A aventura de dirigir na Islândia
28/02/10 23:31
Esse inverno tem sido bem ameno aqui na Islândia, com pouca neve. Isso até poucos dias atrás. Começou a nevar pra valer na noite da quarta-feira passada e já na manhã da quinta feira, cerca de 30 cm de neve cobria o estacionamento do prédio onde eu moro.

(varanda de casa, na quinta-feira de manhã )
Na manhã da quinta-feira, eu saí de casa com o menor dos meus dois carros, um Suzuki Wagon R+, já que minha noiva saiu de casa mais cedo com o carro maior. A viagem pro trabalho foi lenta, levando o triplo do tempo usual, no meio de uma nevasca pela manhã. Com pneus de inverno, com pregos na borracha, a neve na estrada não atrapalhou muito. Durante o resto do dia, a neve continuou caindo furiosamente. Por volta das 16:00, quando eu estava deixando o trabalho, o meu carro andou três metros e atolou na neve. Não andava nem pra trás e nem pra frente. Tive que pegar uma pá, que o escritório tem pra esses casos, e passar uns vinte minutos removendo a neve da frente do carro. Com a miro parte da neve removida à pá, e mais três pessoas empurrando o carro, consegui desatolá-lo e sair do estacionamento. O carro atolou uma segunda vez quando eu estava entrando no estacionamento do meu prédio, mas dessa vez eu consegui dar ré, pegar velocidade e subir na neve. O problema com estacionamentos é que neles a neve se acumula, enquanto nas ruas um caminhão da prefeitura remove a maior parte da neve.

(estacionamento da empresa)
Ne sexta-feira, com ainda mais neve nas ruas, não querendo atolar na neve de novo, decidi ir pro trabalho com o meu carro maior, um jipe Land Rover Freelander 4x4. Esse carro não teve problema com a neve, mas é menos estável nas estradas, já que ele tem pneus especiais que podem ser usados o ano todo mas que não tem pregos. Bom, cheguei no trabalho, estacionei o carro e fiquei tranqüilo sabendo que com um jipe grande assim, não seria problema sair do estacionamento mais tarde. O problema, eu descobri mais tarde, seria controlar o um carro grande e pesado, sem pneus de pregos, sobre a rua coberta de gelo.
Saindo do trabalho na sexta-feira, virei com o carro na rua e a traseira do carro começou a dançar, de um lado pro outro, com o carro patinando. A tração com a rua era zero. Eu tentei controlar o carro, que dançava de um lado e pro outro, até que com um grande estrondo ele bateu de frente numa parede de pedra. O que ficou na minha mente foi o barulho, até mais do que a força do impacto. Eu não machuquei nem nada, estava de cinto e devia estar à uns 30-40 km por hora apenas. Ainda, eu pensei que a frente do carro estaria destruída pra falar a verdade, com ele ali atravessado na rua, perpendicular ao muro. Mas, pra minha surpresa, quando liguei o carro novamente, ele estava funcionando normalmente. Dei ré, manobrei e desci do carro pra checar o estrago. Surpresa ainda maior foi que o único dano da batida foi a placa do carro ter amaçado um pouco. Com carro em si, literalmente nem um arranhão. O para-choque de plástico desse carro parece ser bem forte, e ajudou que havia uma pequena montanha de neve na frente do muro de pedra que amorteceu um pouco o impacto. O susto foi grande, mas ficou tudo bem.

Quando eu contei o acontecido para amigos islandeses nesse fim de semana, todos tinham uma história similar pra contar de carros descontrolados, freios praticamente sem efeito sobre o gelo, e de todo tipo de batidas no inverno, não importando o tipo de pneu ou o tipo de tração do carro. Ainda me disseram que não conhecem ninguém que nunca passou por uma situação dessas. Esse é um fato da vida na Gelolândia, para todos.
A chave e o gelo
15/02/10 23:23
Esse tipo de coisa só acontece mesmo quando se está de hora marcada para um compromisso importante.
