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Gleðilegt Nýtt Ár!

Os islandeses celebram a passagem do ano com um jantar com a família e fogos de artifício à meia-noite.

A celebração de ano novo começa com grandes fogueiras sendo acesas no final da tarde. Várias são acesas em diversas partes da capital e em cidades e fazendas em todos cantos da Islândia. As crianças adoram ver a chamas devorarem a madeira, móveis quebrados e até barcos de pesca velhos.

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O propósito dessas imensas fogueiras é “queimar” o ano velho e abrir espaço para o ano novo. As chamas representam o passar do tempo, apagando cada minuto, hora e dia do ano velho.

Dizem as lendas que o povo-oculto, os elfos, também aparecem para assistir as fogueiras. Aliás, este seria um dos dias do ano em que é mais provável se apaixonar por um(a) estranho(a) e descobrir só mais tarde que que a bela moça ou rapaz na verdade não era desse mundo - dizem as lendas.

Quando as fogueiras se apagam, é hora do jantar com a família. Na mesa a comida é similar à do natal, com carne defumada, mas também peru.

Depois do jantar é tradicional das famílias se reunirem na frente da televisão para assistirem o programa de retrospectiva das notícias do ano na Islândia e no mundo. Depois da retrospectiva, todos assistem ao Áramótaskaupið, um programa humorístico que faz graça das personalidades do ano que passou. Tenho certeza que o colapso econômico do país vai dominar ambos os programas nesse ano.

À meia-noite é hora dos fogos de artifício. Tradicionalmente, cada família gasta uma verdadeira fortuna em fogos que são comprados dos serviços locais de busca e resgate, que fundam suas operações no ano com essas vendas.

A vista do céu sobre Reykjavík na virada do ano é algo verdadeiramente incrível. Fogos de artifício de todas cores e efeitos explodem sobre a capital por todos os lados, sobre toda a cidade, quando milhares de famílias lançam ao mesmo tempo seu arsenal de fogos. Quando o relógio bate meia-noite, os adultos tomam champanhe, e todos, jovens e velhos, se desejam um bom ano novo.

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Depois da meia-noite, muita gente vai às discotecas e bares, ou festejam com os amigos e família em casa mesmo, até o amanhecer.

Feliz ano novo à todos os leitores! Gleðilegt Nýtt Ár!
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A vida noturna de Reykjavík

A capital islandesa é famosa pela vida noturna agitada, que dizem estar entre as melhores do norte da Europa.

Os islandeses costumam a começar a noite bebendo em casa, ou na casa de amigo, e então ir aos cafés, bares e danceterias no centro de Reykjavík lá pra meia-noite ao mais terde ainda. A agitação continua até o amanhecer.

No sábado passado eu e alguns amigos fomos à alguns bares e discotecas e tiramos algumas fotos da noite. Como eu acho que tem muita gente curiosa à respeito de como é a vida noturna em Reykjavík, estou compartilhando aqui algumas das minhas fotos dessa noite.

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Clique aqui para ver o resto das fotos da vida noturna de Reykjavík

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O Gato do Natal

Como se a terrível Grýla, a mulher troll comedora de crianças mal comportadas, e seus treze filhos não fossem o bastante, as crianças islandesas ainda tem que se preocupar com o temido Gato do Natal!!! Ele é um enorme gato monstruoso, que ao invés de caçar ratos, prefere caçar criancinhas. Mas não qualquer criança. Não, não. Ele tem um apetite especial por crianças que não tem roupa nova para vestir no natal.

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O Gato do Natal (Jólakötturinn) percorre os campos cobertos de neve. Seus olhos amarelos brilham no escuro, com seus dentes e garras afiadas preparados para capturar qualquer criança que não esteja vestindo roupas novas pro natal.

Nos velhos tempos na Islândia, as roupas para o inverno eram feitas quase que exclusivamente de lã das ovelhas islandesas, e cada casa, cada fazenda, fazia suas próprias roupas. Fazer o fio, o tecido e as custuras, era um trabalho feito muitas vezes pelas crianças. Era um processo longo e trabalhoso até se chegar ao produto final que poderia ser vestido para se proteger do frio do inverno. Para se certificarem de que as crianças se concentrariam no trabalho enquanto reunidas em volta da luz de velas, os pais costumavam contar história apavorantes sobre o Gato do Natal. Se as crianças não trabalhassem duro para poderem terminar as roupas em tempo pro natal, elas se tornariam ceia para o Gato do Natal!

