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Kópavogur Sul
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Reykjavík Sul




Dia-à-dia

Restaurantes

Uma coisa de que sinto falta desde que mudei aqui pra Gelolândia é ir à restaurantes com mais freqüência, como é mais comum para a classe média brasileira, e também na Inglaterra onde morei por sete anos antes de mudar pra cá. Aqui na Islândia as pessoas não tem o hábito de freqüentar restaurantes porque são sempre muito caros. Normalmente só e vai à restaurante quando é alguma ocasião para se comemorar.

Na semana passada fui com a minha noiva à um bom restaurante italiano no centro de Reykjavík considerado de preço médio. O jantar, com entradas simples e pratos de massa, sem tomar vinho, ficou em pouco mais de 10,000 Kr (cerca de R$150,00) para duas pessoas.

Acho que é por causa do alto custo de comida mesmo, que todas as empresas que eu já vi por aqui de porte médio pra grande tem uma cantina para os empregados almoçarem à preços mais amigáveis, porque se fosse para comer fora todo dia como se faz em outros países, o salário não ia dar pra nada!
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Verão

O verão chegou na Gelolândia, mas um verão um pouco diferente do que pelo menos nós brasileiros esperamos dessa estação. Olha aí a temperatura de ontem...

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Apesar do frio, ou segundo os islandeses, do calor, tive uns dias bem agráveis na casa do campo da família. É bem comum por aqui se ter casas de campo. Essa casas muitas vezes só podem usadas no verão, porque no inverno a água congela dentro dos canos e assim não se pode ter água corrente. Algumas casas de campo resolvem esse problema enterrando os canos de água a um metro e meio de profundidade, mas nem todas foram construídas assim.

Uma coisa boa do verão por aqui é o sol constante. Digo bom porque o dia rende mais. O dífícil só é às vezes você conseguir descansar quando ainda parece que está cedo.

Essa foto aqui eu tirei na casa de campo nesse fim de semana, no vale de Skorradalur, ao meio-dia:

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E esta foto abaixo eu tirei à exatamente meia-noite...

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Outra coisa diferente do que estamos acostumado no Brasil é que não existe bicho nenhum no mato. O único inseto é um besouro pequeno que é ainda assim raro de ver, e moscas. Não tem barata, não tem formiga, etc. E claro, não tem cobra, lagarto, etc, o único bicho maiorzinho são camundongos. É bom pra se deitar na grama e esquecer da vida sem medo de formigas ou quaquer outro bicho.

Como só vamos nessa casa no verão, e já tinha uns nove meses desde a útlimas vez que estivemos lá, tinha bastante trabalho pra se fazer no jardim, removendo a lama acumulada e cortando os galhos das árvores que cresceram demais e ficaram no caminho. Olha só a minha ‘roupa de verão’ enquanto trabalhando no jardim...

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Aliás, noutro dia quando eu estava comprando um casaco mais leve pro verão, eu estava pensando que só por aqui mesmo é que se compra um ‘casaco de verão’!
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Levantamento de Bunda em Estilo Brasileiro

Vi esse anúncio no jornal aqui na Gelolândia hoje, de uma aula de ginástica que promete em seis semanas levantar a sua bunda para ficar parecida com as que se vê rebolando pelas praias brasileiras. E isso por 16,990 Kr ( equivalente à R$240,00).

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A ilustração do ‘Antes’ (“Fyrir”), eu diria que até se parece mesmo com o padrão de bundas das islandesas. E a ilustração do ‘Depois’ (“Eftir”) seria a espectativa na mente dos islandeses de como seria a invejável bunda padrão Brasil.

Outra coisa que achei interessante é que o nome da professora no anúncio é “Tanya Dimitrova”, um nome russo. Então, vamos recapitular: uma aula na Islândia, de uma professora russa, para deixar as bundas islandesas parecidas com as brasileiras. Santa globalização!
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Anúncio de carro


snowcar

Comprar um carro na Gelolândia com base em anúncios na internet é uma experiência um tanto... diferente!
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vinho? obrigado!

Estive sem atualizar o blog por um longo tempo, devido à um período conturbado na minha vida pessoal e no trabalho. Mas agora estou de volta e vou atualizar o blog com freqüência!

Para agradecer à paciência dos leitores do blog, aqui vai uma foto do vinho brasileiro “Obrigado” que encontrei na loja de vinhos aqui na Islândia, e claro, tive que comprar:

vinhoobrigado

Não estou com muitas esperanças quanto à qualidade desse vinho “Obrigado”, mas sabe como é, quando se mora fora do Brasil, ainda mais aqui pelas bandas do polo norte, quando se vê qualquer coisa relacionada à terrinha, é difícil não se ficar entusiasmado.

Falando em comprar vinhos, a situação da venda de bebidas alcóolicas aqui na Islândia é interessante. O governo islandês tem exclusividade na venda de bebidas alcóolicas aqui na Islândia, e assim só é possível comprar vinho, cerveja, etc, na rede de lojas do governo chamada Vínbúð ( “Loja de Vinhos” ). Essas lojas tem só abrem em horário comercial; assim se bater uma vontade de beber vinho em casa às 19:00 da sexta-feira, não tem jeito! Segundo o governo, esse controle todo, inclusive, cerveja aqui só começou a ser vendida em 1989, e os preços extremamente altos, são para evitar o consumo excessivo de bebidas alcóolicas. Um resultado disso, é que a produção caseira de cerveja e destilados é relativamente comum.
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Natal longe da Gelolândia

No momento me encontro no aeroporto em Londres, esperando o vôo para o Brasil. Estou dessa vez viajando pelo seguinte roteiro: Islândia-Londres-Lisboa-Rio-BH. De porta à porta, contando com as esperas entre vôos, são dessa vez cerca de 42 horas. Ufa! Mas estou muito feliz de passar o natal com a família e amigos nesse ano.

