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meio-dia / meia-noite

Durante o mês de Julho nunca anoitece aqui na Islândia, o fenômeno é conhecido como "o sol da meia-noite". Para mostrar a diferença de luz durante o dia e a noite, eu tirei duas séries de fotos nesse verão, da varanda do meu apartamento. Montei então dois panoramas com cada série de seis fotos, um mostrando a vista ao meio-dia e outro à meia noite.

Clique na foto abaixo para ver os dois panoramas juntos em alta resolução.

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Eu mesmo fiquei surpreso ao ver as fotos juntas e ver que tem tão pouca diferença entre a luz do meio-dia e da meia-noite durante o verão aqui na Islândia.
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Noite da Cultura

Ontem foi a Reykjavík Culture Night, um dia cheio de eventos culturais espalhados pela cidade toda, do meio-dia à meia-noite. O principal evento do dia foi a Maratona de Reykjavík que muito gente foi assistir nas ruas aproveitando o tempo bom. O dia fechou com um espetáculo de fogos de artifício na baía de Reykajvík.

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Eu passei o dia no centro indo de um evento para outro e gostei muito do dia, foi ótimo. Tirei muitas fotos, aproveitando pra fotografar o que muita gente aqui no blog vinha pedindo, gente na rua e nos cafés.

Li no jornal que o diretor americano de cinema Quentin Tarantino está aqui na Islândia no momento para aproveitar o dia de eventos. Perguntado sobre a razão do seu interesse no país, ele disse: "Eu sou um grande apreciador da cultura, das mulheres e das bebidas islandesas." - Sábias palavras de um homem que claramente sabe reconhecer as boas coisas na vida!

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Noite da Cultura
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Discovery channel queria filmar arqueologia de mentira, encontra arqueologia de verdade

Os jornais estão noticiando que uma equipe da Discover Channel esteve aqui na Islândia recentemente para filmar um programa onde um personagem estilo Indiana Jones encontra tesouros arqueológicos fictícios, só que quando começaram a escavar para colocar o tal tesouro de mentira, acabaram encontrando um túmulo verdadeiro da época da colonização da Islândia no século IX. Esse pessoal deve ter ficado confuso!

A Islândia tem uma história rica de bem documentada nos 1100 anos do país. Um detalhe que eu acho interessante é que muitos lugares de imensa importância na história nacional, como ruínas de casa de figuras nacionais importantes, na maioria das vezes existe apenas uma plaquinha ou muitas vezes nem isso. Em outros lugares como nos EUA, lugares equivalentes teriam um parque de diversão temático com barraquinhas para se comprar camisetas e todo tipo de sourvenir!
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Russos invadem espaço aéreo islandês

A principal notícia nos jornais de hoje é de que ontem vários aviões bombardeiros russos invadiram o espaço aéreo islandês, rodeando a ilha sem aviso prévio ao governo islandês. Como a Islândia não tem exército próprio e nenhuma base militar ativa em seu território, aviões-caça das forças armadas da Noruega e Grã-Bretanha tiveram que decolar de seus respectivos países e vir proteger seu a Islândia, escoltando os aviões russos de volta até o espaço aéreo russo.

O interessante é que quando as autoridades islandesas reclamaram com a Russia, a resposta do governo russo foi "Sobrevoamos a Islândia mesmo, e faremos de novo quando bem quisermos. Não precisa reclamar, nossos aviões não usam a mesma altitude dos aviões de passageiros islandeses." Parece que a Russia quer mesmo reafirmar-se como uma potência a ser respeitada e temida.
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Outra paixão islandesa: acampar

Eu já falei aqui de algumas paixões dos islandeses, como sorvete, churraco e carrinhos de supermercado. Agora no final do verão, com todo mundo voltando de férias, todos tem a mesma história pra contar, dos dias que passaram em uma barraca em algum lugar da ilha.

O último país que eu imaginaria o povo ser louco com acampamento seria aqui na Islândia, por óbvios motivos meteorológicos. Mas parece que o pessoal por aqui anima mesmo. Todos os meus colegas de trabalho, sem exceção, acamparam nesse verão com a família ou amigos, e todos tem a mesma história pra contar de como estava gelado e como o vento sacudia a barraca incessantemente. Uma das histórias que ouvi mencionava o fato de que o vento estava tão forte numa das noites que os pinos de ferro que seguravam a barraca no chão se quebraram e a barraca inteira foi levada pelo vento sem nunca mais ser encontrada, enquanto o pessoal que estava dentro, berrando para serem escutados na ventania, teve que correr para dentro dos carros para se protegerem da súbita nevasca de verão.

