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Panoramas de Kopavogur

Fiz mais alguns panoramas durante o último fim de semana, dessa vez da rua da casa da minha noiva em Kopavogur, um subúrbio de Reykjavík. Cada um dos panoramas foi montado apartir de seis fotos separadas. Clique nas fotos abaixo para ver os panoramas ampliados.

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Churrasco, outra mania islandesa

Eu já havia mencionado antes duas paixões do povo islandês, sorvete e carrinhos de supermercado. Nas últimas semanas aqui na Islândia eu notei uma outra paixão islandesa, o churrasco.

Um passeio em Reykjavík olhando os prédios e você logo nota que praticamente todos os apartamentos tem uma churrasqueira na sacada. Isso é engraçado mesmo, olhando um prédio grande é quase como se fosse combinado como parte da decoração das sacadas, todas com churrasqueiras de metal num canto. Quem mora em casa e tem jardim certamente tem uma churrasqueira também. Ainda, as grandes lojas de departamentos sempre tem churrasqueiras perto da entrada para tentar os clientes com o mais novo modelo.

E para os islandeses churrasco não é só no verão. É comum usar a churrasqueira, seja na sacada do apartamento ou no jardim, mesmo no inverno com neve caindo.
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Para um islandês, basta o Assunto

Uma coisa que eu percebi ultimamente e que me irrita um pouco é que os islandeses tem mania de mandar emails vazios e com o conteúdo todo no campo do assunto (subject). No trabalho estou sempre recebendo emails vazios e com três linhas de texto no assunto, estranho mesmo. Outra coisa clara é que os islandeses não perdem tempo com cordialidades, emails mesmo no trabalho geralmente não tem introdução ou assinatura do autor e são diretos ao ponto. Deve ser uma reflexão da linguagem mesmo, afinal na língua islandesa nem existe uma palavra para "por favor". Os meus colegas de trabalho aqui devem pensar que eu sou tão cheio de cerimônia, com os hábitos de etiqueta que eu peguei nos meus sete anos morando no Reino Unido!
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Gleðilegt Súmar!

Hoje é o primeiro dia do verão aqui na Islândia, e é feriado por essa razão. O dia está bonito, céu aberto, sol, e temperatura de uns 5 graus centigrados. O dia começou com uma geada de manhã cedo (há dois dias atrás estava nevando), o que me contaram é sinal de que esse será um bom verão, por mais que a lógica contradiga essa suposição!

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O primeiro dia do verão é comemorado mesmo por aqui, logo de manhã fui cumprimentado com um "Gleðilegt súmar!" ("Bom verão!") dos vizinhos, e até ganhei presente de verão também de alguns conhecidos.

Reparei hoje que os gramados de Reykjavík, que até agora tem tido uma aparência que eu gosto de chamar de "zumbi", ou seja de uma marrom meio-vivo-meio-morto, agora estão começando a ficar um pouco verdinhos. As flores também estão começando a aparecer nos jardins. O verão dura, oficialmente, até Agosto. O mês mais quente aqui na Islândia é em Junho, quando chega a fazer uns 16 graus (e daí todo mundo reclama do calor insuportável!) e fica de dia durante o tempo todo, com o chamado "sol da meia-noite".

Os islandeses saíram para aproveitar o feriado, as ruas do centro de Reykjavík estavam cheias de gente, assim como os parques também. A atividade que eu achei mais interessante hoje foi quando eu liguei para um corretor de imóveis à respeito de um apartamento e ele quando atendeu me disse que estava "fazendo um churrasco no topo de uma geleira". Fiquei só pensando na churrasqueira lentamente afundando no buraco que o calor do churrasco abria na geleira!

Eu também fiz um bom passeio nesse feriado pelos arredores de Reykjavík, clique aqui estão algumas fotos que tirei hoje.

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Sapatos dentro de casa não!

Ainda não me acostumei com o hábito islandês de remover os sapatos quando entrando em casa. Quando se vai visitar alguém, eles tem que tirar os sapatos. Eu sempre esqueço, tenho que tentar lembrar. Acho que faz sentido, já que pela maior parte do ano a rua fica coberta de uma mistura de sujeira e gelo que gruda em tudo.

Todo mundo tem um sapato para usar só dentro de casa, que eu já percebi que muitas vezes são sandálias que se usaria fora de casa em outros países mas aqui é muito frio pra elas. Existe até um nome pra isso: "inniskór", ou "sapato de dentro [de casa]".