Eu morei no Reino Unido por sete anos, quatro anos em Londres, antes de mudar para a Islândia, e hoje aproveitei o grande período de espera por aqui hoje para ir passear pela cidade durante à tarde. Depois de morar tantos anos nesse país, é interessante que ainda tenho a sensação de "chegar em casa" quando desembarcando no aeroporto em Londres. Mas, tenho que dizer, que estou satisfeito com minha decisão de mudar daqui pra Islândia. Uma das características mais marcantes da vida em Reykjavík é o espaço, o vazio, as casa e prédios são espaçados e baixos, não se vê muita gente pelas ruas, o ar puro, e o fato de que em 15 minutos você chega à qualquer lugar dento da área da capital - eu estava pensando nisso e já com saudades, enquanto espremido no metrô londrino hoje à tarde.

Bom, vou perder o natal islandês esse ano, e os 13 papai-noéis que descem das montanhas um por um nos 13 dias antes do natal. Mas pelo menos estarei à uma distância segura do Gato do Natal, o monstruoso gato do tamanho de uma casa, que segundo as lendas devora as crianças que não tem roupas novas no natal!

Os 13 papai-noéis moram com sua mãe, chamada Grýla, que é um troll feioso e que assim como seu gato de estimação, devora crianças na época do natal. Olha só eu mesmo dentro do caldeirão da monstra, do qual consegui escapar logo depois dessa foto ter sido tirada no shopping center Kringlan em Reykjavík na semana passada:



Outra tradição islandesa de natal é decorar o exterior das casas com luzes coloridas. Quando eu voltar pra casa, logo depois do natal, ou vou tirar uma fotos das casa e ruas e colocá-las aqui no blog pra vocês verem.
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Aprendendo islandês

A língua islandesa é famosa por ser uma das mais difíceis de se aprender. Dizem que na média estrangeiros morando por aqui demoram cerca de três anos para chegar num nível básico de conversação.



Claro, a velocidade de aprendizado varia de pessoa para pessoa, e eu conheço gente que aprendeu em um ano, e gente que mora aqui há dez anos, já fez vários cursos e ainda assim não fala praticamente nada.

No meu caso, depois de três anos morando aqui na Gelolândia, eu ainda não falo islandês fluente. Eu consigo entender o assunto geral de uma conversa, e o básico de um email, mas o dia-à-dia pra mim no trabalho e com os amigos é sempre em inglês. Isso mesmo depois de terminar o curso completo de islandês (cinco níveis) na única escola de línguas que tem tal curso na capital.

Parte da dificuldade vem do fato de que existem pouquíssimos livros publicado para o aprendizado da língua. Não existe, por exemplo, um livro com as declinações dos verbos mais comuns, e o único dicionário escrito para estrangeiros aprendendo à língua, e que contém informação fundamental sobre os casos de declinação de casa verbo, custa o equivalente à R$135,00. O material que existe também em geral é um tanto antiquado e deixa à desejar quanto à didática.

É fácil se acomodar com o fato de que os islandeses todos falam bem inglês. Se eu não falasse inglês bem, tenho certeza que teria aprendido islandês bem mais rápido, afinal daí seria uma questão de sobrevivência.

Bem, nessa semana eu terminei o primeiro trimestre de aulas do curso de Diploma Prático em Islandês para Estrangeiros, na Universidade da Islândia. Estou gostando muito do curso, bem mais que os que eu já tinha feito anteriormente, e tenho esperanças de que dessa vez eu chego lá.

O que faz a língua ser complicada é o fato de que ela é muito irregular, e completamente declinada. A língua ser declinada significa que as palavras mudam de acordo com o sentido da frase e o verbo sendo utilizado. Veja só como a palavra "hestur" ("cavalo") muda de acordo com o que você está querendo dizer:

  • hér er hestur ( “aqui está o cavalo” ) [nominativo]
  • ég tala um hest ( “estou falando sobre um cavalo” ) [acusativo]
  • ég féll af hesti ( “eu caí de um cavalo” ) [dativo]
  • Þetta er saga hests ( “está é a história de um cavalo” ) [genitivo]

… e isso não é tudo. Esses casos de declinação ainda mudam para a mesma palavra de acordo com o número (singular ou plural) e grau (indefinido ou definido) e a combinação destes, variam com o gênero (masculino, feminino ou neutro) e não há maneira de saber como são cada um dos casos de declinação sem aprender cada palavra individualmente. Ah, e não são apenas nomes que declinam, adjetivos também, e alguns numerais. E verbos também mudam a conjuação para cada pessoa do singular e plural.

Palavras em islandês podem ser formadas de combinações de outras palavra também, algumas vezes ficando enormes e assustadoras, como "Hæstaréttarmálaflutningsmaður", que significa "advogado do supremo tribunal", e já vi outras ainda bem mais longas.

Voltando ao curso da Universidade da Islândia, a minha experiência em geral com a universidade tem sido bem positiva. Tive que enviar os meus documentos todos do meu curso universitário que eu havia feito no Brasil, traduzidos para o inglês por tradutor juramentado, preencher um longo formulário, mas foi tranqüilo. A universidade em si é (praticamente) gratuita, você só faz um pagamento único de 45,000 Kr (cerca de R$680,00) por semestre. A carga horária do curso que eu estou fazendo é de seis horas de aula por semana e mais um monte de atividades trabalhos feitos via internet. Aliás, fiquei impressionado com esse lado da universidade, tudo é organizado via um site de intranet muito bem feito.

