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Kópavogur Sul
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Reykjavík Sul




Skorradalur e o sol da meia-noite

Passei o fim de semana passado em uma casa de campo na região de Skorradalur, à cerca de duas horas de carro ao norte da capital Reykjavík. Essa é uma região muito bonita a agradável, e cheia de árvores plantadas lá como parte de um programa de reflorestamento nas últimas décadas.

É muito comum na Islândia as pessoas terem casas de campo, e as que não tem uma pode alugar do sindicato.

Agora no meio de junho o sol já não some, e é dia 24 horas. Aqui está uma comparação de fotos que fiz da varanda da casa de campo em Skorradalur ao meio dia e à meia noite (clique para ver ampliada):

meiodia-meianoite1024

Mais fotos de Skorradalur:

skorradalur1

skorradalur2

skorradalur3

E esta foto foi tirada à meia-noite:

skorradalur4
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Mundo Viking

Andei sumido do blog porque estive viajando, e quando voltei para a Gelolândia um novo projeto no trabalho me manteve super ocupado pelos últimos dias. Mas não larguei do blog não!

Uma coisa interessante que fiz nas últimas semanas aqui na Islândia foi visitar o recém inaugurado museu
Vikingaheimar (Mundo Viking) em Keflavík. O prédio desse museu foi construído sob medida para preservar o navio viking Íslendingur (O Islandês), que foi construído na Islândia para comemorar o aniversário de mil anos da descoberta da América no ano 1000 pelo islandês Leifur Eiriksson. Como parte das comemorações do milênio da descoberta da América, esse navio viajou da Islândia para New York no ano 2000 e de volta para a Islândia, o trajeto que teria sido feito mil anos antes por um navio muito parecido com este.

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Visitar o museu e ter a oportunidade de subir à bordo do navio Íslendingur foi uma experiência fantástica pra mim, que sempre fui um estudioso da história islandesa do período viking. Esses navios eram os mais sofisticados da Europa em sua época e permitiram que o povo nórdico se espalhasse do Báltico e Russia no leste da Europa até a América. Além do navio, esse museu também tem uma exibição muito bem montada sobre o dia-à-dia dos islandeses durante o período viking, com muitos objetos em exposição, incluindo espadas, armaduras, roupas, etc.

Aliás, em termos de museus a Islândia está bem servida. Meus favoritos, além do novo Mundo Viking, são o Museu Nacional da Islândia, o Museu das Sagas, em Reykjavík, também o museu arqueológico subterrâneo no centro de Reykjavík, e mais o Museu da Colonização da Islândia, em Borgarness, e o Museu da História da Bruxaria na Islândia, em Holmavík. Todos estes são muito bem organizados, com informações em inglês assim como islandês, e interessantíssimos.

Clique aqui para ver mais fotos da minha visita ao museu
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Islândia na final do Eurovision 2009

Na última quarta-feira foi a primeira eliminatória em Moscou, e a música da Islândia, chamada "Is It True?" e cantada por Jóhanna Guðrún Jónsdóttir, foi uma das dez escolhidas da noite para participar da final no próximo Sábado onde 25 países disputarão o título nesse ano.

eurovision2009

Se é que existe para os islandeses algo equivalente à uma final de copa do mundo, seria a final do Eurovision Song Contest, que é uma competição anual de músicas de países europeus que acontece desde 1956. Nesse ano são 43 países. A competição acontece à cada ano no país que ganhou no ano anterior, nesse ano é na Rússia. A audiência do Eurovision é estimada entre 100 milhões e 600 milhões de telespectadores em toda a Europa, e o ganhador é escolhido por votos da audiência por telefone.

Os islandeses são obcecados com Eurovision, daí a comparação com uma final de copa do mundo para os brasileiros. No dia das qualificatórias e principalmente da final, as ruas das cidades islandesas ficam desertas. Todo mundo tem uma festa pra ir onde amigos assistem junto ao Eurovision e torcem pela Islândia. Os jornais daqui só falam em Eurovision pelas últimas semanas e as rádios tocam músicas da competição desse ano sem parar. A maioria dos islandeses sabe quais músicas são de quais países nesse ano. É uma verdadeira mania nacional.

Ainda assim, a Islândia nunca ganhou a competição. "Mas ficamos uma vez em segundo lugar!" - qualquer islandês faria questão de mencionar para um estrangeiro. Todo ano os islandeses acham, todo ano, que nesse ano vão ganhar.

Eu gosto da música da Islândia nesse ano, e vou torcer pela Islândia na festa de Eurovision na casa de amigos no Sábado.

No entanto, tendo assistido à todas nas eliminatórias, tenho que dizer que a minha favorita pessoalmente é a
música de Portugal.

Aqui está o vídeo da apresentação de "Is It True?" por Jóhanna Guðrún Jónsdóttir na semi-final. Assistam e comentem dizendo o que vocês acharam.




Update: A Islândia ficou em segundo lugar, que tenho certeza será considerado aqui um ótimo resultado. O primeiro lugar foi ficou com a Noruega.
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Festa Brasileira em Reykjavík

Um colega de trabalho e sua esposa, que é brasileira, organizaram ontem uma festa brasileira. Fiquei surpreso com o número de pessoas que compareceram, mais de cem! Nem todos eram brasileiros, tinha muitos portugueses e islandeses também, mas imagino que por volta da metade eram brasileiros.