À princípio eu até achei a idéia interessante, de se acampar em um campo de lava remoto, algum lugar bem bonito e isolado. Mas, não é bem assim. Pra começar, é proibido na Islândia dirigir fora das estradas, já que levar o carro off-road pode destruir vegetação rasteira que nesse clima levaria décadas para se recuperar. Parece que os islandeses na grande maioria das vezes acampam em áreas designadas para acampamento, onde dezenas de barracas se aglomeram em torno de um prédio onde ficam banheiros e algumas vezes geradores de eletricidade também, o que eu não chamaria exatamente de isolamento ou de contato íntimo com a natureza.

Eu sempre quis fazer uma viagem de carro em volta da Islândia, pela Estrada Número Um que contorna a ilha. Talvez no ano que vem eu faça tal viagem e anime de acampar no caminho, já que em algumas partes mais remotas do país é difícil arranjar acomodação. Vou tentar já ir me acostumando com a idéia de noites gélidas e uma barraca balançando com o vento extremo que sopra incessantemente nessas latitudes glaciais.
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O mundo todo em uma ilha

A Islândia é hoje verdadeiramente um país com uma rica mistura de nacionalidades e culturas. Estrangeiros de mais de 130 países moram aqui, representando um total de 24,118 pessoas, ou seja cerca de 9% da população da Islândia.

Segundo os números oficiais, os maiores grupos de estrangeiros são os Poloneses (6,854), Filipinos (1,409), Dinamarqueses (1,203), Americanos (1,059), Lituanos (1,031) e Tailandeses (1,014).

O números oficial de Brasileiros morando na Islândia é 69, sendo que 18 desses obtiveram cidadania islandesa. No entanto, eu imagino que o número de brasileiros seja mais alto que esses 69, já que suponho que grande parte dos brasileiros morando por aqui tenham cidadania de algum outro país europeu como a Itália ou Portugal e que assim não aparecem nos números oficiais como brasileiros.

Aqui está um mapa interessante que foi publicado recentemente num jornal islandês. Nesse mapa dá pra ver o número de estrangeiros provenientes de cada país morando por aqui. Clique na imagem para vê-la ampliada.

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De volta da Bulgária, reflexões sobre a islândia

Depois de cinco dias trabalhando na Bulgária, estou de volta na Islândia. Eu fui à serviço para uma empresa farmacêutica islandesa que emprega mais de três mil pessoas na Bulgária, fui instalar um novo sistema de Telefonia por IP para o novo escritório deles na capital Sofia. Acabou que não vi muito de Sofia, já que quase não tive tempo fora do trabalho. Só deu mesmo pra passear um pouco na área em volta do hotel durante à noite quando eu voltava do trabalho e saía à procura de algo pra comer pro jantar. A cidade me pareceu bonita, muito arborizada, cheia de grandes e imponentes prédios do período comunista que devem ser interessantes de se visitar.

É impressionante o tamanho da economia islandesa quando você pensa que o país só tem 300 mil habitantes. Essa empresa mesmo para qual eu fui trabalhar nesses dias na Bulgária, tem treze mil empregados no total em mais de 30 países. No Reino Unido, empresas islandesas praticamente controlam o mercado de comida no país e compraram também várias das maiores lojas de roupas britânicas, e a maior loja de brinquedos. Na Dinamarca e Noruega, vários bancos locais foram recentemente comprados por bancos islandeses, assim como algumas companhias aéreas e pelo menos um jornal de grande circulação. Isso um país que tem uma população igual à cidade brasileira de Blumenau (SC) ou ainda de Uberaba (MG).

Nesse fim de semana eu também fui forçado à refletir sobre o isolamento geográfico aqui da Gelolândia. A viagem para Sofia foi uma das mais indiretas que eu já fiz. Eu viajei de Reykjavik para Gothenburg na Suécia, depois para Copenhagem na Dinamarca, daí para Munich na Alemanha e de lá finalmente para Sofia. Os motivos desse número de conexões foram o pequeno número de vôos que saem da Islândia pela manhã e o fato de que a companhia aérea islandesa Icelandair só faz conexão com vôos operados pela companhia escandinava SAS e suas parceiras. Depois de morar em Londres por muitos anos, eu estava acostumado a ter pegar vôos diretos pra qualquer lugar do mundo à qualquer hora do dia, e essa maratona de quatro conexões e 14 horas de viagem dentro da Europa realmente me fez refletir sobre o isolamento geográfico desse rochedo perdido no mar Atlântico Norte.
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