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Já vai tarde, Davið Oddsson!

Hoje o presidente do Banco Central islandês, e a figura mais odiada na Islândia atualmente, foi forçado a renunciar ao cargo.

Davið Oddson, formado em advocacia, depois de 12 anos como primeiro ministro da Islândia, assumiu o cargo de presidente do Banco Central em 2005. Várias publicações internacionais na Europa e EUA o apontaram recentemente como uma das 10 pessoas culpadas pela crise mundial atual.

Nos últimos dias ele tentou se defender numa entrevista na televisão dizendo que havia avisado o governo de que os bancos haviam crescido demais, mas que suas cartas foram ignoradas. Quando perguntado então se ele culpava o governo e assim o seu próprio partido, ele se recusou a responder. Ele tembém disse na televisão que as pesquisas de opinião que mostram 90% da população contra ele foram inventadas pelos donos do conglomerado islandês Baugur, seus arqui-inimigos. Essa tem sido a história da crise aqui na Islândia, uma onde ninguém assume nenhuma culpa de nada. Oddsson então, parece viver numa outra dimensão só dele, onde ele é o Rei da Islândia.

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(dinheiro da Islândia imaginária, da cabeça do “Rei” Oddsson, mostrando a dita)


Na minha opinião, a incompetência e culpa de Davið Oddsson no colapso da economia islandesa são claras e irrefutáveis. Ele era o presidente da instituição, o Banco Central, que tem como principal função ser o "lender of last resort", ou a linha de crédito de emergência, para os bancos do país. Quando chegou o momento dessa instituição desempenhar essa sua função fundamental, ela fracassou completamente devido ao tamanho das reservas ser totalmente incompatível com o tamanho dos bancos. O que Oddsson deveria ter feito enquanto no cargo seria se assegurar que as reservas são adequadas para socorrer os bancos, e se isso não fosse possível, que o Banco Central limitasse então as licenças para a expansão dos bancos. E ainda se tudo isso fosse de alguma maneira impossível, ele deveria ter renunciado anos atrás para trazer à atenção da nação essa situação antes que o castelo de cartas desmoronasse. Também acredito que a recusa de Oddsson ao pedido de empréstimo do banco Glitnir em Outubro passado foi o evento que precipitou o colapso de todo o sistema financeiro. Se a situação com Glitnir tivesse sido tratada com mais cuidado, acredito que pelo menos o maior dos bancos islandeses, o Kaupthing, ainda estivesse de pé hoje.

Provando mais uma vez uma total falta de bom senso, na entrevista recente na televisão, Oddsson disse que a Islândia tinha reservas maiores que qualquer outro país de tamanho similar. Uma comparação obviamente ridícula, já que o tamanho do país em si é irrelevante, e o importante é o tamanho da economia e principalmente dos bancos.

Mesmo depois de uma carta da nova Primeira Ministra pedindo a sua renúncia, Davið Oddsson ainda se recusava a sair do cargo, como uma criança mimada que não largava o brinquedo. Foi necessário passar uma lei especialmente para dar poderes ao governo para demití-lo, e essa lei passou a valer hoje, forçando o “Rei” a renunciar. A lei agora exige pelo menos um diploma universitário em economia. (Aliás, a proposta original de lei exigia um mestrado em economia para o cargo de Presidente do Banco Central, mas um dos partidos insistiu que essa exigência estava estava pesada demais!)

A principal lição que podemos tirar dessa saga é que nunca é uma boa idéia colocar um político no cargo de presidente do Banco Central. Senão temos exatamente o que aconteceu, alguém que se preocupa mais com políticas econômicas que ajudam o seu partido e geram ganhos políticos, do que políticas sólidas que sustentam a economia em longo prazo.

O novo presidente do Banco Central que assume hoje o cargo é o norueguês Svein Harald Øygard, que tem um mestrado em economia e já foi ministro da economia norueguesa. O vice-presidente agora é Arnór Sighvatsson, que tem um PhD em economia. Finalmente alguém no comando do Banco Central que finalmente parece pelo menos entender alguma coisa de economia!
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dia das cinzas

O último dia de festa em fevereiro na Islândia é o Öskudagur, ou "dia das cinzas", que se originou com a Quarta-Feira de Cinzas da tradição católica. Nesse dia as crianças se fantasiam, como no carnaval, e tem o dia de folga da escola.

