabei comprando uma pintura feita em cerâmica em 1974 em comemoração ao anversário de 1100 anos da Islândia, mostrando Floki, que foi o primeiro viking a morar na Islândia, olhando de cima de uma montanha os fjords cheios de blocos de gelo - um momento descrito pelas Sagascomo sendo quando ele decidiu chamar o país de Ísland, que em islandes significa Terra do Gelo. Foi um bom achado.

Depois de aproveitar as atrações do dia, fomos ao bar viking tomar umas boas cervejas islandesas, no melhor estilo tradicional dos bárbaros do norte.

Clique aqui para ver as fotos do dia
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Forte terremoto em Reykjavík

A região sudoeste da Islândia foi sacudida hoje à tarde por um terremoto de 6.7 na escala richter - comparável ao terremoto de San Francisco de 1989 que causou grande destruição e muitas mortes naquela cidade. Terremotos acima de 6.0 na escala richter são considerados fortes.

O epicentro do terremoto foi na cidade cidade de Selfoss (6300 habitantes), que fica à 40km de Reykjavík. Estou escrevendo esse post duas horas depois do terremoto, e as notícias no rádio dizem que em Selfoss as pessoas correram para fora de suas casas em pânico, e que houve considerável dano à algumas casas. Felizmente, niguém se machucou.

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Na hora do terremoto, por volta das quatro da tarde, eu estava no trabalho. A minha impressão foi que durou uns dez segundo. Tudo vibrava e sacudia, e dava pra perceber claramente o prédio balançando de um lado pro outro. Esse não foi meu primeiro terremoto na Islândia mas foi o mais forte. O pessoal do trabalho nem levantou das mesas, continuaram trabalhando. Os islandeses são acostumados com terremotos.

A Islândia é uma das áreas mais geologicamente ativas do mundo, porque o país fica exatamente entre duas das placas tectônicas que cobre a Terra e que estão se afastando. Esse movimento das placas tectônicas fazem com que terremotos e erupções vulcânicas sejam comuns por aqui, e também fazem com que o território da Islândia cresça alguns centímetro por ano. Terremotos ocorrem todos os dias na Islândia, mas a maioria é imperceptível. As últimas duas grandes erupções vulcânicas foram em 1973 e 2004. As casas na Islândia são todas construídas para serem à prova de terremotos.

Hoje depois do terremoto e fui pra casa preocupado com a possibilidade de coisas em casa terem quebrado, etc. Mas foi tudo bem, apenas algumas coisas caíram das prateleiras ou foram movidas um pouco pela força do terremoto.
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Eurovision 2008 - áfram island!

Se é que existe para os islandeses algo equivalente à uma final de copa do mundo, seria a final do Eurovision Song Contest, que é uma competição anual de músicas de países europeus que acontece desde 1956. Nesse ano são 43 países. A competição acontece à cada ano no país que ganhou no ano anterior, nesse ano é na Servia. A audiência do Eurovision é estimada entre 100 milhões e 600 milhões de telespectadores em toda a Europa.

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Os islandeses são obcecados com Eurovision, daí a comparação com uma final de copa do mundo para os brasileiros. No dia das qualificatórias e principalmente da final, as ruas das cidades islandesas ficam desertas. Todo mundo tem uma festa pra ir onde amigos assistem junto ao Eurovision e torcem pela Islândia. Os jornais daqui só falam em Eurovision pelas últimas semanas e as rádios tocam músicas da competição desse ano sem parar. A maioria dos islandeses sabe quais músicas são de quais países nesse ano. Uma verdadeira mania nacional.

Ainda assim, a Islândia nunca ganhou a competição. "Mas ficamos uma vez em segundo lugar!" - qualquer islandês faria questão de mencionar para um estrangeiro. Todo ano os islandeses acham que nesse ano vão ganhar.

Hoje à noite foi a eliminatória de que a Islândia participa. E eu, como qualquer bom estrangeiro tentando se integrar na cultura local, fui à uma festa de Eurovision. Acho que dei sorte ao país em assistir a competição desse ano, porque a Islândia se qualificou para a final que será no domingo.

Áfram ísland! (Para frente Islândia!)