Hoje em dia as crianças já não tem mais que fazer suas próprias roupas, mas ainda é costume que as crianças tenham alguma roupa nova pro natal, mesmo que sejam meias ou luvas - para ficarem seguras, isso porque nunca se sabe! Afinal, nas longas noites de inverno, um miado sinistro ainda pode ser ouvido em meio ao ruído do vento...

Feliz Natal para todos os leitores do Vida na Islândia. E se lembrem de vestir algo novo hoje, é melhor não arriscar!
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O décimo-terceiro papai-noel islandês - O Ladrão de Velas

Na véspera do natal, chega à casas islandesas o último dos membros da família de trolls que mora nas montanhas, Kertasníkir, o Ladrão de Velas.

A tradição de dar presentes caros no natal é relativamente recente. Mas a tradição de dar velas no natal existe por muitos séculos. E antes de haver luz elétrica, as crianças costumavam a acender as velas na noite de natal.

As velas costumavam a ser feitas com gordura animal, e o Ladrão de Velas, glutão como seus outros irmãos, devora todas as velas que ele consegue encontrar.

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O décimo-terceiro era o Ladrão de Velas,
O tempo seria frio,
Se ele não fosse o último
Na véspera do Natal.
Ele seguia as crianças,
que sorriam, alegres,
E pela casa
Ele recolhia as velas.
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O décimo-segundo papai-noel islandês - O Fisgador de Carnes

O dia 23 de dezembro é o dia do Fisgador de Carnes chegar das montanhas e visitar as casas dos islandeses.

Era de costume, nas antigas casas islandesas com grama cobrindo o telhado, se colocar carne dentro da chaminé para defumar. O Fisgador de Carnes, segundo a lenda, subia no topo dos telhados e com um gancho fisgava a carne defumada.

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O poema tradicional sobre esse que é o penúltimo dos papai-noiés é assim:

O Fisgador de Carnes, o décimo-segundo,
Era bem esperto.
Ele marchava pelo país
No dia de Santo Thorlak.
He fisgava um pedaço de carne
Quando podia.
Mas era curto demais
muitas vezes o seu bastão.
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Manifestantes convidados para cafezinho com presidente

Em qualquer outro país, manifestantes com cartazes na frente da casa de um presidente ou primeiro-ministro podem esperar por conflito com seguranças ou mesmo serem arrastados do lugar por policiais. Na Inglaterra, por exemplo, é proibido qualquer manifestação num raio de dois quilômetros de prédios do governo, e a polícia lá não perdoa mesmo.

Já aqui na Islândia, quando um bando de manifestantes armaram ontem um protesto na frente da residência oficial do presidente, ele simplesmente abriu a porta e os convidou para tomar um café e conversar com ele.

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Acho a cena acima bem curiosa. Repare que dois dos manifestantes estão usando capuz cobrindo seus rostos, mesmo quando sentados na sala de jantar da residência oficial do presidente. Me pergunto se isso era o que eles estavam esperando! É uma atitude louvável por parte do presidente, de sentar-se com os manifestantes e ouvir suas reclamações.

A residência oficial do presidente fica perto da capital, aqui está uma foto do lugar.

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Aqui está o vídeo da reportagem de televisão sobre o cafezinho do presidente com os manifestantes. Repare na total ausência de polícia ou de conflito com seguranças.
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Decorações de Natal em Reykjavík

Ontem eu fiz um passeio durante a noite pelas ruas do centro de Reykjavík e tirei algumas fotos das decorações de natal para compartilhar com os leitores do blog o clima natalino da capital islandesa.

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Clique aqui para ver as fotos das decorações de rua em Reykjavík
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O décimo-primeiro papai-noel islandês - O Cheirador de Portas

O paipa-noel islandês que vem às casas na Islândia no dia 22 de Dezembro é o Gáttaþefur, ou Cheirador de Portas.