São cerca de 100 alunos fazendo o curso na universidade nesse ano, divididos em cinco grupos. A maioria dos alunos são estudantes estrangeiros fazendo mestrado ou parte de seu bacharelado aqui na Islândia em algum outro curso, e fazendo o curso de islandês como complemento, e que acabaram de chegar no país. Mas uma boa parte dos alunos são, como eu, gente que mora aqui já há alguns anos e está cursando na universidade apenas este curso.

Estou animado com o curso até agora. Depois de concluídos os dois semestres do curso, pretendo continuar na universidade, fazendo o bacharelo em Islandês para estrangeiros, ou um outro curso na minha área de interessa, caso o meu islandês já permita.

Mais informações sobre o curso no site da Universidade da Islândia.
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Racismo em discussão na Islândia

Nos últimos dias a questão do racismo na sociedade islandesa está sendo discutida na televisão e jornais, como resultado de um caso em especial de uma família cubana que deixou o país nessa semana por causa de ataques racistas que vinha sofrendo. A família, pai e filho que vinham morando na Islândia há dez anos, e que morava em na capital Reykjavík, teve os vidros de sua casa quebrados com pedras arremessadas da rua, e pelo menos uma pessoa foi presa e está em custódia da polícia sob acusação de violência com motivação racista. Um dos motivos dos ataques teria possivelemnte sido o fato de que o adolescente cubano estava namorando uma garota islandesa; apesar de que a história parece ser bem mais complicada do isso e envolve múltplos fatores e conflitos.

Ontem no noticiário da televisão foi exibida uma longa reportagem sobre o assunto, e também entrevistas com algumas outras pessoas e famílias islandesas que já sofreram discriminação. Um casal entrevistado, a mulher islandesa e o marido da Nigeria, relataram que sofrem com discriminação que vai desde as pessoas olharem para eles na rua, até o marido ter sido negado empregos. O casal também disse que a filha já havia se queixado que as outras crianças da escola não querem brincar com ela por ela ser "marrom", e concluíram dizendo que as coisas estavam melhorando na Islândia nesse sentido e que esperam que continuem melhorando, mas caso contrário deixariam o país para ir morar em algum outro lugar com mais diversidade étnica.

Eu normalmente tento relatar aqui no blog histórias interessantes do dia-à-dia, mas acho importante também falar sobre lados não tão positivos da sociedade e da vida na Islândia. Os leitores do blog, eu imagino, querem saber não só do lado bonito da ilha.

É verdade que só de se ouvir a conversa do povo dá pra perceber que ainda é grande novidade para muita gente o fato de que há muitos estrangeiros, até de outras raças e outras religiões, morando aqui na Islândia; já que não existia praticamente nenhum estrangeiro no país até apenas algumas décadas atrás. A facilidade com a qual as pessoas fazem comentários racistas à respeito de poloneses e de tailandeses, por exemplo, que são duas grandes comunidades na Islândia, surpreende quem vem de países mais multi-culturais e onde esse tipo de comentário não é algo aceitável. Mas pelo que já ouvi dizer, costumava ser pior, e a atitude dos islandeses com estrangeiros vem melhorando conforme a própria Islândia se torna mais multi-cultural.

Pessoalmente, eu nunca sofri nenhum tipo de discriminação direta nesses três anos em que moro aqui na Islândia, e não tenho nenhuma reclamação à esse respeito. Os islandeses que eu conheço e com quem me relaciono no trabalho e no meu círculo de amigos, sempre me trataram muito bem. Essa experiência, claro, varia de pessoa para pessoa. Ainda, acredito que pessoas ignorantes existem em todo lugar do mundo.
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De volta ao verão islandês

Já tem um bom tempo desde o minha última atualização aqui do blog. Estive ocupado nessas últimas semanas aproveitando o curto verão islandês - você tem que parar tudo e aproveitar antes que acabe, porque passa rápido - e também estive viajando participando de um evento na Alemanha.

Agora estou de volta na Gelolândia, e de volta ao trabalho. É impressionante como o país para mesmo no verão, principalmente durante o mês de Julho. Nada acontece no trabalho, já que todo mundo, inclusive os clientes, estão de férias. Parece até época de carnaval no Brasil! O usual nos últimos anos pré- colapso de economia era dos islandeses irem passar suas férias de verão na Espanha ou outra parte ensolarada da Europa, mas hoje em dia na Kreppalandia (kreppa = "crise") a grande maioria dos islandeses está passando as férias acampando aqui na Islândia mesmo. Sempre achei meio loucura acampar por aqui, já que mesmo no verão ainda venta muito e é possível até nevar. Me lembro de uma história que um colega de trabalho me contou, de quando foi acampar no ano passado em Agosto, mas ventou tanto que todos tiveram que sair correndo da barraca que foi então levada pelo vento e nunca mais encontrada.