Aqui está um video do ensaio da música islandesa no palco do Eurovision em Belgrado.

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A escola dos elfos

Na semana passada eu fiz um curso na Escola dos Elfos. O diretor da escola é Magnús Skarphedinsson, irmão de um ministro do governo, e a maior autoridade islandesa em elfos e outros assuntos sobrenaturais.

Grande parte dos islandeses acredita em espíritos da natureza. Na verdade, uma pesquisa recente revelou que 53% dos islandeses acreditam em elfos. Existem várias ruas em Reykjavík que contornam grandes rochas que em qualquer outro lugar teriam sido removidas para que a estrada pudesse ser construída em linha reta, mas aqui na Islândia, quando é uma rocha que se acredita que elfos moram ali, os engenheiros sabem que é melhor contorná-la. Uma história recente e interessante é a de uma rua chamada Álfhólsvegur (Rua da Colina dos Elfos) que fica em Kopavógur, um subúrbio de Reykjavík. Quando essa rua foi pavimentada, havia um grande rochedo no caminho planejado pela rua, e a prefeitura tentou remover esse rochedo mas à cada tentativa um acidente acontecia - um cabo se rompia, alguém caía e quebrava a perna, um trator quebrava, etc. Depois de vários desses acidentes, a prefeitura decidiu contratar um médium para vir negociar com os elfos. O tal médium conseguiu fazer um acordo com os elfos de que a rocha seria movida apenas alguns metros para o lado da rua. Não houve mais acidentes e a rocha foi movida. Hoje nessa rua esse rochedo entre as casas de número 82 e 86, os elfos vivem na rocha que tem o número 84 na rua. Verdade mesmo.

Bom, voltando à escola. Eu fui no curso sem saber o que esperar das aulas e do material didático. No final das contas eu achei bem interessante. O diretor de escola tem nos últimos 20 anos colecionado depoimentos de mais de 700 pessoas de toda a Islândia sobre contatos que eles tiveram com o húndufolk (povo oculto) os elfos. Ele também reuniu os relatos de textos islandeses da idade média sobre o assunto. Durante as aulas ele discutiu os aspectos em comum entre todos os depoimentos, de que os elfos ou povo oculto islandeses são do mesmo tamanho dos humanos e com a mesmo aparência, e que são invisíveis ao humanos. Suas casas e animais de fazenda também são invisíveis. Algumas pessoas tem o dom de ver os elfos, já o resto só consegue ver os elfos quando eles querem ser vistos. Eu achei essa discussão fascinante. Segundo o diretor da escola, 4000 pessoas por ano frequentam a escola.

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Tivemos também um passeio pelos arredores de Reykjavík e visitamos rochas que foram identificadas por médiums como sendo casa dos elfos. As casa dos elfos não podem ser vistas pelos humanos, elas existem num tipo de dimensão paralela, segundo o professor, e eles escolhem construí-las em lugares onde existem rochas no nossos mundo para evitar que os humanos construam algo no lugar e assim interfiram com a energia do local. Uma das rochas que visitamos tinha uma história interessante, ela fica numa região em que foi construída há algumas décadas atrás uma granja. Quando os donos da granja resolveram tentar retirar a rocha para poderem expandir um dos galpões, as galinhas pararam de botar ovos, de mais de quinhentos ovos por dia, passou para zero. Somente quanto desistiram de movar a rocha é que as galinhas começaram a botar ovos novamente. Magnús, o diretor da escola, nos mostrou recortes de jornal da época falando que as galinhas dessa granja tinham mesmo misteriosamente parado de botar ovos.


Isolamento

Uma questão interessante que foi discutida durante o curso foi a razão porque uma proporção muito maior dos islandeses acreditam em elfos e outros serem sobrenaturais do que em outros países. Um argumento interessante nessa discussão foi o de que o movimento do Iluminismo do século XVIII, que pregou a razão e as ciências e também o abando no das superstições, nunca chegou na Islândia. De fato eu ainda não havia pensado nessa questão do isolamento da Islândia nos séculos entre o período víking e a era moderna. Acontece que entre os séculos XVI e XVIII, num período de trezentos anos, não existia um único navio na Islândia e navios estrangeiros só visitavam a Islândia uma ou duas vezes por ano trazendo notícias do mundo além da ilha. Quando o rei da Dinamarca, e também rei da Islândia que foi parte da Dinamarca por 400 anos, morreu em 1662, por exemplo, seus súditos islandeses só ficaram sabendo da morte do rei cinco anos depois do ocorrido.