Tradicionalmente, as meninas costumavam fazer bolsinhas com cinzas dentro e pendurar nas roupas das pessoas pela rua sem que eles percebessem. Os meninos faziam o mesmo, com bolsinhas com pedras dentro.

Hoje em dia esse costume das bolsinhas com cinzas ou pedras já quase não existe mais. O que as crianças costumam fazer mais hoje em dia é mais parecido com o halloween - elas se fantasiam e vão de loja em loja cantando músicas e pedindo doces.

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dia do estouro

Hoje na Islândia é Sprengidagur, ou o "dia do estouro". Nesse dia os islandeses comem carne salgada e ervilhas, e como o nome do dia sugere, até "estourar" de tanto comer.

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bolla, bolla!

Hoje aqui na Islândia é "bolludagur", que poderia ser traduzido como "dia do pãozinho". O pãozinho em questão é uma espécie de pão doce com recheio de creme e geléia, coberto com chocolate.

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(bollur)

As crianças se preparam para esse dia fazendo um "bolluvöndur" ("bastão de pãozinho"), que é um bastão de madeira decorado com papel e laços coloridos. Na manhã do bolladagur as crianças tentam acordar cedo pra pegar os pais ainda na cama, e então acordar os pais com pancadas do bastão colorido, enquanto gritando "bolla, bolla!" (pãozinho, pãozinho!). Para cada vez que uma criança bate nos pais, ela ganha um pãozinho.


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(bolluvöndur, o bastão de bater nos pais pra ganhar pãozinho)

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Escolhida a música islandesa para o Eurovision 2009

No último sábado o público islandês escolheu a cantora Jóhanna Gudrún Jónsdóttir com a música "Is it True?" para representar a Islândia no festival Eurovision desse ano, que será na Rússia no mês de Maio.

O Eurovision é um festival de música em que 43 países europeus competem todo ano, à cada ano o festival acontece no país que ganhou no ano passado. Esse festival é um dos programas de televisão com maior audiência no mundo, estimada em 600 milhões de telespectadores.

Os islandeses são loucos pelo Eurovision. É uma verdadeira atmosfera de final de copa do mundo por aqui no dia da final do festival. As ruas ficam desertas, e todo mundo tem uma festa pra ir onde os amigos assistem juntos e torcem pela Islândia.

Ainda assim, a Islândia nunca ganhou a competição. "Mas ficamos uma vez em segundo lugar!" - qualquer islandês faria questão de mencionar para um estrangeiro. Todo ano os islandeses acham que nesse ano vão ganhar.

Aqui está o vídeo da música da Islândia que foi escolhida para concorrer nesse ano:



Eu pessoalmente não achei essa música nada de especial. Mas, vou ficar torcendo. Áfram Ísland!
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Os bairros-fantasma da capital islandesa

Desde quando mudei aqui para a Gelolândia há cerca de dois anos atrás, reparei, e comentei várias vezes aqui no blog, o imenso número de novos prédios de apartamentos sendo construídos. Reykjavík parecia um grande canteiro de obras com guindastes em todas em direções no horizonte. Não só prédios novos, mas bairros inteiros sendo construídos. Freqüentemente, quando dirigindo próximo aos inúmeros canteiros de obra eu me perguntava - "Quem é que vai morar em todos esses novos apartamentos?"

Hoje, esses novos bairros, com seus prédios inacabados e abandonados desde Outubro passado, verdadeiros bairros-fantasma, são monumentos à crise que devastou a economia da Islândia nos últimos meses.

Com as linhas de crédito baratas já não mais disponíveis, as construtoras tiveram que parar as obras por completo, despedir praticamente toda a força de trabalho, e vender seus tratores e guindastes só para conseguir evitar a falência. A procura por imóveis também praticamente já não existe mais, depois do grande êxodo de islandeses que deixaram o país para procurar empregos nos outros países nórdicos e na Inglaterra. Grande parte da esperada demanda pelos novos apartamentos seria o até então crescente número de estrangeiros no país, mas a realidade agora é que metade dos estrangeiros que moravam na Islândia deixaram o país nos últimos meses.

A companhia elétrica Orkuveita Reykjavíkur, revelou hoje que havia investido o equivalente a 23 milhões de dólares na infra-estrutura de eletricidade, encanamento de água e esgoto para esses novos bairros. Com ninguém, ou quase ninguém morando neles, esse é um prejuízo e tanto.

