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De volta da Bulgária, reflexões sobre a islândia

Depois de cinco dias trabalhando na Bulgária, estou de volta na Islândia. Eu fui à serviço para uma empresa farmacêutica islandesa que emprega mais de três mil pessoas na Bulgária, fui instalar um novo sistema de Telefonia por IP para o novo escritório deles na capital Sofia. Acabou que não vi muito de Sofia, já que quase não tive tempo fora do trabalho. Só deu mesmo pra passear um pouco na área em volta do hotel durante à noite quando eu voltava do trabalho e saía à procura de algo pra comer pro jantar. A cidade me pareceu bonita, muito arborizada, cheia de grandes e imponentes prédios do período comunista que devem ser interessantes de se visitar.

É impressionante o tamanho da economia islandesa quando você pensa que o país só tem 300 mil habitantes. Essa empresa mesmo para qual eu fui trabalhar nesses dias na Bulgária, tem treze mil empregados no total em mais de 30 países. No Reino Unido, empresas islandesas praticamente controlam o mercado de comida no país e compraram também várias das maiores lojas de roupas britânicas, e a maior loja de brinquedos. Na Dinamarca e Noruega, vários bancos locais foram recentemente comprados por bancos islandeses, assim como algumas companhias aéreas e pelo menos um jornal de grande circulação. Isso um país que tem uma população igual à cidade brasileira de Blumenau (SC) ou ainda de Uberaba (MG).

Nesse fim de semana eu também fui forçado à refletir sobre o isolamento geográfico aqui da Gelolândia. A viagem para Sofia foi uma das mais indiretas que eu já fiz. Eu viajei de Reykjavik para Gothenburg na Suécia, depois para Copenhagem na Dinamarca, daí para Munich na Alemanha e de lá finalmente para Sofia. Os motivos desse número de conexões foram o pequeno número de vôos que saem da Islândia pela manhã e o fato de que a companhia aérea islandesa Icelandair só faz conexão com vôos operados pela companhia escandinava SAS e suas parceiras. Depois de morar em Londres por muitos anos, eu estava acostumado a ter pegar vôos diretos pra qualquer lugar do mundo à qualquer hora do dia, e essa maratona de quatro conexões e 14 horas de viagem dentro da Europa realmente me fez refletir sobre o isolamento geográfico desse rochedo perdido no mar Atlântico Norte.
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