Na festa tinha feijoada, coxinha, pastel, pudim de leite condensado e outras gostosuras brasileiras, tudo muito bem preparado. Como um bom mineiro, só senti falta de pão de queijo!

Eu tive a oportunidade de conversar com alguns leitores do blog, o que foi bem legal, e também conhecer mais alguns brasileiros que moram aqui na Gelolândia.

Parabéns pelo sucesso da festa, Guðmundur e Adriana!

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Clique aqui para ver a galeria de fotos da festa
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Estradas

A primeira vez que visitei a Islândia foi em 1996. Eu nem suspeitava que onze anos depois acabaria mudando para essa rocha perdida no Atlântico Norte!

Naquela primeira visita eu percorri a região sudoeste do país, conferindo as principais atrações turísticas. O interessante é que as memórias que ficaram na minha cabeça não foram apenas do geyser, da cachoeira Gullfoss e do vale de Þingivellir e outros lugares bonitos e interessantes, mas também das estradas.

Especialmente, me lembro de ficar confuso e curioso à respeito das varas amarelas à cada tantos metros pelo lado da estrada, em alguns lugares chegando a ter um metro de altura. Foi então que me explicaram que o propósito das tais varas é de marcar a localização da estrada de maneira que ela ainda seja visível quando coberta de neve no inverno.

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Também, nunca me canso de admirar a paisagem única da Islândia.

Clique aqui para ver mais fotos das estradas islandesas
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Resultado das eleições

Não houve surpresas nas eleições de ontem. Como já se esperava, os partidos de esquerda ganharam o maior número de votos e consolidaram sua posição no governo. O partido que governava a Islândia pelos últimos vinte anos e que foi forçado a deixar o governo depois da "revolução das panelas" em janeiro, o Partido da Independência, foi o que perdeu o maior número de parlamentares.

O parlamento islandês é formado por 63 parlamentares. Nessa eleição foram eleitas 26 mulheres, constituindo 43% do total de parlamentares. Um bom número de novos candidatos foram eleitores, são 23 eleitos pela primeira vez. Oito parlamentares que buscavam a re-eleição não foram eleitos.

Votos brancos nessa eleição foram 6,226 ou 3,2%, e votos nulos foram 528 ou 0,3%, de um total de votos de 193,934.

De um total de 227,896 com direito de voto, 85,1% votaram ontem.


Resultados por partido político:

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Partido S - Samfylkingin (Aliança Social Democrata) - Foi o grande vencedor dessa eleição, com 29% dos votos, representando um aumento de 3.2% desde a eleição passada e assim elegendo mais dois parlamentares. Este é o partido da atual Primeira Ministra Johanna Sigurdardottir, e o único partido que apoia a entrada da Islândia na União Européia.

Partido V - Vinstri Grænir (Movimento Esquerda Verde) - Este é o partido que forma a coalizão de governo atual com o Samfylkingin. Nessa eleição ganharam 20,7% dos votos, representando um aumento de 7% em relação à eleição passada e assim elegendo mais cinco parlamentares. Para continuar na coalizão de governo, pode ser que sejam forçados a apoiar a possível entrada da Islândia para a União Européia.

Partido D - Sjálfstæðisflokkurinn (Partido da Independência) - O partido de direita responsável pelo colapso da economia islandesa ainda conseguiu 23,0% dos votos, representando uma baixa de 12,8% em comparação à eleição anterior e assim perdendo nove parlamentares. Ainda assim, esse resultado me surpreendeu. É difícil de entender como um número tão grande de islandeses ainda acredita que o partido que faliu o país ainda é o mais indicado para governá-lo.

Partido B - Framsóknarflokkurinn (Partido Progressista) - Recebeu 14,1% dos votos, representando um aumento de 2,9% e assim elegendo mais dois parlamentares. Esse partido foi o que mais fez campanha, prometendo cortes em impostos.

Partido O - Borgarahreyfingin (Movimento Cívico) - Um bom resultado para este partido que foi formado apenas nove semanas antes das eleições. Ganhou 7,1% dos votos, assim elegendo quatro parlamentares. Imagino que muita gente cansada com os mesmo partidos de sempre deve ter voado neles com uma esperança de renovação na política. Ainda não está claro se vão se juntar à coalizão de governo ou ficar na oposição.

Partido F - Frjálslyndi flokkurinn (Partido Liberal) - Recebeu 2,1%, comparando com um resultado de 7,3% em relação à eleição passada, e perdeu todos os quatro parlamentares que tinha. Esse partido, que foi formado com uma plataforma de reforma no sistema de quotas de pesca, perdeu o foco nos último anos e foi esquecido pela grande maioria do eleitorado.

Partido P - Lýðræðishreyfingin (Movimento Democrático) - Participando de eleições pela primeira vez, recebeu apenas 0,6% dos votos, que imagino tenham vindo das famílias dos candidatos. Não elegeu nenhum parlamentar.
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Eleições

Hoje temos eleições parlamentares aqui na Islândia. Dentro do sistema parlamentarista islandês, os eleitores votam para um dos sete partidos políticos. O partido com mais membros eleitos para o parlamento monta o governo nacional, escolhendo o Primeiro Ministro.