Hoje pela manhã, eu tinha que estar no parlamento islandês, à trabalho, às 10:00. Saí de casa então um pouco mais tarde que o usual, sem saber o problema que esperava por mim no estacionamento.
Quando fui abrir a porta do carro, a chave não entrava na fechadura. Forçando a chave com calma, ela entrou até o final mas não girava nem abria a porta do carro. A fechadura estava congelada!
Suspeito que o que aconteceu é que entrou água dentro da fechadura ontem quando eu levei o carro à um lava-rápido, e a água congelou dentro da fechadura nessa manhã quando a temperatura estava em -5 graus C.
Tive que telefonar pra minha noiva, pra ela vir do trabalho com o outro carro. Quando ela chegou e me viu agachado ao lado da porta do carro, soprando ar quente na fechadura para tentar descongela-lá, ela me avisou que fazer isso é perigoso. Ela me disse que acontece muito de alguém que está tentando soprar ar quente dentro da fechadura de porta do carro deixar encostar os lábios no metal gelado sem querer, e os lábios ficarem grudados na porta por causa do frio. Daí a pessoa fica com a boca grudada na porta do carro até alguém trazer água quente para decongelar. Ainda bem que isso não aconteceu comigo, já pensou que situação!
Nessa foto abaixo não sou eu, mas ilustra bem meu predicamento.

Rua fechada por motivo de tempo bom
20/09/09 17:05

Vi essa placa na rua outro dia e achei engraçada!
A placa, numa rua do centro de Reykjavík chamada Posthússtræti (Rua do Correio), que se encontrava fechada para carros naquele dia, dizia: “Posthússtræti fechada por motivo de tempo bom”
trânsito
13/08/09 12:22
Uma das coisas que chama a atenção de qualquer visitante à Islândia é o fato de que s carros sempre para para pedestres atravessarem a rua. Esse é um ponto positivo do trânsito na Islândia.
O ponto negativo só é óbvio para aqueles que dirigem por aqui: os islandeses, no geral dirigem muito mau. A expressão inglesa “driving like a maniac” seria bem adequada. Os motoristas por aqui estão sempre acima do limite de velocidade, raramente dão seta para mudar de pista, e ficam grudados na traseira do carro da frente. Ainda, manobras proibidas e de algo risco são comuns de se ver pelas ruas.
É interessante que, mesmo com esse comportamento extremo ao volante, eu nunca ouvi falar de um caso de “road rage” por aqui, que são comum em outros país onde motoristas descem do carro e se atacam fisicamente. Acho que por aqui existe um entendimento de que as manobras malucas e comportamento de perigo ao volante são a norma, o que todo mundo faz, e assim ninguém leva pro lado pessoal.
Eu não posso comparar com o Brasil, já que estou fora do país por quase dez anos e nunca dirigi por lá. Mas comparados aos motorista britânicos, pelo menos, os islandeses são maus motoristas.
Aproveitando o assunto, outra coisa que me chateia no trânsito por aqui é não só o excesso de rotatórias em alguns bairros mas o fato de que as rotatórias sempre são elevadas no centro, o que impede que se consiga ver o trânsito do outro lado e em conseqüência se tem que diminuir a velocidade, o que é exatamente o que a rotatória deveria existir para evitar. Quando comentando disso com um amigo islandês, a resposta que obtive foi de que as rotatórias são elevadas por que senão todo mundo passaria por cima ao invés de seguir o contorno. Talvez essa seja a causa geral dos problemas no trânsito da Gelolândia, uma atitude de ser “o dono da rua”.
De qualquer maneira, no geral o trânsito por aqui é tranqüilo desde que se acostume com essa atitude ruim dos outros motoristas. Engarrafamentos são muito raros, e normalmente só ocorrem quando o clima está muito ruim, tem muita neve na rua, etc. O melhor é que, na capital, normalmente não se leva mais de 15 minutos pra chegar à qualquer lugar de carro.
