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Você sabe que é Islandês quando...

- Apesar do frio, você come sorvete sempre quando tem oportunidade.
- Você pensa que peixe podre é uma delícia.
- Quanto maior o carro, melhor.
- Não existe pneu de carro que seja grande demais.
- Dirigir 150km pra ir ao cinema é normal.
- Você acha que Reykjavík é uma cidade grande.
- Você tem um impulso involuntário de perguntar "How do you like Iceland?" quando encontrando com um estrangeiro.
- Você foi multado por alta velocidade pelo menos cinco vezes no último ano.
- Você quer um dia morar na Dinamarca.
- Você acha que carne tem sempre que ser acompanhada de geléia de ruibarbo.
- Sopa é considerada sobremesa.
- Você toma banho em água que tem cheiro de ovo podre.
- As maiores festas são festivais de cavalos e ovelhas.
- Ir à um bar antes das 1 da manhã é ridículo, mas ficar na fila pra entrar em um às 5 da manhã não é.
- Enquanto esperando a hora correta de ir para um bar, você circula pela cidade de carro, parando em intervalos regulares para abastecer.
- Apesar de não ter nenhum interesse em carne de baleia, você defende a pesca apenas para amolar os outros países.
- Você usa Facebook ao invés de email para se comunicar com os seus amigos.
- Óleo de fígado de bacalheu é uma necessidade primordial.
- Você acha que qualquer planta com mais de 15cm de altura é uma "árvore", e cinco delas são uma "floresta".
- Você acredita que seres invisíveis moram em rochedos.
- Não há palavra na sua língua para "por favor".
- Andar com um carrinho de supermercado pelos shopping centers é super normal.
- Você tem orgulho de que a Islândia está no topo das tabelas de expectativa de vida, qualidade de vida, e de menor idade em que se perde a virgindade.
- Você sabe pronunciar o nome da cerveja Egilsgull.
- A sua comunicação praticamente se resume a dizer "Haa?" (o que?) e "heyrðu" (escuta aqui).
- Você nåo tem problema comas letras "ð" e "þ", mas fica confuso com as letras "c" e "z".
- Todas as suas compras säo feita com cartão, mesmo se for só uma bisnaga de pão ou só uma latinha de refrigerante.
- Você aprendeu a dirigir um trator antes de tirar as rodinhas da sua bicicleta.
- Todos os carros vem de fábrica com pneus pra neve.
- Você ficou com os dedos congelados e o rosto queimado de sol na mesma semana.
- Férias no sul pra você significa no Canadá.
- Passarinhos catando às 3 da manhã em Julho é normal.
- Sair de saia e salto alto é normal durante um furacão.
- Você acha os preços em Londres uma verdadeira pechincha e o tempo por lá pra você é tropical.
- A sua idéia de lingerie sexy são meias esportivas cano médio e um agasalho de flanela.
- Você nunca ouviu falar de uma idade mínima para consumir bebidas alcoólicas.
- Deu pra fazer um piquenique no verão porque o verão nesse ano caiu num fim de semana.
- Você gosta de dirigir no inverno porque os muitos buracos das ruas enchem de neve.
- As manchetes dos jornais são do estilo "Vaca nasceu em Strutafjordur".
- Você acha que zero graus é um pouquinho frio.
- Você entende essas piadas.
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Decorações de Natal

Os islandeses adoram decorar suas casas na época do Natal, tanto por dentro como por fora. Algumas pessoas até fazem um acordo especial com a companhia elétrica para permitir a enorme quantidade de luzes e enfeites iluminados nos jardim e nas paredes do exterior das casas. A prefeitura também entra na mania de decorações, colocando luzes e enfeites luminosos pelos postes e prédios públicos da cidade. Até os navios do porto ficam iluminados com luzes coloridas.

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Eu fiz um passeio por Reykjavík à noite e tirei algumas fotos especialmente pra esse blog. Clique aqui para ver a galeria de fotos
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Tradições Islandesas de natal

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Laufabrauð

Fazer é laufabrauð, ou "pão-folha", é geralmente uma atividade feito em família no início de Dezembro. As pessoas se reúnem para cortar uma trama complicada nesse pão fino que é então frito na gordura. O laufabrauð é servido como um snack ou acompanhamento com qualquer evento ou refeição natalina.