As pesquisas de opinião indicam que pela primeira vez em mais de 20 anos os islandeses devem escolher um governo de esquerda. Os partidos Social Democrata e Esquerda-Verde, que formam atual governo de emergência, devem ganhar a maioria dos votos e se manter no poder.

Um coisa interessante é que aqui não se vota em indivíduos, mas sim nos partidos. A cédula eleitoral (que é de papel mesmo, nada eletrônico) tem os nomes dos partidos e a lista de nomes dos parlamentares em candidatura por cada partido. O eleitor deve marcar o nome do partido para o qual ele deseja votar, e tem também a opção de riscar da lista do partido algum candidato que ele não goste e que não deseja que seu voto seja contado à favor. Quando os votos são contados, cada partido precisa de um número mínimo de votos para ter seu primeiro candidato da lista eleito, depois mais uma determinada quantidade de votos para o segundo, terceiro e assim por diante.

O voto não é obrigatório, e a idade mínima para eleitores é de 18 anos. O número total de eleitores em potencial nesse ano é de 227.896, sendo 114.295 mulheres e 113.601 homens.

Outra coisa interessante é que os islandeses fazem "festas de eleição" - se reúnem na casa dos amigos ou familiares, para acompanharem juntos o programa de televisão com a contagem dos votos. E os mais velhos costumam se vestir bem, de terno e gravata, para ir votar.

Eu não tenha cidadania islandês e por isso não tenho direito de voto, mas vou acompanhar o processo e devo colocar mais notícias aqui em breve.
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Primeiro dia de verão

Hoje é o primeiro dia do verão aqui na Islândia, que é celebrado com um feriado nacional. Eventos acontecem no país todo para comemorar este dia, que cai todo ano em uma quinta-feira entre os dias de 19 e 25 de Abril.

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Até o ano 1700, a Islândia usava o o antigo calendário nórdico, e nele o ano começava no primeiro dia de verão, o primeiro dia do antigo mês de harpa que começava no que corresponde hoje ao final do mês de Abril. Nesse calendário antigo haviam apenas duas estações do ano, o verão e o inverno, e as pessoas costumavam a contar sua idade não pelo número de anos decorridos desde o nascimento, mas pelo número de invernos que a pessoa já viveu.

Com a adoção do cristianismo na Islândia no ano 1000, e do calendário Gregoriano no ano 1700, o calendário antigo gradualmente caiu em desuso e este dia perdeu o significado como primeiro dia do ano, mas continuou sendo comemorado como o primeiro dia de verão.

De acordo com a tradição, se o inverno e verão "congelarem juntos", ou seja, se a temperatura cair abaixo de zero na noite entre o inverno e o verão, isso significa que o verão desse ano será um bom verão. Hoje foi confirmado que isso foi exatamente o que aconteceu na noite passada, portanto está confirmado, o verão de 2009 será um bom verão!

É tradicional também, neste dia, desejar à todos um “bom verão!” - “Gleðileg súmar!”
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Almoçando com os parlamentares

No próximo sábado teremos eleições gerais aqui na Gelolândia, que foram marcadas como uma medida de emergência depois que o governo caiu em Fevereiro passado.

Como já era de se esperar, a campanha eleitoral de todos os partidos tem se concentrado na questão de como resolver a crise econômica atual e o alto nível de desemprego no país. Cada partido tem um plano diferente, mas no geral ninguém parece ter um plano sólido e muita gente está se sentindo desiludida com o processo político. As pesquisas estão demonstrando que o governo atual de esquerda deve ser re-eleito. Vou comentar mais à respeito das eleições e sobre as propostas dos partidos no sábado.

Uma coisa que eu achei interessante sobre a maneira em que a campanha eleitoral é conduzida aqui na Islândia é que os próprios candidatos tomam um papel muito mais direto no contato com os eleitores do que em outros países.

Em cada dia dessa última semana, durante o almoço no meu trabalho, um membro do parlamento e candidato à re-eleição veio à cantina da empresa para discutir com os funcionários a plataforma do seu partido. E foi sempre, todos os dias, debate mesmo, com muitas perguntas e debate.

Ainda, no fim de semana passado, quando fui ao supermercado havia um senhor de terno distribuindo panfletos e apertando a mão do público entrando e saindo do supermercado. Fiquei surpreso em saber que ele era um dos ministros que estava no governo até poucas semanas atrás.

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Gleðilega Páska!

Estive aproveitando bem o feriado de páscoa para passear no sul da Gelolândia, e para relaxar também. Depois conto mais à respeito dos passeios. As estradas estavam cheias, e Reykjavík vazia, com todo o comércio fechado. O tempo tem estado ótimo nesse feriado, chegou a fazer 11 graus hoje - temperatura de verão! - e rolou até churrasco na varanda aqui em casa.

Um sinal da crise nesse ano foi que a empresa para qual eu trabalho, uma das maiores do país, quebrou a tradição de muitos anos e nesse ano não deu ovos de páscoa para os empregados. Mas pra falar a verdade, não fez falta, como ganhei dois ovos de qualquer maneira, e isso já é mais chocolate do que eu consigo comer em uma semana.

