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O primeiro manifestante da Islândia

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Manifestações, que costumavam ser muito raras na Islândia, hoje em dia são comuns na praça em frente do parlamento em Reykjavík, e os islandeses se orgulham da sua "revolução das panelas" que derrubou o governo na em fevereiro passado depois de grandes manifestações. No entanto, um islandês em especial já protestava antes da grande maioria deixar suas fraldas pra trás para segurar uma placa contra o governo - Helgi Hóseasson, o primeiro manifestante da Islândia, morreu nesse mês, aos 89 anos de idade.

Helgi Hóseasson primeiro ficou famoso em 1962 quando tento se "des-batizar", mas descobriu que a Igreja Nacional, que é parte do governo, o Ministério da Justiça, se recusavam a atender tal reivindicação. Em 1972, ele jogou skýr (um produto lacticínio similar a iogurte) no bispo da Islândia, no presidente, e em vários membros do parlamento. Um documentário de 2003, chamado Mótmælandi Íslands ("O Manifestante da Islândia") sobre a vida dele foi bem recebido no país.

Ele era com frequência visto num cruzamento da capital, segurando placas com reivindicações, muitas vezes poéticas escritas de maneira poética, sobre o papel da igreja no estado, sobre o líderes políticos, e sobre a decisão do governo islandês de entrar na coalizão da guerra do Iraque.

Mais recentemente, Helgi se tornou um símbolo e inspiração para muita gente de convicção e determinação. Ele deve ter admirado o fato de que nesse último ano de sua vida, os islandeses em geral, depois de décadas de apatia, se tornaram um pouco como ele.

Um grupo está fazendo campanha para que um movimento seja construído em memória desse primeiro manifestante e já reuniu mais de 25,000 assinaturas, e espero que aconteça mesmo. Uma galeria de arte em Reykjavík comprou todos as placas logo antes da morte de Helgi, dizendo que são obras de arte e de valor histórico à nação.
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