Hangikjöt
O nome significa literalmente "carne pendurada". Hangikjöt é uma carne de ovelha defumada, que é servida com batatas num molho branco doce e com repolho vermelho em conserva.

Igreja & sinos
A celebração principal de Natal na Islândia começa às 18:00 do dia 24 de Dezembro. A cerimônia dos sinos da catedral luterana de Reykjavík é exibida em todas as estações de televisão e rádio no país. É então que os islandeses desejam feliz natal uns aos outros e sentam para comer a ceia.

Músicas de Natal
Em dezembro todas as rádios da Islândia tocam músicas de Natal sem parar. O mais engraçado é que muitas músicas são estrangeiras que foram copiadas e com a letra substituída por outra letra com tema natalino. Eu já ouvi no rádio várias músicas brasileiras que receberam o "natalinizadas" aqui na Islândia.

Malt & Appelsin
A bebida tradicional do natal islandês é feita com uma mistura de Malt (fermento de centeio) e Appelsin (um refrigerante tipo Fanta). É possível também comprar a bebida já misturada, mas todos dizem que é melhor misturar você mesmo de acordo com o seu gosto.

Os 13 Papai-Noéis
A Islândia não tem apenas um Papai-Noel, mas sim 13. Eles são filhos de um casal de trolls que mora nas montanhas e que comem criancinhas. Eles vem à civilização um por um, nos 13 dias antes do Natal. Começando 13 noites antes do Natal, as crianças islandesas colocam um sapato na janela e o papai-noel do dia coloca um pequeno brinquedo no sapato. Crianças mau comportadas recebem uma batata ao invés de um brinquedo. O presente da noite do dia 24 as crianças recebem dos pais, os presentes dos papai-nóeis eles já receberam nos 13 dias antes do Natal.

Dançando em volta da árvore de Natal
Essa é uma tradição que ainda é forte nas escolas em todo o país, mas que vem se tornando mais rara de se fazer em casa. Segundo a tradição, as pessoas se dão as mãos em volta da árvore e dançam em volta dela enquanto cantando músicas de Natal. Horas de divertimento.

O Gato do Natal
Os trolls que são pais dos 13 papai-noéis também tem um gato negro gigante e monstruoso. Na noite de Natal o gato vem das montanhas e come as criancinhas que não estão vestindo roupas novas no Natal. É tradição, por causa dessa lenda, que todos devem ter alguma peça de roupa nova no Natal, mesmo entre os adultos.
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Culinária Islandesa: cabeça de ovelha

Hoje tive o questionável prazer de experimentar um prato da tradicional da culinária islandesa: a cabeça de ovelha (Svið, em islandês).

Quando cheguei à mesa de jantar, não sabia se ria ou se só ficava com o queixo caído de surpresa em ver uma travessa com várias faces de ovelhas que tiveram suas cabeças cortadas no meio para remoção do cérebro, e assadas com pele e tudo. A recomendação que recebi dos islandeses presentes foi: "O olho é a melhor parte!". Ugh.

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Em termos de gosto, até que não tava ruim, mas acho que não vou querer repetir por vontade própria. E não, eu não comi o olho. Já era desconfortável demais aquela face de ovelha no meu prato olhando pra mim, e daí comer logo o olho eu achei que seria um pouco demais.

Me contaram que o osso da mandíbula da ovelha era um brinquedo popular entre as crianças islandesas, que crescendo num país extremamente pobre e isolado, em geral tinham ossos de animais como seu único brinquedo, isso até poucas gerações atrás. Nos anos 40, a mandíbula de ovelha ainda era muito usada como um revólver de brinquedo entre os meninos brincando de faroeste. Hoje em dia, o mandíbula de ovelha foi substituída como brinquedo pelos videogames.

Voltando à comida. Logo quando eu achei que já tinha passado pelo pior, uma nova travessa chegou à mesa: gelatina de raspa de cabeça de ovelha.

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Não é de se admirar que não existam restaurantes islandeses fora da Islândia!

A culinária islandesa tem ainda outros pratos que requerem um estômago ainda mais forte, depois conto mais aqui no blog.
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televisão, só depois das cinco

Estive trabalhando em casa por alguns dias nessa semana. Uma coisa que me surpreendeu sobre passar o dia em casa na Islândia, é o que não há nada para assistir na televisão. Não é que não há nada de bom, mas não há nada mesmo, literalmente. Aqui na Islândia só existem dois canais de TV aberta, e os dois só começam a transmitir depois das cinco da tarde. Então, sem chance de almoçar em frente da televisão - só se for com ela desliga mesmo!