Os ovos de páscoa aqui na Islândia são diferentes dos de qualquer outro lugar que eu já tenha visto em qualquer outro país. Eles vem embalados em plástico transparente e tem sempre um pintinho em pé no topo do ovo. Mesmo antes de mudar aqui pra Islândia eu costumava visitar o país na época da Páscoa já por vários anos e sempre guardava os pintinhos do topo do ovos, que agora uso de decoração de Páscoa, espalhados pela casa.

Falando em decoração de Páscoa, os islandeses tradicionalmente decoram as casas para o feriado de Páscoa com enfeites de galinhas e um tema amarelo para panos de mesa, cozinha, etc.

Na Islândia a Páscoa não tem nada de coelhos, todas as decorações são com galinhas e pintinhos.

Os ovos vem cheios de bomboms e guloseimas, e quando eu digo que vem cheios, eu quero dizer que vem abarrotados. É só tirar a tampa do lado do ovo, feita de chocolate também, para encontrar uma quantidade enorme de guloseimas.


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A tradição de ovos na Páscoa começou na Europa central, onde fazendeiros que alugavam suas terras faziam pagamentos antes da Páscoa em forma de ovos. Alguns desses ovos eram então distribuídos aos pobres pelos proprietários das terras, e assim ovos vieram a ser associados com a Páscoa. Mais tarde os ovos passaram a ser decorados, muitas vezes com temas bíblicos. Na Islândia essa tradição nunca existiu, já que ovos costumavam ser algo relativamente raro no país. Ovos de chocolate, no entanto, se tornaram populares em tempos modernos na Islândia, e sempre vem com um papelzinho dentro com um ditado que representa uma previsão da sua sorte pro futuro - como uma espécie de biscoito da sorte chinês (que por sua vez na verdade foram inventados em San Francisco nos EUA e não na China), só que num ovo de Páscoa, e na Gelolândia.

Uma outra tradição associada com a Páscoa na Islândia é a crença de que o domingo de Páscoa é um dos poucos dias do ano em que é possível encontrar uma óskasteinn ( “pedra dos desejos” ) que permite que qualquer desejo de quem a encontrar seja realizado, já que os elfos e trolls dormem até tarde nesse dia e deixam as pedras desprotegidas.

Bom, ainda tenho mais a segunda-feira de feriado para aproveitar por aqui, e muito chocolate pra comer!

Feliz Páscoa para todos os leitores! Gleðilega Páska!!
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Usina geotérmica islandesa em El-Salvador entra em funcionamento

A primeira usina geotérmica de projeto islandês e construída em solo estrangeiro começou a funcionar nessa semana em El Salvador.

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Thór Gíslason, diretor da empresa islandesa Enex, responsável pelo projeto e construção da usina, explicou em entrevista para os jornais que este é um evento importante que demonstra a excelência da tecnologia islandesa de produção de energia geotérmica, e que aponta para um grande mercado futuro de exportação de conhecimento nesta área para países interessados em fontes renováveis de energia.

Esta usina em El Salvador produzirá 9.3 MW de eletricidade, e será operada em parceria pela empresa islandesa Enex e a fornecedora de energia local LaGeo.

Na Islândia, 26% da energia do país é produzida por cinco usinas geotérmicas, que utilizam a atividade vulcânica para produzir energia elétrica e aquecimento. Os outros 74% são produzidos por usinas hidroelétricas. Energia aqui na Islândia é muito barata, tanto que durante o inverno muitas das calçadas em em Reykjavík e Akureyri são aquecidas para serem mantidas livres de gelo. Essa abundância de energia barata também se reflete no fato de que o alumínio, que tem um processo de produção que necessita de muita eletricidade, é atualmente um dos principais produto de exportação de Islândia.

Para as casas na Islândia, o custo de energia elétrica e aquecimento é baixíssimo. Ainda, o fornecimento de água é gratuito, sendo que apenas àgua quente, aquecida nas usinas geotérmicas, é cobrada aos consumidores mas ainda assim por um preço extremamente baixo.

Eu espero ver no futuro próximo a abundância de energia barata na Islândia, e o conhecimento de ponta na produção de energia geotérmica, como sendo um dos pilares da recuperação da economia islandesa.
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Oddsson volta a fazer comentários polêmicos

O ex- presidente do Banco Central islandês, e a pessoa que a maioria dos islandeses culpa pela crise econômica no país, voltou nesse último fim de semana a fazer comentários polêmicos, durante a convenção nacional do Partido da Independência.

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Davið Oddsson, que foi forçado a renunciar há algumas semanas atrás, criticou seu sucessor, o economista norueguês Svein Harald Øygard, dizendo que Øygard é um mentiroso ou que tem Mal de Alzheimer, isso porque ele havia dito que não se lembrava exatamente de quando ele foi pela primeira vez abordado para a posição no Banco Central. Oddsson ainda disse: "Eu pessoalmente espero que ele tenha Alzheimer, dessa maneira poderá se esquecer da situação ridícula em que esse governo inútil o colocou."

Num comentário ainda mais bizarro, Davið Oddsson se comparou à Jesus Cristo, dizendo: "Quando aqueles bastardos crucificaram o bom Cristo, eles crucificaram dois criminosos ao seu lado. Entretanto, quando o novo governo enforcou Davið, eles decidiram enforcar dois homens honestos." - se referindo aos dois colegas da diretoria do banco central que foram forçados à renunciar com ele em Fevereiro.