Marinheiro de laguinho
06/08/09 13:52
Hoje pela manhã quando eu estava caminhando para o prédio do parlamento islandês para fazer um trabalho pro governo, eu vi um cena um tanto inesperada. Um pequeno agrupamentos de pessoas cercava um japonês vestido de marinheiro e segurando um modelo de plástico de um navio de guerra. Eu parei para conferir do que se tratava. O japonês colocou na água um dos seus navios que então começou a soltar fogos de artifício enquanto progredindo até o meio da lagoa. O japonês então puxava de volta os navios via uma cordinha amarrada nelas e repetia o processo, claramente satisfeito coma atenção.


Parei para conversar com essa figura inusitada. Na verdade o marinheiro de laguinho não era japonês, mas um coreano, que vem viajando pela Europa com seus modelos de navios. Ele tinha acabado de chegar de Groenlândia, e planejava ficar aqui na Islândia por alguns dias. - “Volte aqui durante a noite, daí o espetáculo é ainda mais interessante. Estarei aqui toda noite!” - ele me contou animado.
O trabalho estava esperando por mim, e assim infelizmente tive que deixar pra trás o coreano que no final explicava, com ar de autoridade no assunto, a capacidade naval da Coréia do Norte em comparação com a sua nativa Coréia do Sul, enquanto desmontando um de seus modelos para mostrar os mecanismos internos.
Tá aí algo que não se vê todos os dias nas ruas de Reykjavík.
A vida noturna de Reykjavík
26/12/08 19:34
A capital islandesa é famosa pela vida noturna agitada, que dizem estar entre as melhores do norte da Europa.
Os islandeses costumam a começar a noite bebendo em casa, ou na casa de amigo, e então ir aos cafés, bares e danceterias no centro de Reykjavík lá pra meia-noite ao mais terde ainda. A agitação continua até o amanhecer.
No sábado passado eu e alguns amigos fomos à alguns bares e discotecas e tiramos algumas fotos da noite. Como eu acho que tem muita gente curiosa à respeito de como é a vida noturna em Reykjavík, estou compartilhando aqui algumas das minhas fotos dessa noite.
Clique aqui para ver o resto das fotos da vida noturna de ReykjavíkDia mais quente dos últimos 17 anos
30/07/08 01:35
A sexta-feira passada foi o dia mais quente dos últimos 17 anos na capital islandesa. Os termômetros registraram a temperatura escaldante de 23 graus!
Várias empresas fecharam as portas e mandaram os empregados para casa por causa do calor. Sério mesmo.
As opiniões que eu mesmo ouvi dos islandeses estavam dividas entre animação com o aquecimento global e reclamações do calor intenso do dia.
De volta
09/04/08 15:26
Depois de três semanas de férias nas terras tropicais do Brasil, estou de volta nesse rochedo perdido no polo norte. De 30 graus para -3, de camisa de manga curta para casacão de inverno. De cerveja barata para... não quero nem pensar! Férias sempre parecem ser curtas demais. De qualquer maneira, é bom estar de volta na Gelolândia, senti falta dos meus amigos daqui e da minha casa.
A viagem da Islândia ao Brasil é mesmo muito longa. Na ida eu peguei um vôo de três horas com a Icelandair para Londres, esperei oito horas no earoporto de Londres para pegar um vôo da TAP de mais três horas para Lisboa, daí esperei no aeroporto em Lisboa mais quatro horas pra então pegar o vôo de 10 horas para Belo Horizonte. No total 28 horas de viagem! E isso sem contar com deslocamento pros aeroporto, que são distantes aqui na Islândia e em BH também. Na volta, mesmo esquema. Depois de uma viagem longe assim é que você reflete que a Islândia é mesmo o fim do mundo, onde o proverbial Judas perdeu as botas depois delas terem congelado.
A espera de oito horas no aeroporto em Londres na ida foi à noite e portanto todas as lojas estavam fechadas e o aeroporto repleto de mendigos dormindo nos assentos. Mas até não foi tão ruim assim porque consegui encontrar um canto com uma tomada na área de espera. A minha felicidade ao ver a tomada foi como num desses filmes de sessão da tarde, como se uma luz dourada saísse dos três preciosos e abençoados buracos na parede, prometendo horas de entretenimento. Sentei ali, liguei meu notebook na santa tomada e passei umas seis horas na internet, navegando e conversando com a família no Skype e também com jogos.