Eu costumava ter o pacote completo da TV à cabo, mas como era caro demais e metade dos canais eram em dinamarquês ou sueco, então decidi cancelar e ficar com o pacote mínimo da TV digital que inclui só os dois canais abertos. De certa forma foi bom, agora assisto menos televisão, mas de vez em quando ainda faz falta ter vários bons canais como eu tinha quando morava na Inglaterra.

Parece que a TV costumava a ser ainda mais restrita até alguns anos atrás. Pelo que ouvi falar, só existia um único canal que não transmitia nas quintas-feiras e não transmitia no verão inteiro, porque verão é tempo de ficar fora de casa.
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verão é hora de trabalho duro para os adolescentes islandeses

Aqui na Islândia é tradicional que todos os adolescentes dos 11 aos 18 anos trabalhem no verão para a prefeitura da cidade onde moram. Num passeio por Reykjavík ou qualquer cidade islandesa durante o verão, você pode ver os adolescentes por toda parte cortando gramados, pintando cercas, plantando canteiros, recolhendo lixo das ruas. Ricos ou pobres, garotos e garotas, todos põem a mão na massa e trabalham duro durante as férias de verão. Todos os adultos que eu conheço na Islândia fizeram isso também em todos os verões quando eles eram adolescentes.

Uma coisa que eu achei especialmente legal é que as prefeituras mandam os adolescentes, além de cuidar das áreas públicas da cidade, também para as casas dos idosos aposentados onde eles cortam a grama e arrumam os jardins sem os aposentados terem que pagar nada. O pai da minha noiva é aposentado e na semana passada um grupo de meninos e meninas de uns quatorze anos apareceu por lá enviado pelo prefeitura e arrumaram muito bem o jardim, cortaram grama, podaram as plantas, sem nenhuma bagunça, tudo muito organizado e levado à sério. Achei uma coisa legal para os aposentados, mas também para os adolescentes para aprenderem o valor do trabalho e o respeito pelas áreas públicas e pelas outras pessoas desde cedo.
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Dia de conversar com as vacas

Hoje é um dia especial na Islândia, chamado de "Jónsmessa". Segundo o folclore islandês, hoje é o dia em cada ano em que as vacas falam com as pessoas. Dizem por aqui que as vacas islandesas são criaturas extremamente inteligentes e sábias, tanto que normalmente não perdem tempo falando com os humanos ignorantes. Somente nesse dia é que as vacas falam com as pessoas. Mas cuidado, as lendas dizem que aqueles que conversam com as vacas acabam enlouquecendo com a experiência de se ouvir tamanha sabedoria!

Outra coisa especial sobre o dia de hoje é que se acredita que nesse dia se deve rolar na grama nas primeiras horas do dia, totalmente pelado, porque o orvalho da manhã aqui na Islândia nesse dia tem efeitos curativos. Dizem também que nesse dia existem pedras especiais, "pedras dos desejos", que podem ser identificadas pelo seu brilho peculiar e que realizam desejos daqueles que as encontram. Ainda, nesse dia os elfos estão particularmente ativos, passeando pelos campos de lava.

Parece brincadeira, mas é sério. Pelo menos para os islandeses.

Bom, agora eu tenho que ir! Deixa eu ir aproveitar o dia, rolar na grama pelado e depois conversar com uma vaca...
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Churrasco, outra mania islandesa

Eu já havia mencionado antes duas paixões do povo islandês, sorvete e carrinhos de supermercado. Nas últimas semanas aqui na Islândia eu notei uma outra paixão islandesa, o churrasco.

Um passeio em Reykjavík olhando os prédios e você logo nota que praticamente todos os apartamentos tem uma churrasqueira na sacada. Isso é engraçado mesmo, olhando um prédio grande é quase como se fosse combinado como parte da decoração das sacadas, todas com churrasqueiras de metal num canto. Quem mora em casa e tem jardim certamente tem uma churrasqueira também. Ainda, as grandes lojas de departamentos sempre tem churrasqueiras perto da entrada para tentar os clientes com o mais novo modelo.

