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Presidente escolhe nova coalizão para governar a Islândia

Depois de discussões hoje com os líderes de todos os partidos políticos islandeses, o presidente de Islândia, Ólafur Ragnar Grímsson, pediu aos líderes dos partidos Social Democrata (Samfylkingin) e Esquerda-Verde (Vinstrihreyfingin-grænt) para formarem uma coalizão que governará a Islândia em caráter temporário até as próximas eleição ainda sem data marcada mas prometidas para Maio.

O cargo de Primeiro Ministro no novo governo deverá ser ocupado pela atual ministra do Bem-Estar Social, Jóhanna Sigurðardóttir, de 66 anos, do partido Social Democrata. Se ela for mesmo confirmada como Primeira Ministra, o que deve acontecer nos próximos dias, ela será a primeira mulher a ocupar o cargo na Islândia. Outro ponto mencionado pela mídia hoje, é que esta também seria a primeira vez que o cargo de governante de qualquer país do mundo é ocupado por alguém assumidamente gay.

Segundo pesquisas de opinião, ela é a ministra com o maior índice de aprovação, e assim deverá ser uma escolha que agradará a população.

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Jóhanna Sigurðardóttir

O partido Social Democrata quer realizar um plebiscito para entrada na Islândia na União Européia, que o partido é à favor, já em Maio junto com as eleições para o novo governo. O partido Esquerda-Verde, que está no momento na frente nas pesquisas de opinião, se declarou contra a entrada na União Européia. Essa questão da União Européia e do Euro deve ser o ponto central de discussão na campanha eleitoral.

Enquanto isso, a situação econômica continua grave. O desemprego continua subindo, a inflação disparou, a krona despencou, cortes de salário se tornaram algo comum, e o país continua efetivamente sem uma moeda válida, já que a krona continua não sendo aceita por praticamente nenhum banco ou instituição internacional. Uma visita ao site do Banco Central Europeu, por exemplo, é suficiente para ilustrar essa situação bizarra de um país com uma moeda efetivamente fictícia - na tabela do BCE de cotação de moedas contra o euro, a krona está listada em último com seu valor atual em branco. Colegas de trabalho me contaram também que viram em casas de câmbio no exterior, que nos painéis que mostram as cotações das diversas moedas, o valor da krona fica agora coberto com fita isolante. A previsão é que a economia do país só volte a crescer em 2011.

Mas, a economia ainda se movimenta. Dentre as maiores empresas islandesas listadas na bolsa de valores da Islândia, nenhuma, fora os bancos, faliu ainda. E “ainda” é mesmo a palavra chave - todas as grandes empresas, sem exceção, vêm publicando relatórios de grandes prejuízos no último trimestre. Vamos torcer para que as coisas melhorem aqui na Gelolândia antes que a situação piore ainda mais. Pelo menos no meio político as mudanças positivas estão acontecendo.

Boa sorte à nova Primeira Ministra. Ela vai precisar!
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... e o governo caiu

O Primeiro Ministro islandês acabou de anunciar a dissolução imediata do governo e o fim da aliança dos dois partidos que formam o governo.

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Ainda assim, não houve admissão de culpa nas palavras de Geir Haarde, o (agora ex-) Primeiro Ministro. Ele apenas disse que o partido que é parceiro do dele na aliança que governava o país, os Social Democratas, estavam tornando o governo impraticável. Essencialmente, ele não tomou nenhuma responsabilidade pelo seu governo ter devastado a economia do país, e ainda colocou a culpa no outro partido por dificultar a recuperação depois do colapso. Patético.

O Sr. Geir Haarde deveria dar uma olhada na edição de hoje do jornal britânico The Guardian, que lista o nome dele mesmo como uma das 25 pessoas culpadas pela crise econômica mundial. A lista está online também, clique aqui pra ver.

As eleições agora estão marcadas para 9 de Maio. A Islândia tem um sistema parlamentar de governo, o que significa que a população elege os membros do parlamento e o partido com mais membros eleitos escolhe o primeiro ministro, que governa o país.

O Partido da Independência (Sjálfstæðisflokkurinn), de Geir Haarde, já governava o país pelos últimos 12 anos. Posso afirmar com certeza que nas próximas eleições esse partido deve perder a maioria no parlamento e assim a chance de governar. Com a raiva que o povo islandês esta desse partido, ficarei surpreso se ele não se tornar um dos menores no futuro parlamento.