O Cheirador de Portas tem esse nome porque ele tem o costume de abrir as portas das casas só um pouquinho e enfiar pela greta seu enorme nariz, tentando farejar casas que tenham Laufabrauð, que é um tipo especial de pão feito na Islândia na época do natal.

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Fazer é laufabrauð, ou "pão-folha", é geralmente uma atividade feito em família no início de Dezembro. As pessoas se reúnem para cortar uma trama complicada nesse pão fino que é então frito na gordura. O laufabrauð é servido como um snack ou acompanhamento com qualquer evento ou refeição natalina.

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E como sempre, aqui vai o poema tradicional sobre esse papai-noel islandês.

O décimo-primeiro era o Cheirador de Portas,
- Que nunca ficava gripado,
Apesar de ter um nariz
Engraçado e enorme.
O cheiro de laufabrauð
Ele sentia já das montanhas,
E sorrateiramente, como fumaça,
Ele seguia aquele cheiro.
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O décimo papai-noel islandês - O Espiador de Janelas

Hoje é o dia do Gluggagægir, o Espiador de Janelas, que chega das montanhas no dia 21 de Dezembro.

Ele espia pela janela de cada casa quando ninguém está olhando, procurando por coisa que ele pode pegar mais tarde quando todos estão dormindo. O Espiador de Janelas não vê isso como roubo, mas como troca, já que ele deixa presentes nos sapatos. Quando uma criança o vê pela janela, ele faz uma careta para parecer assustador.

Com certeza, quando alguma coisa desaparece de casa nessa época do ano, o culpado é ele!

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O décimo era o Espiador de Janelas,
Um homem mal-humorado,
Que chegava às janelas
E olhava dentro das casas.
Se tivesse algo
Interessante dentro
Ele geralmente mais tarde
Tentava pegar.
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Islândia - O melhor lugar do mundo pra se viver (em 2006)

Pelo segundo ano consecutivo a Islândia ficou em primeiro lugar no relatório de Índice de Desenvolvimento Human, publicado todo ano pela Nações Unidas. Os países no relatório são classificados de acordo com fatores como expectativa de vida, acesso à educação, e renda per capita.

Os dados usados para o relatório desse ano são de 2006, e portanto não levam em consideração o colapso da economia islandesas nos últimos meses desse ano e a conseqüente queda de renda e padrão de vida dos islandeses.

Acho muito difícil que a Islândia consega continuar no primeiro lugar nos próximos anos.

Mesmo que a Islândia perca algumas posições nos relatórios de IDH dos próximos anos e acabe perdendo o primeiro lugar, o desevolvimento do país ainda é impressionante. Afinal, há cem anos atras a Islândia era o país mais pobre da Europa e o segundo mais pobre do mundo, apenas na frente do Congo. Até a independência completa do país em 1944, a Islândia ainda era o país mais pobre da Europa, e Reykajvík não passava de uma vila de pescadores.

Enfim, mesmo com o recente colapso econômico, os islandeses ainda tem muito do que se orgulhar nas conquistas de apenas poucas gerações.

Aqui vai uma seleção dos colocados do relatório de IDH publicado nesse ano:

idh2006
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O nono papai-noel islandês - O Ladão de Salsichas

O dia 20 de Dezembro é o dia do Bjúgnakrækir, o Ladrão de Salsichas.

Nos velhos tempos costumava-se pedurar bjúgu (salsichas grandes, seis vezes maiores que as salsichas de carrocho quente de hoje) em linhas em um ligar alto, fora do alcance das crianças, cachorros e gatos. Nos dias de hoje ainda é possível encontrar bjúgu nos supermercados da Islândia.

Será que hoje em dia esse papai-noel ataca também os vários vendedores de cachorro quente nas ruas das cidades islandesas?

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O poema tradicional sobre o Ladrão de Salsichas:

O nono era o Ladrão de Salsichas,
Esperto e ágil.
Ele subia nos postes
E se pendurava ali.
Sentado num pilar da cozinha
Na fumaça e nas cinzas
E comia a salsicha defumada,
Que era muito gostosa.
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O oitavo papai-noel Islandês - O devorador de Skyr

Hoje é o dia do Skyrgámur, papai-noel que adora Skyr, que é um tipo de laticínio islandês parecido com iogurte.