Oddsson, que foi primeiro ministro da Islândia por 12 anos como líder do Partido da Independência, ainda criticou o relatório publicado pelo próprio partido na semana passada que reconhecia os erros do partido no governo durante a privatização dos bancos nos anos 90, dizendo que o relatório "vale menos que o papel em que foi impresso".

Eu fico impressionado com a arrogância de Davið Oddsson, que parece não ter limites. Ele não só continua à negar qualquer culpa no colapso da economia, mas ainda se vê como um herói e mártir do país. Mais e mais ele parece uma tia velha e louca que os parentes tem que aturar na hora do jantar.

Também não estou completamente satisfeito com as ações do novo governo do país e da nova direção do banco central. A nacionalização do banco de investimentos Straumur Burdarás há duas semanas atrás, o quarto banco a ser nacionalizado desde o início da crise, parece ter ocorrido puramente por motivos políticos. Um governo que nacionaliza à força, declarando falidas, empresas que estão na verdade em boas condições financeiras, eu não diria que está fazendo a coisa certa. Apesar de eu considerar que o governo atual é bem melhor que o anterior, na minha opinião a guinada para a esquerda na Islândia no momento me parece forte demais.

As eleições serão no dia 25 de Abril, e tudo indica que o governo atual de coalizão dos Social Democrata e Esquerda-Verde vencerá nas urnas.
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Alþingi - o grande barraco nacional

Os islandeses se orgulham de ter o parlamento mais antigo do mundo em funcionamento contínuo.

O parlamento islandês, Alþingi, foi formado no ano 930 como uma assembléia que reunia uma vez por ano todos os goði (chefe-sacerdotes) do país durante o verão. Qualquer um podia comparecer, e centenas de pessoas viajavam até Þingvellir ("Planície do Parlamento") no sul da Islândia, alguns tendo que viajar duas semanas à cavalo para chegar lá.

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(Þingvellir)

A Islândia foi colonizada por noruegueses, que traziam consigo mulheres que eles capturavam nas Ilhas Britânicas à caminho da Islândia. (Daí o ditado islandês de que as islandesas são bonitas porque foram escolhidas à dedo para serem trazidas ao país). Os noruegueses estavam fugindo da opressão e altos impostos do então rei da Noruega, Rei Harald (chamado Harald do Cabelo Embaraçado, em virtude da promessa de não pentear o cabelo até que conseguisse unificar todo a Noruega) . Chegando à Islândia, os colonizadores não queriam nada com um governo central e montaram a primeira república européia desde a queda do Império Romano. Um escritor alemão escreveu em 1075 que na Islândia "Não há rei, apenas a lei".

Não eram apenas questões governamentais que eram discutidas no parlamento medieval, mas todo tipo de negócio eram feitos nessa ocasião. Nessas duas semanas em Junho alianças era feitas ou desfeitas, amizades renovadas, casamentos arranjados, notícias circuladas, crimes julgados, e promessas feitas. Esta era uma oportunidade para a população dispersa do país se reunir e manter laços fortes.

O parlamento se reunia à céu aberto, e os participantes se instalavam em acomodações temporárias construídas no local.

À cada três anos alguém era eleito para a posição de Pronunciador das Leis, com o dever de anunciar, do topo da Rocha das Leis, todas as leis do país. Essa era uma posição de grande prestígio. Os chefes locais tinham que participar desse evento e podiam fazer perguntas sobre as leis. Somente no ano 1117 é que o código de leis foi escrito.

Era comum que batalhas curtas ocorressem durante o encontro do parlamento, quando um impasse legal não podia ser resolvido por meios pacíficos e por mediação dentro da lei.

Uma coisa interessante é que apesar desse órgão legislativo existir e ser muito bem organizado, não existia um órgão executivo. Ou seja, não existia uma organização para garantir a obediência das lei ou para punir quem não as cumprisse. Se alguém cometia um crime, vamos dizer um assasinato, e era julgado culpado pelos juízes reunidos no Alþingi, o que acontecia é que o criminoso era considerado um "fora da lei" e podia ser morto sem nenhuma conseqüência legal. Cabia à vítima, organizar uma caçada pelo criminoso fora-da-lei, ou oferecer uma recompensa pela cabeça dele.

Esse período de ouro da república islandesa durou até 1262, quando depois de anos de guerra civil a Islândia se submeteu ao Reino da Noruega, e o parlamento se tornou um órgão sobre controle do governo norueguês.

O Alþingi moderno foi estabelecido em 1843, quando a Islândia era ainda uma colônia da Dinamarca (o país havia passado das mãos da Noruega para a Dinamarca em 1380) . O prédio que é usado até hoje pelo parlamento foi inaugurado em 1881. A Islândia se tornou completamente independente em 17 de Junho de 1944.