Antes de eu viajar para a Alemanha, duas semanas atrás, havia um grande escândalo político. Voltei, e o escândalo continua. Dois escândalos na verdade. O primeiro e o maior se trata de venda de uma companhia elétrica chamada HS Orka, pela prefeitura de Reykjanesbær, para uma empresa canadense chamada Magma. A coisa toda cheira à corrupção. Veja só, é proibido por lei na Islândia que empresas de fora da EEA (Área Econômica Européia) comprem fontes de energia natural no país. Para passar por essa lei, a tal empresa canadense abriu uma empresa de fachada na Suécia. E pior, a compra da companhia elétrica está sendo feita com 70% do preço sendo pago por meio de um empréstimo concedido pela própria prefeitura de Reykjanesbær, e empréstimo este segurado apenas nas ações da própria companhia elétrica. Ou seja, se a companhia quebrar, a empresa canadense não precisa pagar nada. Qual é o sentido então, onde está o investimento? É essa a questão que se está perguntando por aqui - com ninou;em menos que a diva islandesa Björk Guðmundsdóttir na liderança do protesto contra essa venda. E quando Björk se pronuncia, ela abe se fazer ouvir. O governo ondeou à beira da implosão por conta desse escândalo nos últimos dias, com um dos partidos da coalizão de governo, o Esquerda-Verde ameaçando deixar o governo se a venda for concluída. Um comitê foi convocado para analisar a situação, e tipicamente para a Islândia, ninguém no comitê tem nenhuma experiência legal e a líder é uma professora de artes! Vamos ver no que dá.

O segundo escândalo é quanto aos empréstimos em moeda estrangeira que foram feitos nos anos anteriores ao colapso da economia em 2008. Muita gente pegou dinheiro emprestado dos bancos em moeda estrangeira, e quando a trona desabou em valor em 2008, o valor dos empréstimo dobraram. Recentemente um juiz decretou que esses empréstimo foram todos ilegais. A parte política do escândalo é que parece que o Ministro da Economia Gylfi Magnússon já sabia há mais de um ano que esses empréstimos eram ilegais, e não só não fez nada à respeito mas ainda mentiu para o parlamento à respeito. A cereja no topo desse bolo de absurdos é que um dos bancos islandeses ameaçou agora processar o governo, olha só, por não tê-lo impedido de quebrar a lei quando emprestando dinheiro em moeda estrangeira! É como se eu estacionasse em lugar não premido, e depois processasse o governo por não me impedir em cometer essa contravenção!

Bom, e isso aí por enquanto… tenho que correr pra varanda pra aproveitar os últimos raios de sol do verão!
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Copa na gelolândia

O pessoal do meu trabalho está apostando no time que vai ganhar a copa. Cada um do meu departamento trouxe uma garrafa de vinho, e os que apostaram no time ganhar vão dividir o número total de garrafas. Como eu pensei que os leitores do blog estariam curiosos sobre a torcida islandesa, aqui está uma relação das apostas do pessoal do meu departamento no trabalho:

Brasil 5
Argentina 4
Espanha 4
Inglaterra 1

A conclusão dessa pequena amostra da população islandesa é de que os islandeses estão com fé no Brasil para ganhar esta copa!

No mais, estou achando que o nível de animação em torno da copa aqui na Islândia é bem menor do que na Inglaterra onde eu morava na copa passada, ou na Escócia onde eu morava na época da copa retrasada. Ainda não vi ninguém no trabalho assistindo jogo algum, ou até mesmo comentando sobre os jogos.

O time da Islândia nunca conseguiu se classificar para uma copa do mundo, e tradicionalmente os islandeses torcem para a "querida nação irmã" Dinamarca. (Os islandeses são, estranhamente, o único povo que eu conheço que ama o país de quem eram colônia).

Bom, hoje em casa com certeza vou assistir ao jogo de estréia do Brasil.
Vamos Brasil, que eu quero ganhar aquelas garafas de vinho!
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O cofrinho e a gravata

Vi uma notícia hoje no jornal achei interessante. Primeiro, por ser uma história típica do que acontece aqui na Islândia, sendo um país onde as crianças correm soltas por aí e onde a polícia lida na maior parte do tempo com tarefas simples e sem perigo, e segundo porque num país tão pequeno os jornais são cheios de notícias sem grande importância jornalística.

Essa parte da liberdade das crianças é algo que me chamou a atenção desde a primeira vez que visitei o país. As criança ficam sempre soltas por aí. É super comum ver crianças sozinhas ou em pequenos grupos de crianças, brincando na rua, andando de bicicleta, etc, e no verão até lá pras onze da noite.

Segundo o artigo do jornal, na manhã do sábado passado a polícia recebeu várias ligações sobre uma menina pequena (o artigo não diz a idade mas parece ser bem pequena, e dái a preocupação das pessoas que a viram) que tinha sido vista caminhando por uma rua movimentada na cidade de Garðabær, um subúrbio da capital, carregando um cofrinho em formato de porquinho.

Um policial foi despachado para procurar pela menina e de início não a encontrou na rua. Olhando dentro de uma grande loja de departamentos, o policial avistou a menina na fila para um dos caixas, segurando o cofrinho e uma gravata. Na hora que ela chegou na frente da fila, a menina tentou comprar a gravata usando o dinheiro do cofrinho. O dinheiro não foi suficiente, então o policial veio conversar com ela. A menina disse que era aniversário do pai e ela queria comprar algo de presente pra ele. O policial ajudou a menina a escolher outra gravata mais barata, mas mesmo assim o dinheiro do cofrinho não era suficiente, então o policial completou o dinheiro do bolso dele mesmo e depois levou a menina pra casa na viatura. Chegando em casa, a mãe ficou surpresa com a história da aventura de compras da criança, e o pai ainda estava dormindo.
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A aventura de dirigir na Islândia

Esse inverno tem sido bem ameno aqui na Islândia, com pouca neve. Isso até poucos dias atrás. Começou a nevar pra valer na noite da quarta-feira passada e já na manhã da quinta feira, cerca de 30 cm de neve cobria o estacionamento do prédio onde eu moro.


