No momento me encontro no aeroporto em Londres, esperando o vôo para o Brasil. Estou dessa vez viajando pelo seguinte roteiro: Islândia-Londres-Lisboa-Rio-BH. De porta à porta, contando com as esperas entre vôos, são dessa vez cerca de 42 horas. Ufa! Mas estou muito feliz de passar o natal com a família e amigos nesse ano.
Eu morei no Reino Unido por sete anos, quatro anos em Londres, antes de mudar para a Islândia, e hoje aproveitei o grande período de espera por aqui hoje para ir passear pela cidade durante à tarde. Depois de morar tantos anos nesse país, é interessante que ainda tenho a sensação de "chegar em casa" quando desembarcando no aeroporto em Londres. Mas, tenho que dizer, que estou satisfeito com minha decisão de mudar daqui pra Islândia. Uma das características mais marcantes da vida em Reykjavík é o espaço, o vazio, as casa e prédios são espaçados e baixos, não se vê muita gente pelas ruas, o ar puro, e o fato de que em 15 minutos você chega à qualquer lugar dento da área da capital - eu estava pensando nisso e já com saudades, enquanto espremido no metrô londrino hoje à tarde.
Bom, vou perder o natal islandês esse ano, e os 13 papai-noéis que descem das montanhas um por um nos 13 dias antes do natal. Mas pelo menos estarei à uma distância segura do Gato do Natal, o monstruoso gato do tamanho de uma casa, que segundo as lendas devora as crianças que não tem roupas novas no natal!
Os 13 papai-noéis moram com sua mãe, chamada Grýla, que é um troll feioso e que assim como seu gato de estimação, devora crianças na época do natal. Olha só eu mesmo dentro do caldeirão da monstra, do qual consegui escapar logo depois dessa foto ter sido tirada no shopping center Kringlan em Reykjavík na semana passada:

Outra tradição islandesa de natal é decorar o exterior das casas com luzes coloridas. Quando eu voltar pra casa, logo depois do natal, ou vou tirar uma fotos das casa e ruas e colocá-las aqui no blog pra vocês verem.