Com esse nível de isolamento, um clima extremamente hostil e longos invernos, não é de espantar que os islandeses tenham se apagados mais às lendas e superstições do que os outros países europeus.


Especialista Diplomado

No final do curso, que dura um dia, eu recebi um diploma de "Especialista em Elfos". Vou incluí-lo no meu currículo! Winking

A questão de se eu acredito ou não na existência dos elfos, acho que vou responder da maneira clássica dos islandeses: "Acreditar mesmo, eu não acredito, mas também não duvido que existam!". Agora falando sério, achei interessante aprender mais sobre essa parte da cultura e do folclore da Islândia.
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Passeio aéreo no primeiro dia de verão

Hoje é feriado aqui na Islândia, porque é o primeiro dia do verão. Isso mesmo, no primeiro dia do verão é feriado nacional. Também, depois de se esperar nove meses para um calorzinho! A temperatura hoje estava durante o dia por volta dos 10 graus, nublado e com uma chuva fina o dia todo. Que verão!

É interessante que as pessoas levam mesmo à sério esse feriado, todos se desejam "Gleðileg summar!" (Feliz verão!) no dia de hoje.

Para comemorar o primeiro dia de verão, a minha noiva me presenteou com um passeio aéreo sobre Reykjavík. Foi um vôo estilo sightseeing flight, de 45 minutos sobre a capital e áreas do sul do país como o parque de Thingvellir. Esse passeio foi bem legal, o avião decolou do pequeno e antiquado aeroporto doméstico de Reykjavík, que fica no centro da cidade. A maioria das pessoas no avião, que era até grandinho, era de islandeses, o que me surpreendeu. Eu estava esperando só turistas estrangeiros mesmo. Bom, a maioria tinha crianças, e pensando bem é um bom programa pra uma família pra marcar o feriado.

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Mesmo com o dia estava nublado e com um pouco de chuva, a vista aérea estava belíssima. Reykjavík a as outras cidades da região metropolitana de capital, parecem mesmo peças de um jogo de criança quando vistas do alto, com seus telhados coloridos e pequenas casas.

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O parque nacional de Þingvellir (Vale do Parlamento), onde o parlamento islandês costumava a se reunir do ano 960 até 1800, e onde também foi declarada a independência da Islândia em 1944, que é um lugar de uma beleza natural espetacular. Foi interessante ver que mesmo sendo este o primeiro dia do verão ainda tinha muita neve nos vales e colinas além da capital.

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As paisagens naturais na Islândia são ao mesmo tempo de uma beleza intocada mas também um exemplo de um cataclisma ecológico, isso porque quando o país foi colonizado haviam florestas que cobriam as terras baixas, e hoje em dia não sobrou literalmente uma única árvore. Os colonizadores dizimaram as florestas até a última árvore, para construírem barcos e casas nos séculos IX e X. Hoje em dia só existem àrvores dentro das cidades, que foram plantadas nas últimas décadas. O resultado é um terreno quase lunar, com vastos campos de lava que se estendem à perder de vista. Os próprios islandeses gostam de mencionar com um estranho orgulho o fato de que a NASA testou algumas de seus sondas destinadas à lua aqui na Islândia, pelo país ter as condições mais próximas às da lua. É mesmo um lugar de uma beleza única.

Clique aqui pra ver a galeria de fotos que eu tirei da janela do avião
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De volta

Depois de três semanas de férias nas terras tropicais do Brasil, estou de volta nesse rochedo perdido no polo norte. De 30 graus para -3, de camisa de manga curta para casacão de inverno. De cerveja barata para... não quero nem pensar! Férias sempre parecem ser curtas demais. De qualquer maneira, é bom estar de volta na Gelolândia, senti falta dos meus amigos daqui e da minha casa.