Ainda não foi decidido quem irá governar o país até as eleições de Maio. Negociações serão feitas hoje entre todos os partido políticos para tentar montar um governo de emergência temporário com membros de todos os partidos.

É inegável que o governo caiu como resultado da pressão popular em forma dos protestos, semanais nos últimos meses, e quase ininterruptos na última semana. Chegou-se ao ponto do governo realmente ter medo do povo. Os islandeses agora tem uma luz no fim do túnel, e deveriam se orgulhar de terem trazido à prática a famosa frase de Thomas Jefferson: “Quando o povo tem medo de seu governo, temos tirania; quando o governo tem medo de seu povo, temos liberdade.”

Mas não estamos esquecendo de você, Davíð Oddsson, presidente do Banco Central Islandês. Ainda queremos ver a sua cabeça rolar junto com as dos outros ministros, o que esperamos que aconteça assim que o novo governo de emergência for estabelecido.
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Ministro do Comércio renuncia

O Ministro do Comércio, Björgvin Sigurðsson, renunciou ao seu cargo hoje pela manhã. Em seu pronunciamento ele disse que tomava responsabilidades pelo colapso da economia islandesa, e que “a raiva e falta de confiança da população são intensos demais para que eu possa recuperar sua confiança.

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Björgvin Sigurðsson anunciando sua renúncia

Como seu último ato no cargo, o ministro despediu o presidente da Fjármálaeftirlitið (Autoridade de Supervisão Financeira), o órgão do governo islandês, que opera sob o Ministério do Comércio, responsável por supervisionar o funcionamento e expansão dos bancos. Um dos principais fatores que causaram a crise financeira foi exatamente a falha deste órgão em desempenhar o seu papel limitando a expansão dos bancos de maneira sustentável - ao invés disso o que aconteceu foi um apoio incondicional à expansão dos bancos sem controle ou regulamentação, resultando nos bancos acumulando dívidas equivalentes à cinco vezes o PIB da Islândia e finalmente na falência de todos os bancos do país frente à crise de crédito internacional.

Finalmente alguém está tomando responsabilidade pelo colapso da economia do país, mesmo que apenas quatro meses mais tarde e somente após intensos protestos nos últimos dias. Entretanto, me pergunto se essa é uma manobra planejada pelo governo para tentar apaziguar os ânimos da população, que ontem, mesmo após o anúncio de eleições em Maio, fez o maior protesto dos últimos dois meses, com cinco mil manifestantes (1.6% da população do país) reunidos em frente ao parlamento.

Os islandeses ainda querem ver a renúncia do presidente do Banco Central e do Primeiro Ministro, sua admissão de culpa pela crise, e o anúncio oficial da data das eleições prometidas para Maio.
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primeiro ministro anuncia: eleições em Maio

Depois de três meses de protestos semanais no centro de Reykavík pedindo a renúncia do governo e novas eleições, e de confrontos violentos com a polícia nos últimos dias, hoje o Primeiro Ministro, Geir H. Haarde anunciou que por motivos de saúde ele vai se ausentar do cargo e que um novo líder do partido será eleito em na convenção do partido em Março, e que ele apóia eleições gerais em Maio. Ele também anunciou que não pretende se candidatar novamente à líder do partido.

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Essa é uma mudança e tanto na posição do Primeiro Ministro, que até ontem vinha dizendo que o governo só aceitava eleições no final do ano ou mais tarde. Sem dúvida a atmosfera de "revolução" dos últimos dias colocou pressão no governo para anunciar eleições o quanto antes.

A surpresa do anúncio do Primeiro Ministro foi a revelação de seus problemas de saúde. Ele disse que foi diagnosticado na semana passada com câncer do esôfago, um tumor maligno que terá que ser retirado numa operação no exterior. Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir, a atual Ministra da Educação, vai assumir temporariamente o cargo de Primeira Ministra, até o retorno de Geir H. Haarde depois do tratamento ou até as eleições gerais em Maio.

A foto abaixo é de Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir, que por sinal está sendo investigada por corrupção em relação à um grande empréstimo feito por um dos bancos que faliu, ao marido da ministra, e que foi “perdoado e esquecido” pelo banco logo antes da falência.