As prefeituras também estão com dificuldade em manter serviços para bairros em que apenas poucos apartamentos estão ocupados, além das perdas na verba que foi investida em planejamento urbano mas que não resultaram na esperada arrecadação de impostos.

Dentre os bairros-fantasma na região da capital estão Helgafellsland in Mosfellsbær, Vatnsendahlíd em Kópavogur, Úlfarsárdalur em Reykjavík, Vellir em Hafnarfjörður, e Urridaholt em Garðabær.

No final de dezembro, meu departamento na empresa onde eu trabalho mudou de prédio, de Reykjavík para o subúrbio de Kópavogur. Esse novo prédio, que foi terminado logo antes da crise, está cercado por prédios inacabados e desde de Outubro abandonados, sem trabalhadores ou máquinas de construção.

Será interessante ver o que acontece com esses bairros-fantasma no futuro, quando a situação melhorar.

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Update: algumas fotos dos prédios inacabados e abandonados logo perto de onde eu trabalho em Kopavógur...

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... nem sinal de trabalhadores ou máquinas, desde o colapso da economia em Outubro.
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Protestos na frente do Banco Central

Hoje cedo, por volta das 7:00 horas na manhã gelada de Reykjavík, cerca de 100 manifestantes se ruiniram na frente do Banco Central islandês com o intuito de impedir a entrada do odiado presidente da instituição, Davið Oddsson no prédio. Esse Oddsson está mesmo testando a paciência do povo islandês, depois de ignorar até mesmo o pedido da Primeira Ministra para que ele renuncie.

Aqui estão algumas fotos do protesto hoje cedo, que seguiu a tradição de protesto pacífico, fazendo muito barulho. A queda do governo na semana retrasada já está sendo chamada de “A Revolução das Panelas”, e inclusive o museu nacional vem pedindo à população para doar ao museu as panelas usadas nesse movimento de importância histórica.

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(Bandeira mostrando uma colher de pau e uma panela - da “Revolução das Panelas” )

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E concordo com o Kyle no comentário dele no post anterior - queria ver o Davið Oddsson ser jogado no lago gelado no centro de Reykjavík, aproveitando o buraco no gelo feito pelos cavalos à poucos dias atrás! Boa idéia, Kyle!!
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Diretores do Banco Central se recusam a deixar cargo

A nova Primeira Ministra mandou no início dessa semana passada uma carta aos diretores do Banco Central islandês exigindo que eles renunciem - carta esta que foi prontamente ignorada por Davið Oddsson, presidente do Banco Central e os outros dois diretores do banco.

Como resultado, o governo agora está preparando uma lei que dará poderes à Primeira Ministra para dissolver à força o quadro de diretores do Banco Central.

Um professor de Ciência Política da Universidade da Islândia, comentando sobre a situação na Sexta-Feira passada, disse: "Em qualquer outro país, se o governo dissesse publicamente que desejava a renúncia dos diretores do Banco Central, eles deixariam o cargo imediatamente."

É mesmo muita cara de pau de Davið Oddsson, que além de ignorar o fato de que ele é hoje o homem mais odiado do país, ainda resolve ignorar exigências do governo. E mais, disse publicamente depois de receber a carta, que ele estava "sob ataque político digno de ditaduras do século passado".

A arrogância e a desconexão de Davið Oddsson com a realidade são impressionantes. Ele disse há algumas semanas atrás que se fosse forçado a abandonar o cargo de presidente do Banco Central ele voltaria à política, dizendo isso de boca cheia, como alguém que estaria fazendo um favor seu país. Espero que ele volte mesmo à política, para que ele seja forçado à encarar a realidade certa de uma quantidade desprezível de votos que não vão lhe possibilitar nem um cargo de substituto de parlamentar.

Enquanto isso, uma das maiores empresas islandesas, o Grupo Baugur, que emprega mais de 50 mil pessoas e tem mais de 3 mil lojas em vários países, aém de controlar todos os jornais e as maiores redes de super-mercados da Islândia, entrou em concordata e se encontra à beira da falência. E ainda, as investigações sobre irregularidades nos bancos falidos continuam e estão descobrindo podres quase todo dia. As consequencias da crise continuam.
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Stephen Colbert: It Could Be Worse - Iceland

Na segunda-feira passada o comediante americano Stephen Cobert lembrou de maneira bem-humorada os americanos, em seu show The Colbert Report, de que a crise na terra do Tio Sam pode estar ruim, mas poderia ser pior - é só olhar para a Islândia.