Nos velhos tempos, todas as fazendas islandesas tinham grandes barris de madeira para produção de skyr. Hoje em dia skyr ainda é uma das comidas favoritas dos islandeses, fabricado atualmente em vários sabores, e muitas vezes se come skyr como uma refeição completa.

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O poema tradicional desse papai noel comilão é:

O Comedor de Skyr, o oitavo,
Era um grande tolo.
A tampa do barril de skyr
Com seus punhos ele quebrava.
Então comia
Tudo que podia,
Até estar quase explodindo,
E gemia e suspirava.
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O sétimo papai-noel islandês - O batedor de portas

O papai-noel islandês que chega das montanhas no dia 18 de Dezembro é o Hurðaskellir, o Batedor de Portas. Ele entra nas casa sorrateiramente e corre de porta a porta, batendo cada uma com toda a força, parando apenas para ouvir o ranger das dobradiças,


Tenho uma decoração de natal desse papai-noel. Aqui vai a foto dela:

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O poema tradicional sobre o Batedor de Portas:

O sétimo era o Batedor de Portas,
- Ele era um tanto barulhento.
Quando as pessoas no escuro
Queriam dormir.
Ele não se arrependia nem um pouco
Se barulhos altos
Viessem das dobradiças.
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O sexto papai-noel islandês - O Lambedor de Vasilhas

O dia 17 de Dezembro é o dia em que Askasleikir (Lambedor de Vasilhas), visita as casas islandesas.

O tipo de vasilha (à ser lambida) em questão, se chama áskur é um tipo de vasilhame de madeira com tampa e que era usado nos velhos tempos na Islândia ao invés de pratos. Essas vasilhas de madeira são verdadeiros objetos de arte, com decorações entalhadas e muito bem feitas. Como vocês podem ver na foto abaixo.

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E aqui está o Lambedor de Vasilhas, fazendo o que ele faz melhor:

askalsleikir

E como sempre, o poema deste papai-noel:

O sexto, O Lambedor de Áskur,
Era sem igual. -
Escondido debaixo da cama,
Ele estendia sua cabeça feia.
Quando as vasilhas eram postas
em frente de cães e gatos,
Ele espertamente às apanhava,
E às lambia até ficar satisfeito.
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Número de estrangeiros na Islândia cai pela metade em seis meses

O Ministério do Trabalho islandês divulgou números interessantes nessa semana sobre o número de estrangeiros no mercado de trabalho islandês.

Atualmente há cerca de 10,000 estrangeiros trabalhando na Islândia. Há seis meses atrás esse número era o dobro, cerca de 20,000. Isso confirma o que já ouvi falar e li à respeito nos jornais muitas vezes, que os estrangeiros estão deixando a Islândia em massa devido à crise financeira por aqui. Ainda assim, metade dos estrangeiros deixando o país é um número maior do que eu imaginava.

Muitos estrangeiros foram demitidos, e acredito que seja de praxe na Islândia se demitir os estrangeiros primeiro e só depois os islandeses. Mas ainda, muitos que tinham vindo pra Islândia atraídos pelos salários altos, agora estão deixando o país por escolha própria, já que em muitos casos, com o colapso da moeda islandesa, os salários aqui já não são mais tão atraentes. Já ouvi de conhecidos poloneses, que já não vale mais à pena ficar por aqui por que pelo salário atual em krona, eles conseguem ganhar mais na Polônia.

Um outro motivo para essa queda tão grande no número de estrangeiros no mercado de trabalho é que o setor de construção civil, em que quase todos os trabalhadores eram estrangeiros, parou nos últimos meses - parou mesmo - e na grande maioria dos casos todos os trabalhadores foram demitidos. Reykjavík está cheia de guindastes abandonados, e canteiros de obra parados e muitas vezes sem máquinas porque estas foram vendidas para se tentar recuperar alguma parte do investimento.