(varanda de casa, na quinta-feira de manhã )

Na manhã da quinta-feira, eu saí de casa com o menor dos meus dois carros, um Suzuki Wagon R+, já que minha noiva saiu de casa mais cedo com o carro maior. A viagem pro trabalho foi lenta, levando o triplo do tempo usual, no meio de uma nevasca pela manhã. Com pneus de inverno, com pregos na borracha, a neve na estrada não atrapalhou muito. Durante o resto do dia, a neve continuou caindo furiosamente. Por volta das 16:00, quando eu estava deixando o trabalho, o meu carro andou três metros e atolou na neve. Não andava nem pra trás e nem pra frente. Tive que pegar uma pá, que o escritório tem pra esses casos, e passar uns vinte minutos removendo a neve da frente do carro. Com a miro parte da neve removida à pá, e mais três pessoas empurrando o carro, consegui desatolá-lo e sair do estacionamento. O carro atolou uma segunda vez quando eu estava entrando no estacionamento do meu prédio, mas dessa vez eu consegui dar ré, pegar velocidade e subir na neve. O problema com estacionamentos é que neles a neve se acumula, enquanto nas ruas um caminhão da prefeitura remove a maior parte da neve.


(estacionamento da empresa)

Ne sexta-feira, com ainda mais neve nas ruas, não querendo atolar na neve de novo, decidi ir pro trabalho com o meu carro maior, um jipe Land Rover Freelander 4x4. Esse carro não teve problema com a neve, mas é menos estável nas estradas, já que ele tem pneus especiais que podem ser usados o ano todo mas que não tem pregos. Bom, cheguei no trabalho, estacionei o carro e fiquei tranqüilo sabendo que com um jipe grande assim, não seria problema sair do estacionamento mais tarde. O problema, eu descobri mais tarde, seria controlar o um carro grande e pesado, sem pneus de pregos, sobre a rua coberta de gelo.

Saindo do trabalho na sexta-feira, virei com o carro na rua e a traseira do carro começou a dançar, de um lado pro outro, com o carro patinando. A tração com a rua era zero. Eu tentei controlar o carro, que dançava de um lado e pro outro, até que com um grande estrondo ele bateu de frente numa parede de pedra. O que ficou na minha mente foi o barulho, até mais do que a força do impacto. Eu não machuquei nem nada, estava de cinto e devia estar à uns 30-40 km por hora apenas. Ainda, eu pensei que a frente do carro estaria destruída pra falar a verdade, com ele ali atravessado na rua, perpendicular ao muro. Mas, pra minha surpresa, quando liguei o carro novamente, ele estava funcionando normalmente. Dei ré, manobrei e desci do carro pra checar o estrago. Surpresa ainda maior foi que o único dano da batida foi a placa do carro ter amaçado um pouco. Com carro em si, literalmente nem um arranhão. O para-choque de plástico desse carro parece ser bem forte, e ajudou que havia uma pequena montanha de neve na frente do muro de pedra que amorteceu um pouco o impacto. O susto foi grande, mas ficou tudo bem.



Quando eu contei o acontecido para amigos islandeses nesse fim de semana, todos tinham uma história similar pra contar de carros descontrolados, freios praticamente sem efeito sobre o gelo, e de todo tipo de batidas no inverno, não importando o tipo de pneu ou o tipo de tração do carro. Ainda me disseram que não conhecem ninguém que nunca passou por uma situação dessas. Esse é um fato da vida na Gelolândia, para todos.
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A chave e o gelo

Esse tipo de coisa só acontece mesmo quando se está de hora marcada para um compromisso importante.

Hoje pela manhã, eu tinha que estar no parlamento islandês, à trabalho, às 10:00. Saí de casa então um pouco mais tarde que o usual, sem saber o problema que esperava por mim no estacionamento.

Quando fui abrir a porta do carro, a chave não entrava na fechadura. Forçando a chave com calma, ela entrou até o final mas não girava nem abria a porta do carro. A fechadura estava congelada!

Suspeito que o que aconteceu é que entrou água dentro da fechadura ontem quando eu levei o carro à um lava-rápido, e a água congelou dentro da fechadura nessa manhã quando a temperatura estava em -5 graus C.

Tive que telefonar pra minha noiva, pra ela vir do trabalho com o outro carro. Quando ela chegou e me viu agachado ao lado da porta do carro, soprando ar quente na fechadura para tentar descongela-lá, ela me avisou que fazer isso é perigoso. Ela me disse que acontece muito de alguém que está tentando soprar ar quente dentro da fechadura de porta do carro deixar encostar os lábios no metal gelado sem querer, e os lábios ficarem grudados na porta por causa do frio. Daí a pessoa fica com a boca grudada na porta do carro até alguém trazer água quente para decongelar. Ainda bem que isso não aconteceu comigo, já pensou que situação!


Nessa foto abaixo não sou eu, mas ilustra bem meu predicamento.


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Rua fechada por motivo de tempo bom

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trânsito

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Marinheiro de laguinho

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A vida noturna de Reykjavík

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Dia mais quente dos últimos 17 anos

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De volta

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A varanda e o dilúvio

Nas últimas semana tem nevado bastante, quase todo dia. Nevou tanto que a varanda aqui do meu apartamento tinha 50 cm de neve. Na semana passada eu vi na previsão do tempo na televisão que na noite da última sexta-feira a temperatura iria subir de -7 graus para +5. Fiquei logo preocupado que com uma mudança brusca de temperatura como essa, a enorme quantidade de neve acumulada na varanda iria derreter e inundar o apartamento, já que a porta da varanda não é das melhores em termos de isolamento. Tive então que pegar uma pá emprestada e com ela retirar o meio-metro de neve que havia acumulado.