A viagem da Islândia ao Brasil é mesmo muito longa. Na ida eu peguei um vôo de três horas com a Icelandair para Londres, esperei oito horas no earoporto de Londres para pegar um vôo da TAP de mais três horas para Lisboa, daí esperei no aeroporto em Lisboa mais quatro horas pra então pegar o vôo de 10 horas para Belo Horizonte. No total 28 horas de viagem! E isso sem contar com deslocamento pros aeroporto, que são distantes aqui na Islândia e em BH também. Na volta, mesmo esquema. Depois de uma viagem longe assim é que você reflete que a Islândia é mesmo o fim do mundo, onde o proverbial Judas perdeu as botas depois delas terem congelado.

A espera de oito horas no aeroporto em Londres na ida foi à noite e portanto todas as lojas estavam fechadas e o aeroporto repleto de mendigos dormindo nos assentos. Mas até não foi tão ruim assim porque consegui encontrar um canto com uma tomada na área de espera. A minha felicidade ao ver a tomada foi como num desses filmes de sessão da tarde, como se uma luz dourada saísse dos três preciosos e abençoados buracos na parede, prometendo horas de entretenimento. Sentei ali, liguei meu notebook na santa tomada e passei umas seis horas na internet, navegando e conversando com a família no Skype e também com jogos.

Na volta para a Islândia, a única pergunta que me foi feita pelo oficial de imigração no aeroporto aqui na Islândia, depois dele olhara para o meu cartão islandês de identidade de estrangeiro, foi, só pra me fazer sentir com complexo de perseguição sobre o assunto, "Talarðu íslenskú?" (Você fala islandês?). Tá bem, tá bem, vou entrar no curso de novo, e um dia eu chego lá!


O dinheiro encolheu...

Voltei das férias para descobrir que fiquei mais pobre. Eu o resto dos habitantes da Gelolândia que ganhamos em coroas islandesas. A moeda islandesa despencou de valor em 20% enquanto eu estava fora do país. Sem razão específica, só por causa da "crise internacional de crédito" que causou uma falta de confiança nos bancos islandeses no mercado internacional. O problema com a economia aqui na Islândia é que ela é tão pequena que basta um investidor de maior porte enfiar a mão no bolso, que o mercado quebra e a moeda despenca. Na minha opinião, o governo deveria ter intervido no mercado para impedir uma queda tão grande no valor da moeda. Melhor, podiam acabar com essa frescura e se juntar à UE e adotar o Euro logo!

Existe um clima por aqui atualmente de que o país acabou de entrar numa crise econômica que ainda vai durar por algum tempo. Até mesmo o porta-voz do Primeiro Ministro divulgou nessa semana uma nota dizendo que: "Todos os indicativos são de que a expansão da economia está se revertendo. As previsões atuais são de um enfraquecimento da economia nacional da Islândia, depois de vários anos de crescimento rápido. A situação atual dos mercados financeiros internacionais apontam para um futuro incerto. "

Num país onde tudo é importado, uma queda dessas no valor da moeda com certeza fará com que o custo de vida em geral aumente. Nessa semana o leite já aumentou em 14,6% e o litro agora custa SK 100 (USD $1.32, Real 2,31). Notei hoje que o preço do sorvete na sorveteria perto do meu trabalho subiu também.


E a gasolina subiu...

Nessa semana tem havido protestos de caminhoneiros bloqueando as principais avenidade de acesso à Reykjavík e Kopavogur, por causa de uma alta recente no preço dos combustíveis. A Islândia não produz nenhum petróleo, logo todo combustível tem que ser importado, o que deixa o país vulnerável às recentes altas no preço do pretóleo, muito para a infelicidade dos caminhoneiros. Aqui na Islândia, que é um país do tamanho da Inglaterra, não existem trens e tudo tem que ser transportado por caminhões, logo qualquer tipo de protesto dessa classe se torna complicado. Para mim pessoalmente, o chato foi levar o triplo do tempo pra chegar no trabalho pela manhã nos últimos dois dias por causa desses protestos.
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19 anos de cerveja

Hoje na Islândia se comemora o aniversário de 19 anos da liberação da cerveja. Antes do dia primeiro de Março de 1989 cerveja era ilegal na Gelolândia, e pessoal por aqui costumava a beber principalmente vodka e a bebida nacional islandesa chamada Brinivin e que recebe dos bêbados locais o carinhoso apelido de "morte negra". Nos dias da ditadura anti-cerverja era também comum os islandeses misturarem cerveja não-alcoólica, a única variedade permitida, com vodka para tentar chegar à algo próximo à cerveja que os estrangeiros de terras mais liberais tinham acesso.