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É desse prédio que eu quero falar. Eu trabalho para uma firma de consultoria em informática que tem como um dos clientes o parlamento islandês. Na semana passada fui instalar um novo equipamento para a rede de computadores do parlamento, e esse equipamento devia ser instalado no sótão do prédio. Achei interessante que no sótão, as paredes estão nuas, com sua estrutura original à mostra - as paredes externas são de pedra, mas a estrutura interna é composta de várias placas de madeira claramente diferentes umas das outras. Um funcionário me explicou que quando o prédio foi construído em 1880-1881 o país era tão pobre que não tinha dinheiro para importar madeira (lembrem-se, não existem árvores por aqui!), e assim tiveram que usar para construir o prédio do parlamento todo tipo de madeira de caixotes que chegavam ao porto e madeira que chegava às praias levada pela maré vinda do Canadá. Um verdadeiro barraco improvisado!

Foi aí que pensei, mesmo com a crise atual, é impressionante o progresso deste país nos últimos cem anos, de uma das nações mais pobres do mundo para uma das mais desenvolvidas em apenas algumas gerações.
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O impacto da crise na Islândia

A crise financeira mundial afetou a Islândia mais que qualquer outro país no mundo. Para se ter uma idéia do tamanho do estrago, basta olhar a situação da bolsa de valores antes e depois da crise.


Índice geral da bolsa de valores islandesa - em baixa de -91.4%


Variação do índice nos últimos seis meses:

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A lista abaixo mostra todas as empresas islandesas que estavam na bolsa de valores islandesa em Setembro de 2008, e a situação atual de cada uma delas.

Alfesca - Aluminio. Em dificuldades. (ações em baixa de -51%)

Atorka Group - Grupo de investimentos. Em dificuldades. (ações em baixa de -88%)

Bakkavör - Produtos Alimentícios. Em dificuldades. (ações em baixa de -94%)

Century Aluminum Company - Em dificuldades. (ações em baixa de -92%)

Eimskipafélag Íslands - Transporte marítimo. Em grandes dificuldades. (ações em baixa de -76%)

Exista - Grupo de investimentos. Falido.

FL Group - Grupo de investimentos. Falido.

Glitnir banki - Banco. Falido.

Icelandair Group - Companhia aérea. Em dificuldades. Demissões em massa. (ações em baixa de -66%)

Kaupthing Bank - Banco. Falido.

Landsbanki - Banco. Falido.

Marel Food Systems - Equipamentos para indústria alimentícia. Indo bem. (ações em baixa de -50%)

Nýherji - Informática. Estável. Algumas demissões. (ações estáveis)

SPRON - Banco. Falido.

Straumur-Burðarás Fjárf.banki - Banco. Falido.

Teymi - Telecomunicações. Em dificuldades, removida da bolsa.

Össur - Proteses. Indo bem. Ações estáveis.


Os islandeses estão dizendo que, pelo menos, estando no fundo do poço significa que agora só é possível mesmo melhorar. Vamos torcer pra que isso seja verdade!
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Faliu hoje o último banco independente islandês

Em outubro passado, num espaço de apenas alguns dias, todos os três bancos comerciais islandeses faliram e foram subseqüentemente nacionalizados, com a nação islandesa assumindo mais de 50 bilhões de doláres, cinco vezes o PIB islandês, em dívidas dos bancos. Apenas um banco sobreviveu esse terremoto financeiro no país como a última instituição financeira independente da Islândia, o banco de investimentos Straumur-Burdarás. Isso é, até hoje.

Hoje pela manhã foi anunciado que o banco Straumur-Burdarás quebrou e foi nacionalizado. Parece que o que aconteceu foi que o banco havia pedido um empréstimo ao Banco Central de 18 milhões de euros e o pedido foi recusado, o que deixou o banco numa situação insustentável.

Eu sinceramente não entendo mais o que o governo aqui na Islândia está querendo fazer. Tendo recebido um empréstimo de mais de 2 bilhões de dólares do FMI, e mesmo com esse dinheiro disponível exatamente para reconstruir a economia, ainda recusar emprestar 35 milhões de euros para manter o último banco do país de pé - sinceramente eu não vejo sentido, me parece uma decisão estúpida. Afinal, todos os governos da Europa estão injetando dinheiro nos bancos no momento exatamente para evitar que eles quebrem.

O futuro do banco em si e dos seus mais de 500 empregados é incerto no momento.

Eu tinha achado que a Islândia já tinha chegado ao fundo do poço e que a situação agora só poderia melhorar. Eu estava obviamente enganado.

O site do banco hoje tem um anúncio sobre o ocorrido, que termina com palavras que poderiam ser usadas para a economia islandesa em geral: “As a result of this Straumur is closed. “ - “Como resultado disso, Straumur está fechado.”
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Dois anos de Islândia

Nessa semana são dois anos que eu mudei aqui para a Gelolândia. Antes disso eu morei no Reino Unido por sete anos - três na Escócia e quatro na Inglaterra. Refletindo agora sobre esses dois anos desde a mudança, eu estou satisfeito com a qualidade de vida em geral na Islândia.

Vou tentar relatar aqui alguns pontos positivos e negativos da minha experiência de morar na Islândia. Como a minha experiência anterior foi na Inglaterra, muitas das comparações são feitas com aquele país.


Pontos positivos

- Distâncias pequenas. Tudo na capital islandesa é muito perto, nunca se leva mais de 15 minutos para ir à qualquer lugar.

