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Diretores do Banco Central se recusam a deixar cargo

A nova Primeira Ministra mandou no início dessa semana passada uma carta aos diretores do Banco Central islandês exigindo que eles renunciem - carta esta que foi prontamente ignorada por Davið Oddsson, presidente do Banco Central e os outros dois diretores do banco.

Como resultado, o governo agora está preparando uma lei que dará poderes à Primeira Ministra para dissolver à força o quadro de diretores do Banco Central.

Um professor de Ciência Política da Universidade da Islândia, comentando sobre a situação na Sexta-Feira passada, disse: "Em qualquer outro país, se o governo dissesse publicamente que desejava a renúncia dos diretores do Banco Central, eles deixariam o cargo imediatamente."

É mesmo muita cara de pau de Davið Oddsson, que além de ignorar o fato de que ele é hoje o homem mais odiado do país, ainda resolve ignorar exigências do governo. E mais, disse publicamente depois de receber a carta, que ele estava "sob ataque político digno de ditaduras do século passado".

A arrogância e a desconexão de Davið Oddsson com a realidade são impressionantes. Ele disse há algumas semanas atrás que se fosse forçado a abandonar o cargo de presidente do Banco Central ele voltaria à política, dizendo isso de boca cheia, como alguém que estaria fazendo um favor seu país. Espero que ele volte mesmo à política, para que ele seja forçado à encarar a realidade certa de uma quantidade desprezível de votos que não vão lhe possibilitar nem um cargo de substituto de parlamentar.

Enquanto isso, uma das maiores empresas islandesas, o Grupo Baugur, que emprega mais de 50 mil pessoas e tem mais de 3 mil lojas em vários países, aém de controlar todos os jornais e as maiores redes de super-mercados da Islândia, entrou em concordata e se encontra à beira da falência. E ainda, as investigações sobre irregularidades nos bancos falidos continuam e estão descobrindo podres quase todo dia. As consequencias da crise continuam.
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