Na volta para a Islândia, a única pergunta que me foi feita pelo oficial de imigração no aeroporto aqui na Islândia, depois dele olhara para o meu cartão islandês de identidade de estrangeiro, foi, só pra me fazer sentir com complexo de perseguição sobre o assunto, "Talarðu íslenskú?" (Você fala islandês?). Tá bem, tá bem, vou entrar no curso de novo, e um dia eu chego lá!
O dinheiro encolheu...
Voltei das férias para descobrir que fiquei mais pobre. Eu o resto dos habitantes da Gelolândia que ganhamos em coroas islandesas. A moeda islandesa despencou de valor em 20% enquanto eu estava fora do país. Sem razão específica, só por causa da "crise internacional de crédito" que causou uma falta de confiança nos bancos islandeses no mercado internacional. O problema com a economia aqui na Islândia é que ela é tão pequena que basta um investidor de maior porte enfiar a mão no bolso, que o mercado quebra e a moeda despenca. Na minha opinião, o governo deveria ter intervido no mercado para impedir uma queda tão grande no valor da moeda. Melhor, podiam acabar com essa frescura e se juntar à UE e adotar o Euro logo!
Existe um clima por aqui atualmente de que o país acabou de entrar numa crise econômica que ainda vai durar por algum tempo. Até mesmo o porta-voz do Primeiro Ministro divulgou nessa semana uma nota dizendo que: "Todos os indicativos são de que a expansão da economia está se revertendo. As previsões atuais são de um enfraquecimento da economia nacional da Islândia, depois de vários anos de crescimento rápido. A situação atual dos mercados financeiros internacionais apontam para um futuro incerto. "
Num país onde tudo é importado, uma queda dessas no valor da moeda com certeza fará com que o custo de vida em geral aumente. Nessa semana o leite já aumentou em 14,6% e o litro agora custa SK 100 (USD $1.32, Real 2,31). Notei hoje que o preço do sorvete na sorveteria perto do meu trabalho subiu também.
E a gasolina subiu...
Nessa semana tem havido protestos de caminhoneiros bloqueando as principais avenidade de acesso à Reykjavík e Kopavogur, por causa de uma alta recente no preço dos combustíveis. A Islândia não produz nenhum petróleo, logo todo combustível tem que ser importado, o que deixa o país vulnerável às recentes altas no preço do pretóleo, muito para a infelicidade dos caminhoneiros. Aqui na Islândia, que é um país do tamanho da Inglaterra, não existem trens e tudo tem que ser transportado por caminhões, logo qualquer tipo de protesto dessa classe se torna complicado. Para mim pessoalmente, o chato foi levar o triplo do tempo pra chegar no trabalho pela manhã nos últimos dois dias por causa desses protestos.
A varanda e o dilúvio
11/02/08 11:24
Nas últimas semana tem nevado bastante, quase todo dia. Nevou tanto que a varanda aqui do meu apartamento tinha 50 cm de neve. Na semana passada eu vi na previsão do tempo na televisão que na noite da última sexta-feira a temperatura iria subir de -7 graus para +5. Fiquei logo preocupado que com uma mudança brusca de temperatura como essa, a enorme quantidade de neve acumulada na varanda iria derreter e inundar o apartamento, já que a porta da varanda não é das melhores em termos de isolamento. Tive então que pegar uma pá emprestada e com ela retirar o meio-metro de neve que havia acumulado.
Naquela noite esquentou mesmo, a temperatura subiu para +5 graus, choveu e ventou muito pela noite. Na manhã seguinte a temperatura baixou de novo para -3 graus e como resultado a água da neve que havia derretido por toda Reykjavík durante a noite congelou. Caminhar pelas calçadas nessa manhã não foi fácil, quando uma camada de gelo se forma assim a calçada fica super escorregadia. É até possível comprar por aqui uma espécie de meia de borracha que você coloca encima do sapato e que tem pregos na sola para ajudar a caminhar no gelo sem escorregar.