Hoje em dia existem várias marcas de cerveja islandesas, sendo as principais: Víking, Thule, Egils, e Kaldi. Já experimentei as quatro e aprovei, são todas boas.

Bom, deixa ir tomar uma cerveja para comemorar o dia! Todo mundo convidado!!

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Mais fotos de Hafnarfjorður

No fim de semana passado fiz um passeio pelas ruas do centro de Hafnarfjorður e aproveitei pra tirar uma fotos das paisagens de inverno. Eu dei pacote inteiro de pão de forma em pedaços para os patos, gansos e cisnes do lago, que me cercaram e ainda me seguiram por um tempão depois. O dia estava bonito, sem vento, com o céu aberto, muito agradável.

Clique na foto abaixo para ver a panorâmica que eu montei com seis fotos.

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Clique aqui para ver a galeria de fotos de Hafnarfjorður no inverno.
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A varanda e o dilúvio

Nas últimas semana tem nevado bastante, quase todo dia. Nevou tanto que a varanda aqui do meu apartamento tinha 50 cm de neve. Na semana passada eu vi na previsão do tempo na televisão que na noite da última sexta-feira a temperatura iria subir de -7 graus para +5. Fiquei logo preocupado que com uma mudança brusca de temperatura como essa, a enorme quantidade de neve acumulada na varanda iria derreter e inundar o apartamento, já que a porta da varanda não é das melhores em termos de isolamento. Tive então que pegar uma pá emprestada e com ela retirar o meio-metro de neve que havia acumulado.

Naquela noite esquentou mesmo, a temperatura subiu para +5 graus, choveu e ventou muito pela noite. Na manhã seguinte a temperatura baixou de novo para -3 graus e como resultado a água da neve que havia derretido por toda Reykjavík durante a noite congelou. Caminhar pelas calçadas nessa manhã não foi fácil, quando uma camada de gelo se forma assim a calçada fica super escorregadia. É até possível comprar por aqui uma espécie de meia de borracha que você coloca encima do sapato e que tem pregos na sola para ajudar a caminhar no gelo sem escorregar.

Aliás, falando em previsão do tempo, uma coisa que eu sempre achei engraçada aqui na Islândia é que a previsão do tempo é sempre muito longa na televisão, dura pelo menos uns cinco minutos. Isso é uma diferença enorme para previsão do tempo no Brasil, que geralmente se resume em dizer que está quente no país todo e talvez chova em São Paulo, pronto, meio minuto. Outra coisa interessante é que aqui na Islândia quem apresenta a previsão do tempo na televisão não é uma modela ou apresentadora de televisão com um sorriso reluzente e um vestido da moda, como no Brasil, mas sim sempre um meteorologista e que geralmente tem a mesma quantidade de carisma que uma tempestade de granizo. Cheguei até a perguntar para um islandês o porque de usar alguém que não é tão carismático ou desenvolto diante das câmeras ao invés de uma modelo ou apresentador profissional, a resposta foi: "Ninguém iria acreditar numa previsão do tempo apresentada por uma modelo, tem que ser alguém com autoridade no assunto!". Ah, e também tem depois da previsão do tempo normal uma previsão para as crianças, onde eles mostram um mapa da Islândia com desenhos de crianças em cada parte do país mostrando como elas deveriam se agasalhar, o que invariavelmente é o mais agasalhado possível.

Segue uma foto da ameaça de inundação.

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2007 em Números


312,872
- População da Islândia.

1.8% - Aumento da população da Islândia.

2,200,000 - Número de passageiros viajando pelo Aeroporto Internacional Leifur Eiríksson.

13.65% - Aumento na utilização do sistema de transporte público.

29 - Número de fatalidades no trânsito.