Naquela noite esquentou mesmo, a temperatura subiu para +5 graus, choveu e ventou muito pela noite. Na manhã seguinte a temperatura baixou de novo para -3 graus e como resultado a água da neve que havia derretido por toda Reykjavík durante a noite congelou. Caminhar pelas calçadas nessa manhã não foi fácil, quando uma camada de gelo se forma assim a calçada fica super escorregadia. É até possível comprar por aqui uma espécie de meia de borracha que você coloca encima do sapato e que tem pregos na sola para ajudar a caminhar no gelo sem escorregar.

Aliás, falando em previsão do tempo, uma coisa que eu sempre achei engraçada aqui na Islândia é que a previsão do tempo é sempre muito longa na televisão, dura pelo menos uns cinco minutos. Isso é uma diferença enorme para previsão do tempo no Brasil, que geralmente se resume em dizer que está quente no país todo e talvez chova em São Paulo, pronto, meio minuto. Outra coisa interessante é que aqui na Islândia quem apresenta a previsão do tempo na televisão não é uma modela ou apresentadora de televisão com um sorriso reluzente e um vestido da moda, como no Brasil, mas sim sempre um meteorologista e que geralmente tem a mesma quantidade de carisma que uma tempestade de granizo. Cheguei até a perguntar para um islandês o porque de usar alguém que não é tão carismático ou desenvolto diante das câmeras ao invés de uma modelo ou apresentador profissional, a resposta foi: "Ninguém iria acreditar numa previsão do tempo apresentada por uma modelo, tem que ser alguém com autoridade no assunto!". Ah, e também tem depois da previsão do tempo normal uma previsão para as crianças, onde eles mostram um mapa da Islândia com desenhos de crianças em cada parte do país mostrando como elas deveriam se agasalhar, o que invariavelmente é o mais agasalhado possível.

Segue uma foto da ameaça de inundação.


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Ano Novo, e nada de novo

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Aumenta a TV, que o vento está forte!

Ontem à noite estava ventando tanto que estava difícil de escutar a televisão. Sem brincadeira, tive que colocar o som da televisão no máximo para conseguir escutar o programa que eu estava assistindo, por cima do barulho do vendo fazendo a curva no prédio e passando pela nossa varanda. O barulho ...uuuuuuuuUUUUUUUUuuuUUUUUUU... era impressionante. Hoje resolvi conferir qual era mesmo a velocidade do vento, e segundo o jornal o vento de ontem à noite chegou à 35 metros por segundo, ou 126 kilometros por hora, o que segundo o próprio jornal não é fora do comum para essa época do ano.

Acho que em descrevendo o clima aqui da Islândia, o frio nem é tanto um problema, já que os prédios e casa são muito bem aquecidos, os carros são aquecidos, e não se usa caminhar pelas ruas. Frio mesmo só se sente nos poucos metros entre a porta de casa e o carro, nada que um bom agasalho não resolva. O problema é mais o vento mesmo, junto com a chuva quase constante. Eu já vi carros virados do lado de estradas, que foram jogados fora da estrada pelo vento, e já senti o carro sacudindo com o vento quando dirigindo pelas ruas de Reykjavík. Já ouvi dizer também que é comum crianças terem que se segurar nos postes para não serem arrastadas pelo vento. Coisa de louco.
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De volta à Islândia, passeio no porto

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meio-dia / meia-noite

Durante o mês de Julho nunca anoitece aqui na Islândia, o fenômeno é conhecido como "o sol da meia-noite". Para mostrar a diferença de luz durante o dia e a noite, eu tirei duas séries de fotos nesse verão, da varanda do meu apartamento. Montei então dois panoramas com cada série de seis fotos, um mostrando a vista ao meio-dia e outro à meia noite.

Clique na foto abaixo para ver os dois panoramas juntos em alta resolução.



Eu mesmo fiquei surpreso ao ver as fotos juntas e ver que tem tão pouca diferença entre a luz do meio-dia e da meia-noite durante o verão aqui na Islândia.
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os sapatos de Reykjavík estão em perigo!

Hoje eu tinha uma reunião no trabalho com dois colegas para discutir um projeto. Cheguei cedo e encontrei com um mas nada do outro aparecer. Depois de meia hora de espera veio a ligação no meu celular, e por essa desculpa eu não esperava: "Pedro, desculpa mas vou chegar atrasados porque roubaram meus sapatos!"

Eu tive que perguntar mais sobre esse mistério do roubo dos sapatos desse colega... como assim, alguém teria arrombado a casa dele só para roubar um par de sapatos?! Depois de algumas explicações dele a coisa ficou mais clara...

Acontece que, como eu já havia discutido antes aqui no blog, os islandeses não usam sapatos dentro de casa, e algumas famílias deixam seus sapatos fora de casa. No caso desse meu colega de trabalho, ele deixa e sempre deixou todos os sapatos dele do lado de fora da porta do apartamento, num shoe rack no corredor, e nessa manhã dois pares haviam desaparecido. Eu desejei boa sorte à ele nas investigações do crime e tivemos que re-agendar a reunião.

Cuidado, caros leitores, tragam os seus sapatos para dentro de casa, porque o ladrão de sapatos de Reykjavík está à solta!
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Sol da Meia-Noite

Durante o mês de junho o sol nunca some completamente do céu e nunca escurece mesmo durante à noite. Eu ainda estou me acostumando com o chamado sol-da-meia-note, é estranho ir pra cama com a noite tão clara quanto o dia.