Aliás, falando em previsão do tempo, uma coisa que eu sempre achei engraçada aqui na Islândia é que a previsão do tempo é sempre muito longa na televisão, dura pelo menos uns cinco minutos. Isso é uma diferença enorme para previsão do tempo no Brasil, que geralmente se resume em dizer que está quente no país todo e talvez chova em São Paulo, pronto, meio minuto. Outra coisa interessante é que aqui na Islândia quem apresenta a previsão do tempo na televisão não é uma modela ou apresentadora de televisão com um sorriso reluzente e um vestido da moda, como no Brasil, mas sim sempre um meteorologista e que geralmente tem a mesma quantidade de carisma que uma tempestade de granizo. Cheguei até a perguntar para um islandês o porque de usar alguém que não é tão carismático ou desenvolto diante das câmeras ao invés de uma modelo ou apresentador profissional, a resposta foi: "Ninguém iria acreditar numa previsão do tempo apresentada por uma modelo, tem que ser alguém com autoridade no assunto!". Ah, e também tem depois da previsão do tempo normal uma previsão para as crianças, onde eles mostram um mapa da Islândia com desenhos de crianças em cada parte do país mostrando como elas deveriam se agasalhar, o que invariavelmente é o mais agasalhado possível.
Segue uma foto da ameaça de inundação.

Ano Novo, e nada de novo
25/01/08 02:30
Já tem três semanas desde o meu último update ao blog, mas não porque decidi parar de escrever, ou que decidi mudar dessa rocha perdida no Atlântico Norte, ou mesmo que eu tenha esquecido o português. É simplesmente porque nada de novo anda acontecendo aqui na Gelolândia. Aliás, eu suponho esse é um assunto em si, de que num país pequeno e geograficamente isolado como esse, não acontece muita coisa. O que me lembra dos jornais daqui, que muitas vezes tem notícias sobre bezerros que nasceram em fazendas no interior, sobre alguma criança que aprendeu a tocar um instrumento musical, ou alguém que voltou de viagem de algum lugar mais exótico. Deve ser mesmo um desafio e tanto encher um jornal com notícias de uma comunidade tão pequena.
Bom, um evento que eu ainda não tinha falado à respeito é o Ano Novo. O que faz essa data ser uma experiência única e interessante aqui na Islândia é que não há um espetáculo de fogos de artifício oficial das cidades. O que acontece é que cada família compra muitos, mas muitos, fogos de artifício. Meus colegas de trabalho, por exemplo compraram entre 5 e 10 quilos de fogos para a ocasião. Logo na virada do ano, todas as famílias soltam os fogos ao mesmo tempo, de forma que o céu sobre a cidade fica cheio de explosões coloridas em todas as direções. Reykjavík fica parecendo uma zona de guerra super-colorida.
Meu lugar preferido para se observar o espetáculo dos fogos é no topo do morro onde fica a igreja em Kopavogur, logo fora de Reykjavik. De lá, olhando pro norte você vê Reykjavík, à direita fica Garðabær, e ao sul fica Hafnarfjörður, todos parte da Grande Reykjavík. Assim, quase 360-graus em volta, o céu está cheio de fogos.
Foi muito bonito nesse ano, mesmo com a ventania daquela noite. Uma amiga que mora na Flórida e passou o Ano Novo aqui em Reykjavík até disse que a velocidade do vento naquela noite seria considerado um furacão categoria 2 na Flórida, aqui na Gelolândia é considerado só tempo ruim mas nada fora do usual.
Clique aqui para ver mais fotos da virada do anoAumenta a TV, que o vento está forte!
03/11/07 23:18
Ontem à noite estava ventando tanto que estava difícil de escutar a televisão. Sem brincadeira, tive que colocar o som da televisão no máximo para conseguir escutar o programa que eu estava assistindo, por cima do barulho do vendo fazendo a curva no prédio e passando pela nossa varanda. O barulho ...uuuuuuuuUUUUUUUUuuuUUUUUUU... era impressionante. Hoje resolvi conferir qual era mesmo a velocidade do vento, e segundo o jornal o vento de ontem à noite chegou à 35 metros por segundo, ou 126 kilometros por hora, o que segundo o próprio jornal não é fora do comum para essa época do ano.