360,000,000,000 - Quantia em transações financeiras no mercado de imóveis (Krona).

4,000,000 - Número de caixas de pizza usadas na Islândia no ano. Se empilhadas, a pilha teria 240 km de altura.

9786 - Número de estudantes na Universidade da Islândia.

5.5 - Temperatura média em graus centígrados de Reykjavík. Apenas 0.5 graus a menos que o ano mais quente de todos os tempos.

11% - Aumento no preço de imóveis em Reykjavík.

830,000 - Número de mensagens de texto enviadas pelos usuários de apenas uma das redes de telefonia celular na noite de ano novo. Um aumento de 30% em relação ao ano passado.

22,603 - Novos carros registrados. 517 menos que no ano passado.

5.9 % - 12 meses de inflação na Islândia.

1809 - Número de navios na Islândia.

4000 - Número de nomes de domínio da internet registrados. O número total de nomes de domínio islandeses é agora 20,000.

2 - Número de vendedores de sorvete que foram forçados a fechar em Reykjavík por serem reprovados em inspeções sanitárias.

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Operation Deserter Storm

A América está em pânico com a decisão da Islândia de retirar a sua tropa do Iraque. Espera aí, "a tropa"??!! Isso mesmo, a Islândia, país membro da coalisão da guerra no Iraque tinha um único soldado no Iraque - uma loira.

O programa americano The Daily Show, da Comedy Network, veio à Islândia para tentar convencer a sargento islandesa à voltar para o Iraque, enquanto fazendo muita graça com a cara dos islandeses.

Os vídeos estão em inglês. Bring them on, Magnus!

Primeira parte:



Segunda parte:




O vídeo tem até uma lição de culinária e do valor da liberdade...

- (pescador) - O melhor aqui na Islândia é o tubarão apodrecido, que você desenterra do chão, urina nele e depois come.

- (reporter) - Ah, como seria se os terroristas viessem aqui e acabassem com a sua liberdade de comer tubarão apodrecido e mijado?

- (pescador) - Seria terrível!


A parte em que o reporter faz graça com o sotaque dos islandeses também perfeita.


Muito engraçado, vale à pena assistir enquanto os vídeos ainda estão disponíveis!

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Ano Novo, e nada de novo

Já tem três semanas desde o meu último update ao blog, mas não porque decidi parar de escrever, ou que decidi mudar dessa rocha perdida no Atlântico Norte, ou mesmo que eu tenha esquecido o português. É simplesmente porque nada de novo anda acontecendo aqui na Gelolândia. Aliás, eu suponho esse é um assunto em si, de que num país pequeno e geograficamente isolado como esse, não acontece muita coisa. O que me lembra dos jornais daqui, que muitas vezes tem notícias sobre bezerros que nasceram em fazendas no interior, sobre alguma criança que aprendeu a tocar um instrumento musical, ou alguém que voltou de viagem de algum lugar mais exótico. Deve ser mesmo um desafio e tanto encher um jornal com notícias de uma comunidade tão pequena.

Bom, um evento que eu ainda não tinha falado à respeito é o Ano Novo. O que faz essa data ser uma experiência única e interessante aqui na Islândia é que não há um espetáculo de fogos de artifício oficial das cidades. O que acontece é que cada família compra muitos, mas muitos, fogos de artifício. Meus colegas de trabalho, por exemplo compraram entre 5 e 10 quilos de fogos para a ocasião. Logo na virada do ano, todas as famílias soltam os fogos ao mesmo tempo, de forma que o céu sobre a cidade fica cheio de explosões coloridas em todas as direções. Reykjavík fica parecendo uma zona de guerra super-colorida.

Meu lugar preferido para se observar o espetáculo dos fogos é no topo do morro onde fica a igreja em Kopavogur, logo fora de Reykjavik. De lá, olhando pro norte você vê Reykjavík, à direita fica Garðabær, e ao sul fica Hafnarfjörður, todos parte da Grande Reykjavík. Assim, quase 360-graus em volta, o céu está cheio de fogos.