A queda no número de estrangeiros na Islândia é ainda mais impressionante se compararmos o número atual com o número de estrangeiros no final de 2006, que era de cerca de 24,000.

Não só estrangeiros estão deixando a Islândia, mas os próprios islandeses também. Seria interessante saber o número exatato de islandeses que deixaram o país desde o início da crise. A única estatística nesse sentido que já fiquei sabendo foi sobre uma feira recente em Reykjavik de empregos na Noruega, que atraiu mais de 3,000 pessoas, ou 1% da população. Todo mundo aqui conhece alguém que está mudando para um dos países nórdicos ou para o Reino Unido em busca de trabalho. O possibilidade de um “brain-drain”, da perda de profissionais qualificados, é um risco grande para a Islândia no momento.
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O quinto papai-noel islandês - o Lambedor de Panelas

Mais um dia, mais um dos membros da família de trolls chega às casa islandesas.

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O poema tradicional sobre ele é assim:

O quinto, o Lambedor de Panelas,
Era um sujeito estranho.
Enquanto as crianças recebiam comida,
Ele batia na porta.
Elas correram para a porta para ver se tinha visita.
Ele então aproveitou para correr até as panelas,
E comeu uma boa refeição.
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Desemprego subindo na Islândia

A taxa de desemprego na Islândia continua a subir. A taxa oficial no país aumentou para 3.3% em Novembro, em comparação com a taxa de 1.9% porcento em Outubro.

Antes da crise a taxa de desemprego era de 1%. A previsão é de que chegue à 10% em meados de 2009.

No final de Outubro 6,350 pessoas estavam registradas como desempregadas, mas o Ministério do Trabalho anunciou que o número atual hoje é de 8,461 pessoas. O que significa que 250 pessoas estão perdendo o emprego à cada dia útil do mês.

Os estrangeiros representam 15% da população de desempregados, o que significa que o desemprego entre estrangeiros é maior do que entre islandeses.
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O quarto papa-noel islandês - O Lambedor de Colheres

Hoje é o dia do quarto papai-noel islandês, o lambedor de colheres, visitar as casas e fazendas dos islandeses, deixando presentes ou batatas nos sapatos na janelas, e... roubando colheres de pau para lamber os restos de comida delas!

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Outro poema sobre esse papai-noel em particular:

O quarto, o Lambedor de colheres,
Era bem magrelo.
E ele ficou muito feliz,
Quando o cozinheiro se foi.
Ele correu como um relâmpago
E agarrou a colher,
A segurou com ambas as mãos,
Porque ela era escorregadia.
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O terceiro papai-noel islandês - “O Baixinho”

O terceiro papai noel islandês se chama Stuffur, ou "Baixinho", e ele visita as casas e fazendas islandesas hoje, no dia 14 de Dezembro. Ele é na verdade o primeiro a partir da moradia da família nas montanhas, mas por causa das pernas curtas na neve das montanhas, ele demora mais pra chegar à terras baixas.

Ser o mais beixo de uma família de trolls não deve ser fácil!
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Faminto depois de uma viagem tão longa, o Baixinho também passa pela cozinha, comendo todos os restos que estiverem nas panelas.
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Vila de Natal em Hafnarfjörður

Hoje visitei a Vila de Natal aqui em Hafnarfjorður. Em volta de uma grande árvore de natal eles colocam várias casinhas de madeira e em cada uma uma pessoas vende artigos de natal como enfeites e comida. Como nos anos anteriores, a barraquinha mais movimentada era das freiras polonesas que vendem nesse mercadinho de natal os artigos de artesanato religioso que elas preparam durante o ano.

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Foi um bom passeio, mas o dever chamou antes que eu pudesse tirar muitas fotos. Meu celular tocou e me avisaram que o sistema de computadores do parlamento islandês, que é um dos meus clientes (através da empresa de consultoria para qual eu trabalho), estava com problemas e tive que correr ao socorro da rede dos parlamentares. Resolvi acessar o sistema remotamente de casa mesmo - eu é que não ia tentar passar pelos protestos de sábado na frente do parlamento; perigava até de levar uma ovada!