Acho que em descrevendo o clima aqui da Islândia, o frio nem é tanto um problema, já que os prédios e casa são muito bem aquecidos, os carros são aquecidos, e não se usa caminhar pelas ruas. Frio mesmo só se sente nos poucos metros entre a porta de casa e o carro, nada que um bom agasalho não resolva. O problema é mais o vento mesmo, junto com a chuva quase constante. Eu já vi carros virados do lado de estradas, que foram jogados fora da estrada pelo vento, e já senti o carro sacudindo com o vento quando dirigindo pelas ruas de Reykjavík. Já ouvi dizer também que é comum crianças terem que se segurar nos postes para não serem arrastadas pelo vento. Coisa de louco.
De volta à Islândia, passeio no porto
31/10/07 00:36
Nas últimas duas semanas estive nos EUA à trabalho, mas agora estou de volta à Gelolândia. Voltando do calor da Califórnia, encontrei frio e muito vento, seguido de neve nos últimos dias. O tempo no último fim de semana, no entanto, estava bom e aproveitei para dar um passeio no porto aqui de Hafnarfjorður e pra tirar umas fotos.

Clique aqui para ver a galeria completa de fotosmeio-dia / meia-noite
23/08/07 18:20
Durante o mês de Julho nunca anoitece aqui na Islândia, o fenômeno é conhecido como "o sol da meia-noite". Para mostrar a diferença de luz durante o dia e a noite, eu tirei duas séries de fotos nesse verão, da varanda do meu apartamento. Montei então dois panoramas com cada série de seis fotos, um mostrando a vista ao meio-dia e outro à meia noite.
Clique na foto abaixo para ver os dois panoramas juntos em alta resolução.

Eu mesmo fiquei surpreso ao ver as fotos juntas e ver que tem tão pouca diferença entre a luz do meio-dia e da meia-noite durante o verão aqui na Islândia.
os sapatos de Reykjavík estão em perigo!
12/07/07 23:19
Hoje eu tinha uma reunião no trabalho com dois colegas para discutir um projeto. Cheguei cedo e encontrei com um mas nada do outro aparecer. Depois de meia hora de espera veio a ligação no meu celular, e por essa desculpa eu não esperava: "Pedro, desculpa mas vou chegar atrasados porque roubaram meus sapatos!"
Eu tive que perguntar mais sobre esse mistério do roubo dos sapatos desse colega... como assim, alguém teria arrombado a casa dele só para roubar um par de sapatos?! Depois de algumas explicações dele a coisa ficou mais clara...
Acontece que, como eu já havia discutido antes aqui no blog, os islandeses não usam sapatos dentro de casa, e algumas famílias deixam seus sapatos fora de casa. No caso desse meu colega de trabalho, ele deixa e sempre deixou todos os sapatos dele do lado de fora da porta do apartamento, num shoe rack no corredor, e nessa manhã dois pares haviam desaparecido. Eu desejei boa sorte à ele nas investigações do crime e tivemos que re-agendar a reunião.
Cuidado, caros leitores, tragam os seus sapatos para dentro de casa, porque o ladrão de sapatos de Reykjavík está à solta!
Sol da Meia-Noite
10/06/07 22:06
Durante o mês de junho o sol nunca some completamente do céu e nunca escurece mesmo durante à noite. Eu ainda estou me acostumando com o chamado sol-da-meia-note, é estranho ir pra cama com a noite tão clara quanto o dia.
Essas fotos eu tirei à precisamente meia-noite em Kopavogur, um subúrbio perto de Reykjavík.

Clique aqui para ver as fotos em alta resoluçãoTempestade de neve de verão
21/05/07 23:32
O verão começou já tem mais de um mês, e o tempo tem sido bom nas últimas semanas com sol e temperaturas de até 12 graus, o que é bem quente por aqui.