Nas palavras de Colbert: “Iceland is a frigid rock in the middle of nowhere that has gone bankrupt and gone gay.” - (“A Islândia é uma rocha gelada no meio do nada que faliu e virou gay.” )

Clique aqui para assistir o video, que é bem engraçado.
(em inglês, sem legendas - sorry!)
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Cavalos caem no Tjörnin

Não sei de quem foi a idéia de um passeio à cavalo sobre o gelo que cobre a lagoa no centro de Reykjavík ontem, mas eu teria imaginado que não seria uma boa idéia...


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Cavalos islandeses podem ser pequenos, mas eu não arriscaria andar com eles sobre o gelo na logoa Tjörnin, afinal ainda são bem pesados. Olha só a cara de coitado desse cavalo na última foto, devia estar se sentindo gelado!

Os cavalos sempre ocuparam um espaço importante na vida dos islandeses, e todos tem orgulho da raça de cavalos peludos e fortes da Gelolândia. Até a década de 40 eles eram o principal meio de transporte no país. Carne de cavalo também é muito popular nas mesas de jantar.
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"A Lagoa" ao pôr do sol

Na semana passada eu estava saindo do prédio do parlamento islandês no fim da tarde (eu presto consultoria em segurança de redes de computador para o governo islandês) quando parei às margens da lagoa no centro da cidade para admirar a bela cena do pôr do sol de inverno.

A lagoa, no centro da parte antiga de Reykjavík, é chamada Tjörnin (“A Lagoa” em islandês- os islandeses são bem objetivos com nomes!) fica quase que completamente congelada no inverno.

Como eu não estava com uma câmera naquele momento, tirei uma foto com a câmera do meu telefone celular mesmo. Até que não fiou ruim, considerando que é uma foto de câmera de celular. Clique na foto para vê-la ampliada.

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Formado novo governo islandês

O novo governo islandês, formado por uma coalizão entre os partidos de esquerda Social Democrata e Esquerda-Verde, tomou posse hoje. Como esperado, Jóhanna Sigurðardóttir é a nova Primeira Ministra.

Essa é a primeira vez que o gabinete de dez ministros tem um número igual de homens e mulheres.

Aliás, essa é a primeira vez que me vem à cabeça o fato do quanto mais enxuto o governo islandês é em relação ao Brasileiro - são apenas dez ministros no governo islandês, e 23 ministros no governo brasileiro da última vez que contei.

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Novo Ministro da Economia, Steingrimur Sigfusson, e nova Primeira Ministra.

Várias mudanças foram anunciadas hoje pelo novo governo. Vou enumerar as mais importantes abaixo.

Dois dos novos ministros não são membros do parlamento, o que também é a primeira vez que acontece na Islândia. Acho isso um grande passo na direção correta. Faz sentido dar um cargo de ministro para uma autoridade no assunto do que para um parlamentar qualquer apenas por razões políticas.

Foi anunciado que várias mudanças serão feitas na constituição islandesa para permitir plebiscitos no futuro, e para resguardar os recursos naturais do país.

A composição do governo do Banco Central deve mudar também. A organização atual com três presidentes deverá ser substituída por apenas um presidente que deverá ser escolhido por competência profissional e não mais por razões políticas. O novo governo quer se livrar da odiada figura de Davið Oddsson, um dos presidentes do Banco Central, mas existe o problema de que ele tem um contrato de trabalho de sete anos que não pode ser rescindido - vão investigar o que pode ser feito. Na minha opinião, deveriam mandá-lo embora e dizer pra ele que se ele quiser pode processar o governo por quebra de contrato mas também enfrentar a reação do povo.

Um novo quadro de diretores será formado para a Autoridade de Supervisão Financeira, responsável por supervisionar o funcionamento dos bancos do país, com alguns membros sendo estrangeiros reconhecidos por sua competência no campo da economia.

As eleições para um novo governo estão marcadas para dia 25 de Abril.

Um comitê que estuda os pros e contras da entrada para a União Européia deverá publicar seu relatório no dia 15 de Abril, dez dias antes das eleições.

Outro fato interessante sendo mencionado nos jornais hoje é que o novo Ministro da Economia, Steingrimur Sigfusson, vem mencionando que ele é à favor da Islândia abandonar a sua moeda, a coroa islandesa, e entrar num acordo para usar a coroa norueguesa como moeda corrente.
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