Clique aqui para ver as fotos da vila de natal

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O segundo papai-noel islandês - “O Homem da Ravina”

Hoje pela manhã as crianças islandesas encontraram em seus sapatos na janela, o presente (ou a batata, para os mal comportadas) deixado pelo segundo na lista dos papai-noéis que vem das montanhas, chamado Giljagaur, ou “Homem das Ravinas”. O nome se deve ao hábito dele de viajar furtivamente, se escondendo em ravinas, barrancos criados por enxurradas, entre as fazendas e cidades.

Nas fazendas, ele entra silenciosamente nos currais e espera até o momento em que os fazendeiros estão distraídos. Ele então saboreia o leites das vacas, bebendo primeiro a espuma que fica no topo.

Nas antigas fazendas islandesas, costumava-se a ter grandes barris com produtos derivados de leite, que eram uma parte vital da dietas dos islandeses.

Eu tenho em casa uma decoração de natal desse papai-noel islandês:

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Existe um poema bem conhecido por aqui sobre ele...

O Homem das ravinas foi o segundo,
Com sua velha cabeça branca.
Ele veio da montanha,
e entrou no curral.
Ele se escondeu no estábulo
e roubou a espuma do leite,
Enquanto a fazendeira conversava
com o rapaz que trabalha no estábulo.


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Os treze papai-noéis islandeses

As tradições natalinas aqui na Islândia são bem interessantes. Enquanto as crianças do resto da Europa e dos países ocidentais esperam pelo presente que o Papai Noel vai trazer na noite do natal, aqui na Islândia essa tradição do Papai Noel não existe. Os presentes que as crianças recebem na véspera do natal são do pais e da família, e as crianças não esperam que nenhum bom velhinho desça pela chaminé. Pelo menos não um só, e não um que seja bonzinho.

Uma lenda muito antiga conta à respeito de uma mulher troll que mora nas montanhas das terras altas. Essa horrenda mulher troll, chamada Grýla, tem na época do natal um apetite voraz por crianças, especialmente, dizem os pais de crianças pequenas, por crianças mal comportadas. A menção mais antiga de Gryla é num manuscrito do século XIII. Até os dias de hoje, todas as crianças conhecem bem a história dessa terrível troll, que tem cascos ao invés de pés, e em algumas histórias três cabeças e olhos até nas costas para não deixar nenhuma criança escapar.

Eu tenho duas decorações de natal em casa que são a Grýla, a mulher troll horrenda, e nessas duas decorações ela está carregando um grande saco nas costas com algumas crianças olhando pra fora com cara de desespero!

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Pois bem, essa figura medonha é a mãe de 13 duendes que nas histórias mais antigas pregavam peças nos fazendeiros durante os meses de inverno. Mais recentemente, desde o século XIX, esses duendes passaram a ser representados com características mais próximas ao Papai Noel que conhecemos no Brasil, muito provavelmente devido à influência estrangeira mesmo. Eles passaram a ser chamados em islandês de jólasveinarnir, algo como "os homens do natal".

Cada um destes 13 papai-noéis desce das montanhas e visita todas as casa na Islândia, um por vez, nas treze noites antes do natal. Em cada casa que eles visitam, cada um se comporta de maneira diferente ainda parecida com as lendas mais antigas, pregando alguma peça ou muitas vezes comendo alguma coisa.

As crianças islandesas deixam um sapato na janela nessas 13 noites antes do natal, e cada um desses 13 papai-noéis deixa no sapato um brinquedinho para crianças que foram bem comportadas, ou uma batata para crianças mal comportadas. No final das contas, me parece um bom negócio para as crianças, que ao invés de ganhar um presente do Papai Noel, ganham treze presentes menores e ainda os presentes da família na véspera do natal!


Stekkjarstaur - O Incomodador de Ovelhas

Hoje é o dia do primeiro dos treze papai-noéis, que tem o nome de Stekkjarstaur, que já vi traduzido de diversas formas como "Incomodador de Ovelhas", "Pernas Duras", e outros.

