Na última quarta-feira foi a primeira eliminatória em Moscou, e a música da Islândia, chamada "Is It True?" e cantada por Jóhanna Guðrún Jónsdóttir, foi uma das dez escolhidas da noite para participar da final no próximo Sábado onde 25 países disputarão o título nesse ano.
Se é que existe para os islandeses algo equivalente à uma final de copa do mundo, seria a final do Eurovision Song Contest, que é uma competição anual de músicas de países europeus que acontece desde 1956. Nesse ano são 43 países. A competição acontece à cada ano no país que ganhou no ano anterior, nesse ano é na Rússia. A audiência do Eurovision é estimada entre 100 milhões e 600 milhões de telespectadores em toda a Europa, e o ganhador é escolhido por votos da audiência por telefone.
Os islandeses são obcecados com Eurovision, daí a comparação com uma final de copa do mundo para os brasileiros. No dia das qualificatórias e principalmente da final, as ruas das cidades islandesas ficam desertas. Todo mundo tem uma festa pra ir onde amigos assistem junto ao Eurovision e torcem pela Islândia. Os jornais daqui só falam em Eurovision pelas últimas semanas e as rádios tocam músicas da competição desse ano sem parar. A maioria dos islandeses sabe quais músicas são de quais países nesse ano. É uma verdadeira mania nacional.
Ainda assim, a Islândia nunca ganhou a competição. "Mas ficamos uma vez em segundo lugar!" - qualquer islandês faria questão de mencionar para um estrangeiro. Todo ano os islandeses acham, todo ano, que nesse ano vão ganhar.
Eu gosto da música da Islândia nesse ano, e vou torcer pela Islândia na festa de Eurovision na casa de amigos no Sábado.
No entanto, tendo assistido à todas nas eliminatórias, tenho que dizer que a minha favorita pessoalmente é a música de Portugal.
Aqui está o vídeo da apresentação de "Is It True?" por Jóhanna Guðrún Jónsdóttir na semi-final. Assistam e comentem dizendo o que vocês acharam.
Update: A Islândia ficou em segundo lugar, que tenho certeza será considerado aqui um ótimo resultado. O primeiro lugar foi ficou com a Noruega.
Um colega de trabalho e sua esposa, que é brasileira, organizaram ontem uma festa brasileira. Fiquei surpreso com o número de pessoas que compareceram, mais de cem! Nem todos eram brasileiros, tinha muitos portugueses e islandeses também, mas imagino que por volta da metade eram brasileiros.
Na festa tinha feijoada, coxinha, pastel, pudim de leite condensado e outras gostosuras brasileiras, tudo muito bem preparado. Como um bom mineiro, só senti falta de pão de queijo!
Eu tive a oportunidade de conversar com alguns leitores do blog, o que foi bem legal, e também conhecer mais alguns brasileiros que moram aqui na Gelolândia.
Parabéns pelo sucesso da festa, Guðmundur e Adriana!
A primeira vez que visitei a Islândia foi em 1996. Eu nem suspeitava que onze anos depois acabaria mudando para essa rocha perdida no Atlântico Norte!
Naquela primeira visita eu percorri a região sudoeste do país, conferindo as principais atrações turísticas. O interessante é que as memórias que ficaram na minha cabeça não foram apenas do geyser, da cachoeira Gullfoss e do vale de Þingivellir e outros lugares bonitos e interessantes, mas também das estradas.
Especialmente, me lembro de ficar confuso e curioso à respeito das varas amarelas à cada tantos metros pelo lado da estrada, em alguns lugares chegando a ter um metro de altura. Foi então que me explicaram que o propósito das tais varas é de marcar a localização da estrada de maneira que ela ainda seja visível quando coberta de neve no inverno.
Também, nunca me canso de admirar a paisagem única da Islândia.