- Mais tempo livre. Os fatores de uma jornada de trabalho menor e distância menores combinam para proporcionar muito mais tempo livre. Isso pra mim se traduz, mais do que qualquer outra coisa, em qualidade de vida.

- Segurança. Apesar de arrombamentos de casa serem relativamente comuns, assaltos e violência em geral (fora brigas em bares) não existem por aqui. Me sinto mais seguro aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.

- Qualidade de construção das casas e prédios, e de aquecimento, muito melhor do que na Inglaterra.

- Limpeza. Reykjavik é uma das cidades mais limpas que eu já vi. Fora da cidade, a natureza é impecavelmente limpa também.

- Sistema de saúde gratuito e de qualidade. As experiências de cada um variam, mas as minhas foram positivas.

- Os islandeses são, na minha experiência, educados, bem informados e amigáveis. Tenho vários amigos islandeses. Um pessoal muito legal, sempre muito animados, bons amigos mesmo.

- A vida noturna da capital é ótima, muito agitada. São vários os bares e boates.

- A praticamente inexistência de classes sociais. Claro que existe uma classe super-rica, mas toda a população tem um padrão de vida razoável.

- Natureza. Vinte minutos de carro e você está fora do meio urbanos e cercado por paiságens fantásticas. O país é cheio de lugares bonitos e interessantes para se conhecer.

- Cultura. O país tem uma história rica, ampla literartura, e muitos costumes únicos. Acho que mesmo se eu vier a morar por aqui por décadas, ainda vou estar descobrindo coisas novas sobre a cultura local.

- Dois aspectos fundamentais da personalidade dos islandeses que eu adimiro: o espírito aventureiro de sempre correr riscos e inovar, e a sentimento solidariedade e igualdade.


Pontos negativos

- Custo de vida extremamente alto.

- Pouquíssima variedade de produtos nas lojas.

- Custo de vida altíssimo. Já mencionei? Bom, merece ser mencionado de novo.

- Salários em média menores que os do Reino Unido.

- Mercado de trabalho menor. Para um profissional aqui, o mercado de trabalho em muitos setores se resume à duas ou três empresas.

- A língua Islandêsa. Ô língua complicada! Em média estrangeiros levam de três a quatro anos para aprender a língua. Conheço alguns que moram aqui há mais de dez e ainda não falam quase nada. Os materiais disponíveis para aprender, e os cursos das escolas de línguas deixam muita à desejar.

- A Crise. Com letra maiúscula. Nenhum país foi tão afetado pela crise atual quanto a Islândia.

- O vento. Antes de conhecer a Islândia você não conhece vento de verdade. Vento aqui com frequencia joga carros fora das estradas, vira ônibus, e já ouvi histórias de crianças tendo que se segurar em postes para não serem arrastadas.

- O clima em geral. Não estou reclamando do frio, já que eu até gosto de frio. São as frequentes mudanças no clima e a constanste ventania gelada e as nevascas que são um desafio à paciência de qualquer um. Deve chover ou nevar uns 300 dias por ano. Não tenho dúvida que muitos estrangeiros deixam o país por causa do clima.

- Em comparação com o resto da Europa, o acesso à internet aqui na Islândia é lento.

- Programação na televisão. Existem apenas dois canais abertos, que só transmitem durante à noite. Há não muito tempo atrás, só existia um e que não transmitia no verão. Um dia eu compro uma parabólica pra pegar TV britânica!

- Isolamento geográfico. Qualquer viagem internacional é cara, o que faz que os islandeses viajem muito menos que pessoas de outros países europeus.
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20 anos de cerveja!

Hoje na Islândia se comemora o aniversário de 20 anos da liberação da cerveja. Antes do dia primeiro de Março de 1989 cerveja era ilegal na Gelolândia, e o pessoal por aqui costumava a beber principalmente vodka e a bebida nacional islandesa chamada Brinivin, que recebe dos bêbados locais o carinhoso apelido de "morte negra".

Nos dias da ditadura anti-cerverja era também comum os islandeses misturarem cerveja não-alcoólica, a única variedade permitida, com vodka para tentar chegar à algo próximo à cerveja que os estrangeiros de terras mais liberais tinham acesso. Essa mistura era chamada “bjorliki”, ou “parecido com cerveja”.

Hoje em dia existem várias marcas de cerveja islandesas, sendo as principais: Víking, Thule, Egils, e Kaldi. Já experimentei as quatro e aprovei, são todas boas. Os islandeses concordam, já que 70% da cerveja consumida no país é produzida aqui mesmo.

Até hoje, no entanto, a venda de bebidas alcóolicas é feita somente por lojas do governo. São 46 “vínbúð” ( “Lojas de Vinho” ) espalhadas pelo país. Essas lojas só ficam abertas no horário comum de funcionamento do comércio, e não abrem durante à noite ou aos domingos, o que significa que você tem que planejar com antecedência as suas noitadas. Uma lata de cerveja de 500ml custa cerca de 250Kr, equivalente à R$5,20 no câmbio atual.

Hoje a maioria dos bares e pubs, que são licenciados pelo governo para vender bebidas alcóolicas contanto que não sejam removidas do estabelecimento, estão vendendo cervejas pela metade do preço para comemorar a data. O preço normal de um copo de meio litro (a “pint” inglesa) é de cerca de 800Kr, ou R$17,00, mas pode variar bastante entre bares.

