Entrevista com TV
Record
31/07/08 20:37 Filed in:
Notícias
| Eventos
No próximo domingo, dia 3 de Agosto, será exibida na
Record uma entrevista que dei sobre o folclore islandês
e o crença na existência dos elfos.
Afinal, eu tenho um certificado de “expert” da Escola
dos Elfos!
- (veja post de 10/05/2008)
Eu encontrei com a equipe da Record algumas vezes
durante a visita deles na Islândia no mês passado. O
pessoal foi super legal, muito profissional, e
genuínamente ineteressados na cultura islandesa.
Não percam a reportagem, será no programa Domingo
Espectacular, que começa às 18:00.
Dia mais quente dos últimos
17 anos
30/07/08 01:35 Filed in:
Dia-à-dia
| Eventos
A sexta-feira passada foi o dia mais quente dos últimos
17 anos na capital islandesa. Os termômetros
registraram a temperatura escaldante de 23 graus!
Várias empresas fecharam as portas e mandaram os
empregados para casa por causa do calor. Sério mesmo.
As opiniões que eu mesmo ouvi dos islandeses estavam
dividas entre animação com o aquecimento global e
reclamações do calor intenso do dia.
Discriminação no mercado de
trabalho - parte 2
29/07/08 01:16 Filed in:
Opiniões
Estive discutindo com vários amigos, estrangeiros e
islandeses, o assunto do post anterior. Alguns deles
levantaram uma hipótese que é pelo menos interessante
para explicar a desvantagem dos estrangeiros no mercado
de trabalho islandês. Essa hipótese seria de que o
problema não é exatamente discriminação em específico,
em racismo, ou xenofobismo, mas ao invés disso o fato
de que tudo na Islândia funciona na base de quem você
conhece. Assim, segindo esse raciocínio, os estrangeros
estariam em desantagem por não ter os contato que os
islandeses tem, ou mesmo os laços familiares, já que
todos s islandeses são aparentados em algum nível. É
verdade que eu posso em imaginar que uma entrevista de
trabalho aqui na Islândia, com um candidato islandês,
comece com o ntrevistador e entrevistado definindo seu
grau de parentesco e o parentesco com outras pessoas da
empresa, e também definindo os conhecidos em comum, e
imagino que isso deve mesmo fazer uma grande diferença
na hora de escolher o candidato para uma determinada
vaga.
Não sei se estou completamente convencido por essa
hipótese. Acho mais provavel que a coisa seja uma
mistura de ambos os fatores de discriminação e tabém
essa atitude de preferir candidatos com ligações
pessoais ao pessoal da empresa. De uma maneira ou de
outra, qualquer que seja a razão, o fato permanece de
que estrangeiros na Islândia tem estão em desvantagem e
tem dificuldade em conseguir bons empregos.
Discriminação no mercado de
trabalho
18/07/08 13:48 Filed in:
Opiniões
Existem várias coisas positivas sobre morar na
Islândia, disso não há dúvida. Mas nem tudo aqui nesse
rochedo perdido no Atlântico Norte é um paraíso. Uma
das coisas que mais me incomodam por aqui é
discriminação contra estrangeiros no mercado de
trabalho. Vou ser direto no assunto: salvo raras
exceções, empresas islandesas vão sempre contratar um
islandês ao invés de um estrangeiro mesmo que o
estrangeiro seja melhor qualificado.
Ontem me encontrei com um amigo que eu já não via há
alguns meses e discutimos esse assunto em vista das
dificuldades que ele está passando no país. Esse amigo
é espanhol, mora aqui na Islândia há quatro anos e fala
islandês fluente. Ele é advogado formado em Barcelona e
com um mestrado em Direito Ambiental pela Universidade
da Islândia. Desde que ele concluiu o mestrado, há mais
de um ano, ele só conseguiu emprego como pintor de
paredes, entregador, e preparando comida em
lanchonetes.
Ainda falando sobre esse amigo advogado espanhol, ele
me contou a experiência mais recente dele com essa
discriminação no mercado de trabalho, que realmente
beira o absurdo. Há algumas semanas atrás, tendo visto
nos jornais que o Ministério do Meio-Ambiente estava
com uma vaga para um advogado especializado na área,
ele mandou seu currículo e fez uma entrevista. Na
semana seguinte ele recebeu uma carta dizendo que
haviam decidido dar o emprego para outra pessoa, um
islandês, que ainda está fazendo o seu bacharelado em
direito e só vai formar no final do ano. Ou seja,
podendo escolher entre alguém com um mestrado
específico na área, eles ainda preferiram dar o emprego
para alguém que nem se formou em direito ainda.
Absurdo. Agora ele está pensando em mudar de volta para
a Espanha com a namorada, islandesa, e filho nascido
aqui.
Eu também já senti essa discriminação na pele, quando
recentemente fui há duas entrevistas para empresas de
informática em Reykjavík. Nas duas ocasiões, o
entrevistador me disse que eu era o melhor qualificado
de todos os candidatos. Ainda assim, não tive nenhuma
oferta de emprego. Até mesmo em uma empresa que já
tinha oferecido um emprego para um amigo meu islandês
que desistiu de entrar para a empresa na última hora,
eu não consegui uma oferta, mesmo sendo eu melhor
qualificado que esse amigo na mesma área.
Esse tipo de discriminação é algo com que eu não estou
acostumado. Morei sete anos no Reino Unido antes de
mudar para a Islândia, e lá esse tipo de coisa não
acontece. Na última empresa para qual eu trabalhei na
Inglaterra antes de mudar pra cá, haviam 130 pessoas no
total e dentre estas estrangeiros de 25 países
diferentes. Deve ser, eu imagino, porque por lá já
estão acostumados com estrangeiros, que ainda são um
fenômeno recente aqui na Islândia.
Outra coisa que eu acredito evidencia essa
discriminação contra estrangeiros no mercado de
trabalho na Islândia é o fato de que mesmo o número de
estrangeiros por aqui sendo alto e comparável ao resto
da Europa, atualmente representando 9% da população,
ver estrangeiros em cargos bem pagos em empresas é
super raro. Eu trabalho atualmente numa grande empresa,
a maior empresa de informática na Islândia, com mais de
400 empregados no país, e eu sou o único estrangeiro
não-escandinavo na empresa. Onde estão então os mais de
25 mil estrageiros? A conclusão é que a grande maioria
dos estrangeiros estão desempenhando as funções que os
próprios islandeses não querem fazer, nos subempregos.
Eu espero que essa atitude mude com o tempo, conforme
os islandeses se acostumem com o nível atual de
imigração. Mas, mesmo que mude, infelizmente eu acho
que ainda vai levar pelo menos uma ou duas décadas, ou
talvez mais.