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Primeiro dia de aula de islandês

Tive hoje minha primeira aula do curso de islandês. Eu já tinha estudado islandês por dois anos em Londres, mas estou meio enferrujado porque já não estudo tem mais de um ano. Resolvi recomeçar agora no nível dois, e acho que foi uma boa escolha. A minha turma é bem variada, tem um venezuelano, um nigeriano, um algeriano, uma holandesa, uma alemã, e uma finlandesa. Começamos com coisas gerais que são úteis para o dia-à-dia, como nomes das roupas e dos alimentos, com suas variações de gênero e declinações. O complicado do islandês é exatamente que logo quando você acha que aprendeu uma palavra, você ainda tem que aprender todas as variações, porque todos os substantivos e adjetivos declinam e as declinações mudam de acordo com o gênero e com o número também. Ufff!

Bom, espero que logo eu esteja podendo ler os jornais e conversar com as pessoas em islandês, pelo menos no nível mais básico. Amanhã eu começo o meu trabalho e vai ser interessante ver como a coisa vai funcionar com os emails e tudo mais em islandês. Estou animado, vamos ver!
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Burocracias Islandesas

Mudar de um país para outro sempre envolve uma boa quantidade de burocracia. Hoje fui à Hagstofa Íslands (National Registry) para me me registrar e conseguir um kennitalla, que seria o equivalente do CPF brasileiro. O interessante da Islândia é que o tal kennitalla é usado para absolutamente tudo, desde abrir conta em banco até pegar filme em locadora. Até mesmo um forum na internet que eu tentei me registrar, sobre eventos em Reykjavík, exigia que o usuário tivesse um kennitalla. Sem kennitalla é impossível se fazer qualquer coisa por aqui.

Pois bem, me deram um formulário que eu tenho que preencher a primeira parte e depois o meu empregador tem que preencher a segunda parte. Meu kennitalla vai ter que esperar até eu começar o trabalho na quinta-feira.
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Clima de inverno

Eu já estive em Reykjavík quando o clima estava horrível, quando mal se podia caminha pela rua por causa do vento. Esses últimos dias, no entanto, tem sido ótimos. Desde que cheguei o sol tem brilhado no céu e o vento resolveu soprar em outras bandas longe da capital. Mesmo com o frio de -6 graus, os dias tem sido lindos. Obrigado pela boa recepção, Islândia.
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O grande canteiro de obras de Reykjavík

É impressionante quantos guindastes se vê em Reykjavík hoje em dia, erguendo prédios e mais prédios. É o progresso, alguns diriam. Reykjavík é mesmo uma cidade que muda muito rapidamente. Qualquer islandês pode te contar que a capital era completamente diferente durante a sua infância, e não são só os velhos que dizem isso, os jovens de mais de 20 anos de idade também compartilham dessa nostalgia. Acho que uma coisa que facilita essa mudança acelerada na cidade é que a ausência de prédio verdadeiramente antigos como outras capitais européias tem. Tudo em Reykjavík é novo e recente, e poucos dos prédios são protegidos como patrimônios históricos. Nesse sentido, Reykjavík se assemelha mais à uma pequena cidade americana do que à uma capital européia. Esse é o charme da Islândia também ideologicamente falando, esse é o lugar onde o espírito capitalista e criativo dos americanos se encontra com a preocupação européia com o lado social, fazendo uma mistura única.

Ainda falando sobre a velocidade de desenvolvimento e crescimento da capital islandesa, o que é mesmo impressionante é pensar que Reykjavík era nada mais que um grupo de fazendas há apenas 100 anos atrás. Eu estou curioso para ver com os meus próprios olhos as mudanças pelas quais Reykjavík vai passar no futuro.
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Canais de televisão

Só existe um canal aberto de televisão na Islândia, que de maneira interessante ainda que pouco inspirada, é chamado "Televisão" (Sjónvarpid). Há também um segundo canal, isso mesmo, chamado "Canal 2" (Stod 2) que você tem que assinar para poder assistir. Além desses, você pode pegar mais canais se você tiver TV à cabo. Como estou ficando hospedados neste primeiro mês na casa dos sogros até o financiamento com o banco ficar resolvido, tenho que me virar com o que eles tem, e isso não inclue cabo.

Uma coisa que eu sempre achei engraçada à respeito do canal "Televisão" é que os programas são sempre introduzidos por alguém. Geralmente trata-se de alguma moça vestida de maneira distinta, na frente de um fundo neutro, que explica com uma voz calma o assunto do programa que está para começar. Com um pouco de sorte, um filme, e não "As árvores de Reykjavík", ou algum programa sobre ovelhas.

Poderia ser pior. Minha noiva diz que quando ela era pequena só tinha TV durante à noite, e não tinha nenhuma transmissão às quintas-feiras ou durante todo o verão.
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Mudança para a Islândia

A estória, ou mais apropriadamente, a saga, começa aqui. Depois de morar sete anos no Reino Unido, estou mudando de vez para a Islândia. Já morei por alguns meses na Islândia em 2003 e já perdi a conta de quantas vezes visitei o país passando duas ou três semanas de cada vez. Mudar definitivamente, no entanto, é bem diferente.

Quando a oficial da imigração me perguntou hoje na chegada quanto tempo eu pretendia ficar no país e eu respondi "Indefinitely" é que a ficha caiu mesmo. Tendo despachado as minhas 58 caixas de pertences e móveis, e depois de carregar dez malas e um violoncelo pelos aeroportos em Londres e Keflavik, chegou a hora de chamar a Islândia de meu novo lar.

A mudança de Londres para a Islândia nasceu da vontade de ter uma melhor qualidade de vida do que na Inglaterra, em termos de tempo livre principalmente. Estou cansado da vida em Londres, do sair de casa cedo e só voltar depois das oito da noite, dos trens lotados, etc. Quando veio uma boa oferta de trabalho em Reykjavík, a oportunidade pareceu perfeita e não pude recusar.

Vou tentar manter esse blog como um registro das minhas experiências construindo uma nova vida na Islândia.
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