Foi muito bonito nesse ano, mesmo com a ventania daquela noite. Uma amiga que mora na Flórida e passou o Ano Novo aqui em Reykjavík até disse que a velocidade do vento naquela noite seria considerado um furacão categoria 2 na Flórida, aqui na Gelolândia é considerado só tempo ruim mas nada fora do usual.

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Clique aqui para ver mais fotos da virada do ano
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Decorações de Natal

Os islandeses adoram decorar suas casas na época do Natal, tanto por dentro como por fora. Algumas pessoas até fazem um acordo especial com a companhia elétrica para permitir a enorme quantidade de luzes e enfeites iluminados nos jardim e nas paredes do exterior das casas. A prefeitura também entra na mania de decorações, colocando luzes e enfeites luminosos pelos postes e prédios públicos da cidade. Até os navios do porto ficam iluminados com luzes coloridas.

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Eu fiz um passeio por Reykjavík à noite e tirei algumas fotos especialmente pra esse blog. Clique aqui para ver a galeria de fotos
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Vila de Natal em Hafnarfjörður

No mês de Dezembro a cidade de Hafnarfjörður, vizinha de Reykjavík, tem uma Vila de Natal. Uma das pequenas praças da cidade fica cheia de barracas vendendo artigos natalinos, em volta de uma grande árvore de natal. Vários apresentações acontecem no palco na praça.

Clique na foto abaixo para ver um panorama da vila, montado com três fotos.

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Clique aqui para para ver o resto das fotos da Vila de Natal
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Tradições Islandesas de natal

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Laufabrauð

Fazer é laufabrauð, ou "pão-folha", é geralmente uma atividade feito em família no início de Dezembro. As pessoas se reúnem para cortar uma trama complicada nesse pão fino que é então frito na gordura. O laufabrauð é servido como um snack ou acompanhamento com qualquer evento ou refeição natalina.

Hangikjöt
O nome significa literalmente "carne pendurada". Hangikjöt é uma carne de ovelha defumada, que é servida com batatas num molho branco doce e com repolho vermelho em conserva.

Igreja & sinos
A celebração principal de Natal na Islândia começa às 18:00 do dia 24 de Dezembro. A cerimônia dos sinos da catedral luterana de Reykjavík é exibida em todas as estações de televisão e rádio no país. É então que os islandeses desejam feliz natal uns aos outros e sentam para comer a ceia.

Músicas de Natal
Em dezembro todas as rádios da Islândia tocam músicas de Natal sem parar. O mais engraçado é que muitas músicas são estrangeiras que foram copiadas e com a letra substituída por outra letra com tema natalino. Eu já ouvi no rádio várias músicas brasileiras que receberam o "natalinizadas" aqui na Islândia.

Malt & Appelsin
A bebida tradicional do natal islandês é feita com uma mistura de Malt (fermento de centeio) e Appelsin (um refrigerante tipo Fanta). É possível também comprar a bebida já misturada, mas todos dizem que é melhor misturar você mesmo de acordo com o seu gosto.

Os 13 Papai-Noéis
A Islândia não tem apenas um Papai-Noel, mas sim 13. Eles são filhos de um casal de trolls que mora nas montanhas e que comem criancinhas. Eles vem à civilização um por um, nos 13 dias antes do Natal. Começando 13 noites antes do Natal, as crianças islandesas colocam um sapato na janela e o papai-noel do dia coloca um pequeno brinquedo no sapato. Crianças mau comportadas recebem uma batata ao invés de um brinquedo. O presente da noite do dia 24 as crianças recebem dos pais, os presentes dos papai-nóeis eles já receberam nos 13 dias antes do Natal.

Dançando em volta da árvore de Natal
Essa é uma tradição que ainda é forte nas escolas em todo o país, mas que vem se tornando mais rara de se fazer em casa. Segundo a tradição, as pessoas se dão as mãos em volta da árvore e dançam em volta dela enquanto cantando músicas de Natal. Horas de divertimento.

O Gato do Natal
Os trolls que são pais dos 13 papai-noéis também tem um gato negro gigante e monstruoso. Na noite de Natal o gato vem das montanhas e come as criancinhas que não estão vestindo roupas novas no Natal. É tradição, por causa dessa lenda, que todos devem ter alguma peça de roupa nova no Natal, mesmo entre os adultos.
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