E para os islandeses churrasco não é só no verão. É comum usar a churrasqueira, seja na sacada do apartamento ou no jardim, mesmo no inverno com neve caindo.
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Sapatos dentro de casa não!

Ainda não me acostumei com o hábito islandês de remover os sapatos quando entrando em casa. Quando se vai visitar alguém, eles tem que tirar os sapatos. Eu sempre esqueço, tenho que tentar lembrar. Acho que faz sentido, já que pela maior parte do ano a rua fica coberta de uma mistura de sujeira e gelo que gruda em tudo.

Todo mundo tem um sapato para usar só dentro de casa, que eu já percebi que muitas vezes são sandálias que se usaria fora de casa em outros países mas aqui é muito frio pra elas. Existe até um nome pra isso: "inniskór", ou "sapato de dentro [de casa]".

Agora que estou visitando apartamentos procurando um pra morar, aprendi a lição e só uso um sapato fácil de pôr e tirar nessas visitas. Cansa ter que ficar tirando e calçando o sapato várias vezes por dia quando se está visitando alguns apartamentos diferentes!

É interessante que nos hospitais e consultórios de dentista por aqui você tem que colocar toucas cobrindo as solas dos sapatos, para manter o chão limpo. Isso eu acho uma boa idéia.
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Festas de Crisma, religião na Islândia

As semanas antes da páscoa marcam na Islândia o época da Crisma, ou confirmação cristã das crianças. O sacramento da Crisma é algo de enorme importância para os islandeses, e cada família comemora o evento com uma festa para todos os amigos e familiares. É de costume também que os familiares dêem bons presentes para marcar a data, e os jornais nas últimas semanas estão repletos de anúncios dos presentes perfeitos para a ocasião, incluindo todo tipo de brinquedos e também o recém lançado Playstation3. Eu escapei até agora de comparecer à uma festa dessas, mas os meus colgas de trabalho vem dizendo que tem comparecido à várias festa de crisma dos parentes à cada fim de semana.

A religião na Islândia é o luteranismo, que é um braço da fé cristã protestante. A igreja da Islândia é parte do Estado, e todos os padres ou ministros (se é que essa é a tradução correta de prestur) são funcionários públicos que recebem salários e aposentadorias do governo. Existem ministras mulheres também. Pelo que eu já ouvi falar parece ser uma grande honra para qualquer família ter um filho ou filha que queira seguir a carreira de ministro da fé e se juntar à Igreja. Poucos islandeses vão à igreja com freqüência, mas em geral eu diria que são um povo religioso.

A religião tradicional dos tempos vikings chamada hoje em dia de Ásatrú ainda é praticada na Islândia, com os seus praticantes venerando Ódin e os deuses nórdicos. O número de seguidores, no entanto é bem pequeno, cerca de 1% da população.
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O bebê chamado Bebê

Existem na Islândia várias tradições curiosas à respeito de bebês. Uma delas é que normalmente não se escolhe o nome do bebê antes dele nascer, só depois. A lógica é de que você tem que olhar a cara do bebê para saber cara de qual nome que ele ou ela tem. É comum que o nome só seja escolhido até mesmo vários meses depois do nascimento, e que até que isso aconteça a família chama o bebê só de "O Bebê".

Quanto à escolha do nome, outro fato interessante é que é muito comum que a mãe faça a escolha baseada num sonho. Já ouvi estórias várias vezes sobre gente que tem um determinado nome por causa de um sonho que a mãe teve quando estava grávida ou logo após o nascimento da criança.

Outro fator que eu acho curioso é que a maioria das mães e pais não querem saber qual é o sexo do bebê antes do nascimento. Todas as mães vão fazer ultra-som, mas são muita poucas as que querem saber se devem comprar roupinhas cor-de-rosa ou azuis. Imagino que roupinhas amarelas e de outras cores uni-sex, sejam portanto as mais vendidas no país.

Falando em bebês, saiu ontem no jornal uma matéria dizendo que 1% das crianças nascidas na Islândia não tem nome do pai na certidão de nascimento. A mãe solteira é parte da cultura islandesa, algo tido como super-normal por aqui, e o fato de que uma criança não tenha o nome do pai na sua certidão também não é tido como nada demais. Até alguns anos atrás, a presidente da Islândia, e primeira mulher presidente de um país no mundo, era uma mãe solteira.
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