Essas fotos eu tirei à precisamente meia-noite em Kopavogur, um subúrbio perto de Reykjavík.





Clique aqui para ver as fotos em alta resolução
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Tempestade de neve de verão

O verão começou já tem mais de um mês, e o tempo tem sido bom nas últimas semanas com sol e temperaturas de até 12 graus, o que é bem quente por aqui.

Já hoje de amanhã, no caminho do trabalho, para a minha surpresa... uma tempestade de neve! E eu fiquei pensando "ah, é só uma tempestade de neve no meio do verão, acontece em qualquer lugar!!"
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O Cachorro Quente do Clinton

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Aulas de teoria da direção...

Na Islândia, como eu já havia comentado, o transporte público não é dos melhores e muito pouco utilizado, e todo mundo usa carros para se deslocar dentro e fora das cidade. O país tem a maior taxa de carros per capita do mundo. Não saber dirigir por aqui é o equivalente de ser de outro planeta, as pessoal te olham em choque e incapazes de compreender como isso pode acontecer. Bom, resolvi então parar de nadar contra a maré e finalmente me resignei ao fato de que vou ter que aprender a dirigir.

Nessa semana entrei nas aulas de teoria da direção em Reykjavík. Pela legislação islandesa, você é obrigado a fazer essa uma semana, cinco dias com 4 horas de aula por dia, de curso antes de tentar a prova teórica. O curso custa ISK26,000.00 que é o equivalente à R$830,00, e isso não cobra a prova ou a parte prática. Filizmente, eles tem uma vez por mês o curso em inglês, para estrangeiros.

Contando comigo, são 20 pessoas no curso. Tem gente de vários países diferentes: Filipinas, Romenia, Holanda, França, Turquia, China, Suécia, Dinamarca, e outros.


... e a Miss Mundo

Um fato interessante e ingraçado aconteceu na aula de teoria de direção ontem. No meio da aula alguém bate na porta da sala, e quando a porta se abre, ninguém menos do que
Unnur Birna Vilhjálmsdóttir, a Miss Islândia e Miss Mundo de 2005, entra e entrega alguns papéis ao professor. Depois que ela saiu, o professor retomou a aula, e conversa foi mais ou menos assim:


Professor - "Então, alguém tem alguma pergunta?"

Rapaz da Suécia, levantando a mão - "Eu tenho uma pergunta. Essa era a Miss Islândia e Miss Mundo??"

Professor - "Era ela sim. Você quer ir lá fora dar uma olhada nela?"

Rapaz da Suécia - "Ah, mas é claro, eu quero sim!!"


Foi muito engraçado, e o resto da sala caiu na risada.

Não sei ao certo o que a Miss Mundo estava fazendo na escola de direção, mas suspeito que ela faça parte do teste final, em que os alunos tem que dirigir perto dela, estando ela vestida de saia curta, sem perder o controle do carro! :-D
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Para um islandês, basta o Assunto

Uma coisa que eu percebi ultimamente e que me irrita um pouco é que os islandeses tem mania de mandar emails vazios e com o conteúdo todo no campo do assunto (subject). No trabalho estou sempre recebendo emails vazios e com três linhas de texto no assunto, estranho mesmo. Outra coisa clara é que os islandeses não perdem tempo com cordialidades, emails mesmo no trabalho geralmente não tem introdução ou assinatura do autor e são diretos ao ponto. Deve ser uma reflexão da linguagem mesmo, afinal na língua islandesa nem existe uma palavra para "por favor". Os meus colegas de trabalho aqui devem pensar que eu sou tão cheio de cerimônia, com os hábitos de etiqueta que eu peguei nos meus sete anos morando no Reino Unido!
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Gleðilegt Súmar!

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Eventos do fim de semana

Nesse último fim de semana fui à dois eventos aqui em Reykjavík, uma feira de tecnologia e informática, e um mini-encontro de RPG.

A feira de tecnologia me surpreendeu pelo tamanho e pela boa organização. Passei algumas horas lá olhando os stands das dezenas de empresas que estavam lá mostrando os seus produtos e serviços. Tinha muita coisa interessante em termos de internet, computadores, videogames, etc. Inclusive tinha um stand da Apple com seus computadores da linha Macintosh e também um stand da Sony com vários Playstation3 disponíveis para serem jogados pelos visitantes. Li no jornal que 15 mil pessoas foram visitar esse evento durante o fim de semana, o que é o equivalente à 5% da população da Islândia.










O segundo evento que visitei nesse fim de semana foi bem menor em tamanho, mas de grande interesse pra mim. A loja de quadrinho, livros e DVDs chamada Nexus, de Reykjavík, organizou nesse fim de semana um encontro de jogadores de RPG, o jogo de mesa estilo pen-and-paper. O evento atraiu até um número razoável de jogadores e aproveitei para fazer alguns contatos. Eu jogo RPG há 15 anos e fiquei feliz de ver que existe aqui em Reykjavík uma comunidade de jogadores, e que assim vou poder dar continuidade à esse meu hobby!

A Nexus é uma loja bem legal, e parece que eles estão sempre organizando eventos interessantes, além de terem também um bom espaço dedicado para que os clientes usem para jogos de cartas e RPG.

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Internet

Finalmente eu agora tenho conexão internet de banda larga em casa. Eu já não aguentava mais a conexão discada, haja paciência pra esparar cada página baixar!