Agora que estou visitando apartamentos procurando um pra morar, aprendi a lição e só uso um sapato fácil de pôr e tirar nessas visitas. Cansa ter que ficar tirando e calçando o sapato várias vezes por dia quando se está visitando alguns apartamentos diferentes!

É interessante que nos hospitais e consultórios de dentista por aqui você tem que colocar toucas cobrindo as solas dos sapatos, para manter o chão limpo. Isso eu acho uma boa idéia.
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Diferenças de design nos imóveis

Uma coisa tem me chamado a atenção nas visitas que tenho feito à procura de um apartamento pra morar aqui em Reykjavík é que o design dos imóveis por aqui é diferente do que estou acostumado no Brasil.

No Brasil sempre se entra numa casa pela sala de estar. Aqui na Islândia nunca é assim, mas sempre se entra por um pequeno hall de entrada que dá acesso aos quartos, cozinha e sala em separado, sem nunca ter que passar por ambiente para chegar ao outro.
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Procura por apartamentos em Reykjavík

Nas últimas semanas estive procurando apartamentos para morar na região metropolitana da Grande Reykjavík. Novos prédios estäo sendo construídos para todo lado na capital islandesa, e as opções são bem variadas. Uma coisa que assusta, no entento, é o preço de imóveis, que são bem mais caros que na maior parte da Europa. Um apartamento de dois quartos, de tamanho razoável, em Reykjavík ou imediações, custa na faixa de R$600,000 (isso mesmo, seiscentos mil reais). Se quiser vista pro mar ou um prédio novo, daí o preço ainda é maior.

O sistema de financiamento para compra de imóveis aqui também funciona de uma forma bem peculiar. Todo imóvel tem o preço de compra e o preço do que é chamado "valor de incêndio", que seria o valor que custaria para reconstruir o imóveis caso ele seja completamente destruído num incêndio. Os bancos só emprestam 90% desse "valor de incêndio", o que deixa as coisas bem mais complicadas. Isso é um problema porque os imóveis de bairros bons e valorizados tem valor de compra muito maior que o o valor de incêndio, o que significa que para morar bem você só consegue financiar cerca de metade do custo do imóvel, e tem que ter o resto em dinheiro à vista. Os juros do financiamento também são mais altos do que nos outros europeus e como a moeda por aqui não é das mais estáveis, a inflação é calculado em cima dos juros.

Bom, já visitei vários apartamentos e gostei de uns e não de outros, como era de se esperar. A procura continua pelo apartamento perfeito!
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Ovos de Páscoa

Os ovos de páscoa aqui na Islândia são diferentes dos de qualquer outro lugar que eu já tenha visto. Eles vem embalados em plástico transparente e tem sempre um pintinho em pé no topo do ovo. Na Islândia a páscoa não tem nada de coelhos, todos as decorações são com galinhas e pintinhos. Os ovos vem cheios de bomboms e guloseimas.

Todos os ovos também sempre vem com um papelzinho dentro com um ditado que representa uma previsão da sua sorte pro futuro.

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Saiu no jornal que nesse ano as fábricas islandesas produziram mais de um milhão de ovos de páscoa. Como a população do país é de cerca de 300 mil habitantes, isso significa que cada pessoa na Islândia comeu durante a páscoa em média três ovos cada!
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Show da Björk em Reykjavík

Acabei de voltar do show, que foi o primeiro da Björk na Islândia em seis anos. Foi excelente, adorei!!

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A Björk abriu o show com as músicas Hunter e Pagan Poetry, cantou várias músicas do disco novo que ainda está pra sair, mas várias antigas também. Ela estava vestida com um vestido amarelo brilhante cheio de fru-frus, e ela mesmo disse que era um "vestido de páscoa". Uma banda de dez mulheres tocando trompete acompanhou o show todo. O músico americano Antony Hegarty, da banda Anthony and the Johnsons cantou uma música com ela como convidado, e a voz do cara é muito legal, vou ter que conferir essa banda dele.

No final do show a Björk comentou que era a primeira vez que tocava algumas das músicas do CD novo ao vivo e que achou que foi tudo bem. Eu gostei das músicas novas, são menos experimentais que as do CD anterior, o Medulla, e mais melódicas.