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A reação geral tem sido uma de choque quanto à situação grave de saúde do Primeiro Ministro. Entretanto, mesmo depois desse anúncio, os protestos no centro de Reykjavík continuam, já que a data para as eleições, agora prometidas para Maio, ainda não foi anunciada, e o homem mais odiado do país, o presidente do Banco Central, Davið Oddsson ainda continua no seu cargo.

Bom, desejo boa sorte ao Sr. Geir em sua recuperação. Mas, continuo sendo da opinião que ele deveria tomar responsabilidade pelos seus erros e renunciar. A situação vergonhosa de que ninguém toma responsabilidade pelo colapso da economia do país continua.

Uma coisa estranha é que a líder do segundo partido que forma a aliança do governo também está com câncer e vem recebendo tratamento. Essencialmente, os dois líderes dos dois partidos que governam a Islândia estão agora fora de trabalho por motivo de doença. Ah, e os dois primeiros ministros anteriores à este tiveram câncer também. Será que é hora de mandar benzer os prédios do governo islandês?
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Confrontos violentos nas ruas de Reykjavík

Os protestos que começaram na terça-feira ainda continuam, pedindo a renúncia do governo e eleições imediatas. Ontem à tarde parecia que finalmente as manifestações estavam surtindo efeito no meio político, quando, como eu mencionei no post de ontem, o principal setor regional de um dos partidos que forma a aliança que governa a Islândia decidiu recomendar à cúpula do partido que a aliança, e com ela inevitavelmente o governo que perderia sua maioria no parlamento, seja dissolvida. Com esse anúncio os manifestantes celebraram nas ruas, numa atmosfera quase que carnavalesca e a maioria decidiu ir pra casa. Uma minoria, na maioria jovens, resolveu ficar marcando a ua presença nas ruas do centro e em volta do parlamento.

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Por volta da meia-noite de ontem, o confronto com a polícia começou. Parece que foram alguns adolescentes querendo aprontar confusão, francamente, uns idiotas, que começaram a jogar pedras no batalhão de choque da polícia. Em resposta, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar toda a multidão. É a primeira vez desde 1949 que gás lacrimogêneo é usado na Islândia.

Ontem eu critiquei a polícia e a reação desproporcional da força policial contra a população. Hoje no entanto, eu tenho que condenar essa minoria de manifestantes que jogou pedras nos policias. Protestos tem que ser pacíficos - violência nunca ajuda em nada. Sete policias foram feridos nos confrontos de ontem à noite.

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Não posso deixar de pensar, também, que a escalada na violência tem a ver com a polícia usando seus cacetes e sprays de pimenta mais cedo no mesmo dia. Uma ação leva a uma reação. Um dos meus autores favoritos disse em um dos seus livros algo que me veio à cabeça nesses dias - a viabilidade da existência de uma força policial que confronta o povo depende dessa população continuar acreditando na mentira de que um pequeno grupo de oficiais pode conter toda o população civil imensamente mais numerosa; e quando a polícia começa a enfrentar o povo mais diretamente, arrisca-se destruir a crença nessa mentira.

Mas que fique claro, não acho que existe justificativa para atacar com pedeas a polícia ou quem quer que seja.

Só espero que o governo renuncie ou seja derrubado com manobras políticas antes que a situação piore e realmente saia completamente do controle.

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Hoje o protesto continuou, mas com uma certa ressaca da noite de ontem. Uma multidão menor, de algumas centenas de manifestantes, se reuniu na frente do parlamento batendo panelas e fazendo muito barulho. Hoje a coisa tem sido pacífica - até agora, pelo menos.

Vale à pena lembrar a proporção dos números dos protestos dos últimos dias. Uma multidão de 3 mil manifestantes, em relação ao tamanho da população da Islândia, seria o equivalente à um protesto com 2 milhões de participantes no Brasil.

Um cartaz de um dos manifestantes hoje na praça em frente ao parlamento islandês me chamou a tenção pelas palavras simples mas tão verdadeiras, e feitas ainda mais irônicas pelo fato de estarem sendo usadas num protesto em frente ao parlamento mais antigo do mundo...

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Tradução: “Quando a confiança se foi, TUDO se foi”.

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Protestos continuam

Os protestos agitados continuaram até as 4 da madrugada de hoje. Depois de uma pausa pela manhã, os manifestantes voltaram a se reunir na frente do parlamento no começo da tarde de hoje.