Bom, deixa ir tomar uma cerveja para comemorar o dia!

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Já vai tarde, Davið Oddsson!

Hoje o presidente do Banco Central islandês, e a figura mais odiada na Islândia atualmente, foi forçado a renunciar ao cargo.

Davið Oddson, formado em advocacia, depois de 12 anos como primeiro ministro da Islândia, assumiu o cargo de presidente do Banco Central em 2005. Várias publicações internacionais na Europa e EUA o apontaram recentemente como uma das 10 pessoas culpadas pela crise mundial atual.

Nos últimos dias ele tentou se defender numa entrevista na televisão dizendo que havia avisado o governo de que os bancos haviam crescido demais, mas que suas cartas foram ignoradas. Quando perguntado então se ele culpava o governo e assim o seu próprio partido, ele se recusou a responder. Ele tembém disse na televisão que as pesquisas de opinião que mostram 90% da população contra ele foram inventadas pelos donos do conglomerado islandês Baugur, seus arqui-inimigos. Essa tem sido a história da crise aqui na Islândia, uma onde ninguém assume nenhuma culpa de nada. Oddsson então, parece viver numa outra dimensão só dele, onde ele é o Rei da Islândia.

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(dinheiro da Islândia imaginária, da cabeça do “Rei” Oddsson, mostrando a dita)


Na minha opinião, a incompetência e culpa de Davið Oddsson no colapso da economia islandesa são claras e irrefutáveis. Ele era o presidente da instituição, o Banco Central, que tem como principal função ser o "lender of last resort", ou a linha de crédito de emergência, para os bancos do país. Quando chegou o momento dessa instituição desempenhar essa sua função fundamental, ela fracassou completamente devido ao tamanho das reservas ser totalmente incompatível com o tamanho dos bancos. O que Oddsson deveria ter feito enquanto no cargo seria se assegurar que as reservas são adequadas para socorrer os bancos, e se isso não fosse possível, que o Banco Central limitasse então as licenças para a expansão dos bancos. E ainda se tudo isso fosse de alguma maneira impossível, ele deveria ter renunciado anos atrás para trazer à atenção da nação essa situação antes que o castelo de cartas desmoronasse. Também acredito que a recusa de Oddsson ao pedido de empréstimo do banco Glitnir em Outubro passado foi o evento que precipitou o colapso de todo o sistema financeiro. Se a situação com Glitnir tivesse sido tratada com mais cuidado, acredito que pelo menos o maior dos bancos islandeses, o Kaupthing, ainda estivesse de pé hoje.

Provando mais uma vez uma total falta de bom senso, na entrevista recente na televisão, Oddsson disse que a Islândia tinha reservas maiores que qualquer outro país de tamanho similar. Uma comparação obviamente ridícula, já que o tamanho do país em si é irrelevante, e o importante é o tamanho da economia e principalmente dos bancos.

Mesmo depois de uma carta da nova Primeira Ministra pedindo a sua renúncia, Davið Oddsson ainda se recusava a sair do cargo, como uma criança mimada que não largava o brinquedo. Foi necessário passar uma lei especialmente para dar poderes ao governo para demití-lo, e essa lei passou a valer hoje, forçando o “Rei” a renunciar. A lei agora exige pelo menos um diploma universitário em economia. (Aliás, a proposta original de lei exigia um mestrado em economia para o cargo de Presidente do Banco Central, mas um dos partidos insistiu que essa exigência estava estava pesada demais!)

A principal lição que podemos tirar dessa saga é que nunca é uma boa idéia colocar um político no cargo de presidente do Banco Central. Senão temos exatamente o que aconteceu, alguém que se preocupa mais com políticas econômicas que ajudam o seu partido e geram ganhos políticos, do que políticas sólidas que sustentam a economia em longo prazo.

O novo presidente do Banco Central que assume hoje o cargo é o norueguês Svein Harald Øygard, que tem um mestrado em economia e já foi ministro da economia norueguesa. O vice-presidente agora é Arnór Sighvatsson, que tem um PhD em economia. Finalmente alguém no comando do Banco Central que finalmente parece pelo menos entender alguma coisa de economia!
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dia das cinzas

O último dia de festa em fevereiro na Islândia é o Öskudagur, ou "dia das cinzas", que se originou com a Quarta-Feira de Cinzas da tradição católica. Nesse dia as crianças se fantasiam, como no carnaval, e tem o dia de folga da escola.

Tradicionalmente, as meninas costumavam fazer bolsinhas com cinzas dentro e pendurar nas roupas das pessoas pela rua sem que eles percebessem. Os meninos faziam o mesmo, com bolsinhas com pedras dentro.

Hoje em dia esse costume das bolsinhas com cinzas ou pedras já quase não existe mais. O que as crianças costumam fazer mais hoje em dia é mais parecido com o halloween - elas se fantasiam e vão de loja em loja cantando músicas e pedindo doces.

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dia do estouro

Hoje na Islândia é Sprengidagur, ou o "dia do estouro". Nesse dia os islandeses comem carne salgada e ervilhas, e como o nome do dia sugere, até "estourar" de tanto comer.

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