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Para fechar ela cantou uma música com o refrão "Declare Independance! Raise your own flag!!", que ela dedicou à Groenlândia e às Ilhas Faroe, que são colônias da Dinamarca como a Islândia também costumava a ser.

Eu fiquei logo na frente, na barreira mesmo então deu pra ver tudo de pertinho. A Björk tem uma energia que é contagiante, nunca vi ninguém pular tanto de um lado pro outro num show!
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Panoramas de Reykjavík

Nesse feriado de Páscoa eu aproveitei a folga pra tirar algumas fotos pela capital islandesa. O dia estava bonito na sexta-feira de páscoa e fui até um dos pontos mais altos da cidade para fazer umas fotos panorâmicas. Eu tirei dezenas de fotos de direções diferentes da cidade e depois as emendei no computador para mostrar como é a cidade de verdade. Clique nas fotos abaixo para vê-las ampliadas (as fotos são um pouco pesadas, pode ser que demorem um pouquinho para carregarem).


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panorama2_sm


O primeiro panorama eu montei com 12 fotos mostrando o norte de Reykjavík. O segundo panorama eu montei apartir de 26 fotos mostrando o sul de Reykjavík e também Kopavogur, que é uma cidade que fica ou sul de Reykjavík.
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Festas de Crisma, religião na Islândia

As semanas antes da páscoa marcam na Islândia o época da Crisma, ou confirmação cristã das crianças. O sacramento da Crisma é algo de enorme importância para os islandeses, e cada família comemora o evento com uma festa para todos os amigos e familiares. É de costume também que os familiares dêem bons presentes para marcar a data, e os jornais nas últimas semanas estão repletos de anúncios dos presentes perfeitos para a ocasião, incluindo todo tipo de brinquedos e também o recém lançado Playstation3. Eu escapei até agora de comparecer à uma festa dessas, mas os meus colgas de trabalho vem dizendo que tem comparecido à várias festa de crisma dos parentes à cada fim de semana.

A religião na Islândia é o luteranismo, que é um braço da fé cristã protestante. A igreja da Islândia é parte do Estado, e todos os padres ou ministros (se é que essa é a tradução correta de prestur) são funcionários públicos que recebem salários e aposentadorias do governo. Existem ministras mulheres também. Pelo que eu já ouvi falar parece ser uma grande honra para qualquer família ter um filho ou filha que queira seguir a carreira de ministro da fé e se juntar à Igreja. Poucos islandeses vão à igreja com freqüência, mas em geral eu diria que são um povo religioso.

A religião tradicional dos tempos vikings chamada hoje em dia de Ásatrú ainda é praticada na Islândia, com os seus praticantes venerando Ódin e os deuses nórdicos. O número de seguidores, no entanto é bem pequeno, cerca de 1% da população.
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O bebê chamado Bebê

Existem na Islândia várias tradições curiosas à respeito de bebês. Uma delas é que normalmente não se escolhe o nome do bebê antes dele nascer, só depois. A lógica é de que você tem que olhar a cara do bebê para saber cara de qual nome que ele ou ela tem. É comum que o nome só seja escolhido até mesmo vários meses depois do nascimento, e que até que isso aconteça a família chama o bebê só de "O Bebê".

Quanto à escolha do nome, outro fato interessante é que é muito comum que a mãe faça a escolha baseada num sonho. Já ouvi estórias várias vezes sobre gente que tem um determinado nome por causa de um sonho que a mãe teve quando estava grávida ou logo após o nascimento da criança.

Outro fator que eu acho curioso é que a maioria das mães e pais não querem saber qual é o sexo do bebê antes do nascimento. Todas as mães vão fazer ultra-som, mas são muita poucas as que querem saber se devem comprar roupinhas cor-de-rosa ou azuis. Imagino que roupinhas amarelas e de outras cores uni-sex, sejam portanto as mais vendidas no país.

Falando em bebês, saiu ontem no jornal uma matéria dizendo que 1% das crianças nascidas na Islândia não tem nome do pai na certidão de nascimento. A mãe solteira é parte da cultura islandesa, algo tido como super-normal por aqui, e o fato de que uma criança não tenha o nome do pai na sua certidão também não é tido como nada demais. Até alguns anos atrás, a presidente da Islândia, e primeira mulher presidente de um país no mundo, era uma mãe solteira.
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