O parlamento anunciou que não se reuniria hoje, e nenhuma explicação foi divulgada para o cancelamento de sessão de hoje. Com esse cancelamento, o protesto com mais de mil pessoas mudou-se para frente do prédio do governo, onde trabalha o primeiro-ministro. No final da tarde, os manifestantes voltaram a se reunir novamente na praça em frente ao parlamento no centro de Reykajvík, onde duas mil pessoas ainda estão reunidas nessa momento, à meia-noite.

Essa foto é da noite de hoje:
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A pressão exercida pelas manifestações populares parece estar finalmente surtindo algum efeito no meio político. Apesar do primeiro-ministro e seu partido ainda estarem ignorando as reivindicações dos manifestantes, dois outros partidos políticos hoje e ontem declararam que apóiam a dissolução do governo e novas eleições. Inclusive, o o congresso regional do partido Samfylkingin (Aliança Social Democrata), que é parte do governo atual, decidiu recomendar a dissolução da coalizão que governa o país.

Notícias estão circulando também de encontros secretos entre os dois maiores partidos de esquerda para formação de um novo governo depois da possível dissolução da aliança que governa o país atualmente.

Os próximos dias serão interessantes. Eu vou tentar cobrir os acontecimentos várias vezes por dia via twitter, que também aparece no blog aí no canto direito superior, e vou postar notícias mais completas sempre que puder.


Fotos do protesto de ontem

Essas são algumas fotos do protesto de ontem durante a abertura do parlamento. Das várias fotos que eu encontrei na internet, essas são as que melhor transmitem o clima da situação atual. Clique nas fotos para vê-las ampliadas.

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Protesto agitado na abertura do parlamento

O parlamento islandês reabriu hoje, de volta das férias de natal. Mais de 3 mil pessoas se reuniram no início da tarde para protestar contra o governo e pedir novas eleições imediatas. O protesto começou com os manifestantes fazendo muito barulho, batendo panelas, tambores e gritando slogans contra o governo atual, mas logo a situação se tornou tensa com vários confrontos com a polícia.

Eu tenho que dizer que a polícia aqui está se comportando de maneira vergonhosa. Hoje usaram sprays de pimenta indiscriminadamente contra a multidão, acertando manifestantes, repórteres e até crianças. Bateram em várias pessoas com seus cacetetes, e algemaram e prenderam 30 pessoas incluindo adolescentes e até um menino de 11 anos. Francamente, o que me parece é que a polícia aqui está cansada de não ter nada pra fazer, sem crimes violentos pra resolver, e agora acham que finalmente tem a chance de usar todo o seu equipamento que estava num armário juntando poeira por anos - daí eles vão à uma manifestação pacífica com seus coletes, capacetes e escudos de tropa de choque, com seus cacetetes e sprays de pimenta - devem estar se achando como os policiais de séries de TV. Muitos dos manifestantes hoje, já sabendo desse comportamento pepper-spray-trigger-happy da polícia, já estavam com óculos escuros e máscaras de ski, e alguns ate com máscaras de gás - mas até onde eu sei o povo resistiu pacificamente. Se algum leitor estava por lá em pessoa surante a tarde, por favor nos passe mais informações.

Outro fato na minha visão vergonhoso, foi que hoje enquanto os manifestantes protestavam contra o governo e a grave crise financeira e confrontavam a polícia, os parlamentarem dentro do prédio do parlamento não estavam ocupados com as questões vitais nesse momento de crise mas discutiam no parlamento assuntos como "o baixo número de mulheres no mercado financeiro islandês" e "a venda de bebidas alcoólicas em lojas não-estatais" - enquanto essas são questões que merecem ser discutidas em algum ponto, francamente, essa não é a hora! Podiam pelo menos colocar ao voto as reivindicações do povo, como eleições imediatas, renúncia da presidência do banco central, a questão da União Européia e do Euro, e as várias graves irregularidades que estão sendo descobertas nos últimos dias nos bancos que foram nacionalizados. Acordem, parlamentares!



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Enquanto eu escrevo esse post, às 23:30, o protesto ainda está acontecendo, com milhares de pessoas, na noite gelada de Reykjavík à zero graus, em frente do parlamento. O povo está cansado de ser ignorado pelo governo.