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A principal características dele são as pernas duras. Deve ser, eu imagino, porque ele é um dos mais velhos e sofre de reumatismo! Ele também tem o hábito, e daí vem um dos nomes, de tentar mamar nas tetas de ovelhas. Segundo as histórias, ele sempre fracassa em satisfazer sua sede com leite de ovelhas, porque não consegue se abaixar por causa das pernas duras. Hoje em dia, nos tempos modernos, eu imagino que ele se dá melhor com leite da geladeira mesmo, que nem precisa abaixar pra pegar.

Nos próximo dias vou falar à respeito dos outros doze papai-noéis islandeses, um por dia. E no dia 25 vou explicar como é possível evitar ser devorado pelo temido Gato do Natal - não percam!
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Imagens do inverno

Nesse inverno não tem nevado tanto na capital, mas nos últimos dois ou dias nevou bastante. A vista é uma velha conhecido dos leitores mais antigos desse blog, é a vista da varanda do meu apartamento em Hafnarfjörður.

Algumas fotos não estão muito nítidas porque tirei por trás do vidro das janelas. Aliás, falando nisso, uma coisa que logo me chamou a atenção na Islâdia quando visitei o país pelas primeiras vezes é o fato de que as janelas não abrem completamente, como estamos acostumados no Brasil. O vidro das janelas é normalmente fixo, e somente uma janelinha menor, o canto da janela maior, é possível abrir, e ainda assim só uma greta. Também, com a ventania que faz por aqui, imagino que se fosse possível abrir duas janelas completamente em pontos distintos da casa, que muita coisa sairia voando pela janela!

Ainda vou fazer uma passeio por Reykjavík tirando fotos das decorações de natal e vou então colocar as fotos aqui. Por enquanto ainda não tem muita gente que não colocou as luzes nas casa ainda, então tenho que esperar um pouco mais para fazer essas fotos.

No inverno nunca fica completamente claro como num dia de verão, mas pode-se dizer que amanhece em torno das onze da manhã e anoitece por volta das três da tarde. Mesmo depois de um ano e meio morando aqui na Islândia eu ainda acho estranho sair de casa de manhã para trabalhar enquanto ainda está escuro, e voltar pra casa ainda no escuro. Como minha mesa no escritório não fica perto de nenhuma janela, a impressão que dá é de uma noite contínua.


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(clique para ver esse panorama em tamanho maior)


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E o ponto chato do inverno... tirando a neve do carro pela manhã...

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Clique aqui para ver todas as fotos

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Petróleo em águas islandesas

Quando discutindo a crise econômica atual com amigos islandeses, frequentemente é mencionado o argumento de que a economia islândesa vai se recuperar com a ajuda de grandes reservas de petróleo que devem começar a ser exploradas no ano que vem em uma região chamada Dreki ("Dragão") no mar a 300 km ao nordeste da Islândia.

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Essas reservas de petróleo e gás seriam, dizem os islandeses, ainda maiores que as do Mar do Norte que são compartilhadas pela Noruega e Reino Unido, e seriam suficientes para tornar a Islândia o maior exportador de petróleo da Europa.

Fiz uma pesquisa para confirmar os fatos, e realmente essas reservas de petróleo já são conhecidas há cerca de 20 anos, mas até recentemente se conserava que o custo de extração seria alto demais. Parace que agora, no entanto, o governo islandês acredita que a tecnologia de extração de petróleo em águas profundas avançou o suficiente para possibilitar a exploração dessas reservas. Um relatório do governo publicado recentemente sobre o assunto cita inclusive exploração de petróleo na costa brasileira à profundidades semelhantes.

Durante uma conferência em Agosto desse ano, o Ministro da Indústria Össur Skarphedinsson disse: "Nós temos grande esperança de encontrar petróleo na região de Dreki, já que pesquisa científica indica a possibilidade de grandes reservas naquela área. É claro para nós que a descoberta de petróleo e gás poderá ter um grande impacto positivo na economia islandesa."

E o ministro está certo. Com uma população tão pequena, apenas 300 mil habitantes, se as previsões do tamanho dessas reservas de petróleo estiverem mesmo corretas, a Islândia poderia mesmo se tornar um país extremamente rico nas próximas décadas.

A exploração das reservas começará em 2009, com empresas estrangeiras fazendo a extração sob licensa do governo islandês.
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