Já hoje de amanhã, no caminho do trabalho, para a minha surpresa... uma tempestade de neve! E eu fiquei pensando "ah, é só uma tempestade de neve no meio do verão, acontece em qualquer lugar!!"
O Cachorro Quente do Clinton
19/05/07 17:41
Uma das comidas tradicionais daqui da Islândia é o cachorro quente. É possível comprar cachorro quente em qualquer posto de gasolina, loja de conveniência, e nas muitas barraquinhas espalhadas pelas cidades islandesas.
Nesse último fim de semana fui na barraquinha de cachorro quente mais famosa e prestigiada do país, chamada Bæjarinn's Bezta Pylsur ("O Melhor Cachorro Quente da Cidade"), na área do porto de Reykjavík. Na parede da barraquinha eles mostram com orgulho um recorte de jornal publicado no jornal inglês The Guardian, que dia que aquela barraquinha serve o melhor cachorro quente da Europa. Ao lado do recorte, está uma foto de Bill Clinton, ex-presidente dos EUA, posando na frente da barraquinha com um cachorro quente na mão.
Diz a lenda que o dono dessa barraquinha esquenta as salsichas em água com uma mistura de
malt, que é uma bebida islandesa escura, grossa e doce, e que essa mistura raramente é trocada para que não se perca os sucos e gordura de carne acumulados.
Portanto, quando visitando a Islândia, não deixem de visitar essa famosa atração internacional frequentada por qrandes celebridades e figuras da política mundial, que é a barraquinha de cachorro quente no porto de Reykjavík! Ah, e o cachorro quente lá é bom mesmo!
Foto minha da barraquinha:

E a famosa foto do Clinton:

(Só um aviso, o Clinton teve um enfarto poucas semanas depois de comer esse cachorro quente! É verdade!!)
Aulas de teoria da direção...
04/05/07 14:56
Na Islândia, como eu já havia comentado, o transporte público não é dos melhores e muito pouco utilizado, e todo mundo usa carros para se deslocar dentro e fora das cidade. O país tem a maior taxa de carros per capita do mundo. Não saber dirigir por aqui é o equivalente de ser de outro planeta, as pessoal te olham em choque e incapazes de compreender como isso pode acontecer. Bom, resolvi então parar de nadar contra a maré e finalmente me resignei ao fato de que vou ter que aprender a dirigir.
Nessa semana entrei nas aulas de teoria da direção em Reykjavík. Pela legislação islandesa, você é obrigado a fazer essa uma semana, cinco dias com 4 horas de aula por dia, de curso antes de tentar a prova teórica. O curso custa ISK26,000.00 que é o equivalente à R$830,00, e isso não cobra a prova ou a parte prática. Filizmente, eles tem uma vez por mês o curso em inglês, para estrangeiros.
Contando comigo, são 20 pessoas no curso. Tem gente de vários países diferentes: Filipinas, Romenia, Holanda, França, Turquia, China, Suécia, Dinamarca, e outros.
... e a Miss Mundo
Um fato interessante e ingraçado aconteceu na aula de teoria de direção ontem. No meio da aula alguém bate na porta da sala, e quando a porta se abre, ninguém menos do que Unnur Birna Vilhjálmsdóttir, a Miss Islândia e Miss Mundo de 2005, entra e entrega alguns papéis ao professor. Depois que ela saiu, o professor retomou a aula, e conversa foi mais ou menos assim:
Professor - "Então, alguém tem alguma pergunta?"
Rapaz da Suécia, levantando a mão - "Eu tenho uma pergunta. Essa era a Miss Islândia e Miss Mundo??"
Professor - "Era ela sim. Você quer ir lá fora dar uma olhada nela?"
Rapaz da Suécia - "Ah, mas é claro, eu quero sim!!"
Foi muito engraçado, e o resto da sala caiu na risada.