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Clique aqui para ver o cobertura televisiva do protesto durante a noite
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Lã para o Reino Unido

Uma estação de rádio aqui na Islândia está fazendo no momento uma campanha para angariar doações de roupas de inverno, especialmente os tradicionais casacos de lã islandesa, para os idosos na Inglaterra.

Quando eu morava na Inglaterra eu fiquei sabendo desse problema por lá, que um grande número de idosos não tem dinheiro para pagar por aquecimento durante o inverno e muitos morrem de doenças causadas pelo frio. O número de mortes em 2008 causadas pelo frio na Inglaterra, de acordo com a BBC, foi de 30 mil, o que francamente, é um número absurdo de mortes causadas essencialmente por pobreza, por falta de dinheiro para pagar por aquecimento, num país dito de primeiro mundo. Nos países nórdicos, bem mais frios, isso não acontece.

A iniciativa, que insiste que os islandeses devem mostrar seu lado humanitário mesmo depois de terem sido tão mal-tratados pelos britânicos, tem um grupo no Facebook (claro!) chamado "Ull til UK" ("Lã para o Reino Unido").
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Desemprego continua a subir na Islândia

O jornal islandês Fréttablaðið publicou ontem uma matéria dizendo que a taxa de desemprego já chega à 6.5%, representando 10,700 pessoas desempregadas. A taxa de desemprego no mês passado era de 5.4%, e há um ano atrás era de apenas 0.9%.

O efeito da crise financeira no mercado de trabalho islandês tem mesmo sido bem sério, e a taxa de desemprego só não é maior por causa do grande número de trabalhadores islandeses e estrangeiros que deixaram o país nos últimos meses à procura de empregos no exterior. As estimativas são de que o desemprego possa chegar à 10% na Islândia no final de 2009.

Os líderes dos sindicatos, que são muito influentes na Islândia, tem criticado o governo por não estar fazendo o suficiente para resolver o problema do avanço do desemprego. O governo insiste que há iniciativas para auxiliar novas empresas inovadoras, mas os sindicatos insistem que é necessário investimento direto do governo para geração de empregos já que novas empresas são pequenas e geram poucos empregos.

Em resposta às críticas, a ministra do Bem-Estar Social Jóhanna Sigurdardóttir instituiu ontem um comitê para discutir propostas para geração de empregos.

Hoje em dia, a atitude geral aqui na Gelolândia é que se você tem um emprego, você já é um dos bem-afortunados e não pode reclamar.
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Nação Facebook

Enquanto o Brasil é o país do Orkut, a Islândia é o país do Facebook. A grande popularidade do Facebook por essas bandas é algo que eu já venho notando faz tempo. Não só todos os meus amigos islandeses usam Facebook, mas também todos o meus colegas de trabalho também, incluindo até mesmo os diretores da empresa onde eu trabalho.

É comum aqui na Islândia, quando alguém está planejando uma festa, ao invés de mandar emails para os amigos ou telefonar, usar o Facebook para mandar convites e discutir aspectos da festa. E ainda, qualquer reunião com amigos sempre inclui alguém mencionando uma novidade sobre a vida de um amigo em comum, novidade essa descoberta via Facebook.

A Islândia é um país de extremos - maior número per-capital no mundo de celulares, carros, computadores, etc, e parece que o maior número usuário de sites sociais também. Nessa semana foram publicados números de uma pesquisa mostrando que metade da população da Islândia está no Facebook, e ainda mais impressionante, que 96% dos islandeses na faixa dos 20 aos 29 anos de idade usam o Facebook.

Para quem tiver interessado em saber quais redes sociais são populares em quais países, clique aqui.
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Fogos de Artifício na capital islandesa

Na passagem de ano o céu sobre Reykjavík se enche de fogos de artifício. Não é a prefeitura que solta os fogos de um ponto específico da cidade, mas sim cada família, de todos os pontos da cidade, todas ao mesmo tempo. O resultado é que, de qualquer ponto em Reykjavík, há fogos coloridos explodindo no céu 360 grau à sua volta.

Fiz esse vídeo exatamente à meia noite:



Eu tirei essas fotos e fiz o vídeo de uma área mais alta em Kopavogur, subúrbio ao sul de Reykjavík.

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Clique aqui para ver a galeria de fotos dos fogos sobre Reykjavík
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