Agora estou com uma conexão adsl de 12Mb/s. Essa velocidade é até bem rápida, mesmo que seja bem improvável que eu consiga essa velocidade toda de 12Mb/s quando conectando a sites fora da Islâdia, já que essa ilha perdida no meio do atlântico tem somente um único cabo marítimo que a conecta à internet, e essa conexão às vezes fica bem congestionada. No mesmo testes a velocidade real para o exteriror ficou em cerca de metade disso, mas mesmo assim ainda é bem rápido.

A Islândia é o pais com a maior concentração de usuários de internet de banda larga no mundo, com 27% da população conectando à internet por linhas digitais de pelo menos 1Mb/s. Como o país se modernizou bem recentemente, a infraestrutura é nova, com fira-ótica até todas as casas nas áreas metropolitanas.

Agora que o meu acesso à internet melhorou bastante, vou tentar colocar mais fotos no blog.
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Neve em Reykjavík

Na Islândia geralmente neva seis meses por ano, de Novembro até Abril. Nas duas semanas desde eu cheguei, no entanto, o tempo tem sido frio em torno de -5 graus mais com céu aberto e sol. Ontem à noite começou a nevar pela primeira vez desde que eu cheguei, então peguei a câmera e fui tirar algumas fotos.












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Sorvete e carrinhos de supermercado

Para qualquer um que visite a Islândia, algo logo se torna claro: a paixão dos islandeses por sorvete e por carrinhos de supermercado.

Para quem nunca esteve nessa ilha perdida no meio do atlântico norte, pode até pensar que devido ao clima frio os islandeses não gostem muito de sorvete e que prefiram algo que os ajude a se esquentar. Nada poderia estar mais longe da verdade. Mesmo estando abaixo de zero pela maior parte do ano, os islandeses são loucos por sorvete. As lojas de sorvete estão por todos os lados, e não são só as muitas lojas dedicadas, mas também todas as lojas de conveniência, locadoras de DVD e até mesmo muitos posto de gasolina também vendem sorvete. A preferência nacional é pelo sorvete de baunilha na casquinha, desses que saem de uma máquina. Até mesmo no meio da tarde num dia de semana, no meio do inverno de -10 graus, por aqui as sorveterias estão sempre cheia. Na Terra do Gelo, todos amam sorvete. Vai entender!

Essa foto eu tirei no shopping centre Smáralind, de uma das várias sorveterias desse shopping mall...



A segunda paixão dos islandeses que é fácil de se ver mas difícil de se entender é com os carrinhos de supermercado. Em qualquer loja de tamanho razoável na Islândia se vê gente empurrando carrinhos de supermercado. É muito comum pessoas com carrinhos de supermercado em shopping centres, entrando de uma loja à outra com o carrinho. Na feira de livros que está acontecendo num restaurante/museu por aqui, estava cheia de gente com carrinhos de supermercado também.

Mais fotos que eu tirei em Smáralind, com os carrinhos...



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IKEA

Um dos meus programas para o último fim de semana foi visitar a loja de móveis IKEA. Quem já morou na Europa, ainda mais especificamente em um dos países escandinavos, sabe que a IKEA para muitos é uma atração para se levar a família e passar o dia. Eu pessoalmente não gosto tanto da "experiência IKEA", mas eu estava curioso para visitar a loja nova que acabou de abrir aqui na Islândia.

A IKEA é originalmente sueca, mas hoje as lojas estão em todas as grandes cidades européias. O sucesso da empresa é baseado na idéia de que os clientes passeiam pela enorme loja admirando os móveis de design escandinavo e no final do passeio vão até um enorme galpão onde eles mesmos pegam caixas com as peças dos móveis, que são todos desmontados, pagam e levam pra casa satisfeitos. E depois passam os próximos dias quebrando a cabeça tentando montar o seu novo sofá ou estante. Todas as lojas tem ainda um restaurante de comida sueca, sempre com filas de clientes ávidos para comer almôndegas, e também uma loja de biscoitos e doces suecos.

O sucesso da IKEA é tão grande que se estima, essa estatística eu vi na BBC, que um terço dos europeus com menos de 25 anos foram concebidos em uma cama feita pela IKEA. Cada vez que uma nova loja abre é um evento cheio de histeria. A abertura da quarta loja em Londres no ano passado, por exemplo, atraiu tanta gente que várias pessoas foram hospitalizadas depois de serem pisoteadas quando as portas de abriram.

A IKEA já está na Islândia há muitos anos, mas recentemente a loja mudou de lugar e foi expandida. Com vocês, a foto que eu tirei do templo aos móveis suecos desmontados, filial de Reykjavík.

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Primeiro dia de aula de islandês

Tive hoje minha primeira aula do curso de islandês. Eu já tinha estudado islandês por dois anos em Londres, mas estou meio enferrujado porque já não estudo tem mais de um ano. Resolvi recomeçar agora no nível dois, e acho que foi uma boa escolha. A minha turma é bem variada, tem um venezuelano, um nigeriano, um algeriano, uma holandesa, uma alemã, e uma finlandesa. Começamos com coisas gerais que são úteis para o dia-à-dia, como nomes das roupas e dos alimentos, com suas variações de gênero e declinações. O complicado do islandês é exatamente que logo quando você acha que aprendeu uma palavra, você ainda tem que aprender todas as variações, porque todos os substantivos e adjetivos declinam e as declinações mudam de acordo com o gênero e com o número também. Ufff!

Bom, espero que logo eu esteja podendo ler os jornais e conversar com as pessoas em islandês, pelo menos no nível mais básico. Amanhã eu começo o meu trabalho e vai ser interessante ver como a coisa vai funcionar com os emails e tudo mais em islandês. Estou animado, vamos ver!
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Canais de televisão

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