Não sei ao certo o que a Miss Mundo estava fazendo na escola de direção, mas suspeito que ela faça parte do teste final, em que os alunos tem que dirigir perto dela, estando ela vestida de saia curta, sem perder o controle do carro! 
Para um islandês, basta o Assunto
24/04/07 23:07
Uma coisa que eu percebi ultimamente e que me irrita um pouco é que os islandeses tem mania de mandar emails vazios e com o conteúdo todo no campo do assunto (subject). No trabalho estou sempre recebendo emails vazios e com três linhas de texto no assunto, estranho mesmo. Outra coisa clara é que os islandeses não perdem tempo com cordialidades, emails mesmo no trabalho geralmente não tem introdução ou assinatura do autor e são diretos ao ponto. Deve ser uma reflexão da linguagem mesmo, afinal na língua islandesa nem existe uma palavra para "por favor". Os meus colegas de trabalho aqui devem pensar que eu sou tão cheio de cerimônia, com os hábitos de etiqueta que eu peguei nos meus sete anos morando no Reino Unido!
Gleðilegt Súmar!
19/04/07 18:18
Hoje é o primeiro dia do verão aqui na Islândia, e é feriado por essa razão. O dia está bonito, céu aberto, sol, e temperatura de uns 5 graus centigrados. O dia começou com uma geada de manhã cedo (há dois dias atrás estava nevando), o que me contaram é sinal de que esse será um bom verão, por mais que a lógica contradiga essa suposição!

O primeiro dia do verão é comemorado mesmo por aqui, logo de manhã fui cumprimentado com um "Gleðilegt súmar!" ("Bom verão!") dos vizinhos, e até ganhei presente de verão também de alguns conhecidos.
Reparei hoje que os gramados de Reykjavík, que até agora tem tido uma aparência que eu gosto de chamar de "zumbi", ou seja de uma marrom meio-vivo-meio-morto, agora estão começando a ficar um pouco verdinhos. As flores também estão começando a aparecer nos jardins. O verão dura, oficialmente, até Agosto. O mês mais quente aqui na Islândia é em Junho, quando chega a fazer uns 16 graus (e daí todo mundo reclama do calor insuportável!) e fica de dia durante o tempo todo, com o chamado "sol da meia-noite".
Os islandeses saíram para aproveitar o feriado, as ruas do centro de Reykjavík estavam cheias de gente, assim como os parques também. A atividade que eu achei mais interessante hoje foi quando eu liguei para um corretor de imóveis à respeito de um apartamento e ele quando atendeu me disse que estava "fazendo um churrasco no topo de uma geleira". Fiquei só pensando na churrasqueira lentamente afundando no buraco que o calor do churrasco abria na geleira!
Eu também fiz um bom passeio nesse feriado pelos arredores de Reykjavík,
clique aqui estão algumas fotos que tirei hoje.
Eventos do fim de semana
14/03/07 00:28
Nesse último fim de semana fui à dois eventos aqui em Reykjavík, uma feira de tecnologia e informática, e um mini-encontro de RPG.
A feira de tecnologia me surpreendeu pelo tamanho e pela boa organização. Passei algumas horas lá olhando os stands das dezenas de empresas que estavam lá mostrando os seus produtos e serviços. Tinha muita coisa interessante em termos de internet, computadores, videogames, etc. Inclusive tinha um stand da Apple com seus computadores da linha Macintosh e também um stand da Sony com vários Playstation3 disponíveis para serem jogados pelos visitantes. Li no jornal que 15 mil pessoas foram visitar esse evento durante o fim de semana, o que é o equivalente à 5% da população da Islândia.




O segundo evento que visitei nesse fim de semana foi bem menor em tamanho, mas de grande interesse pra mim. A loja de quadrinho, livros e DVDs chamada Nexus, de Reykjavík, organizou nesse fim de semana um encontro de jogadores de RPG, o jogo de mesa estilo pen-and-paper. O evento atraiu até um número razoável de jogadores e aproveitei para fazer alguns contatos. Eu jogo RPG há 15 anos e fiquei feliz de ver que existe aqui em Reykjavík uma comunidade de jogadores, e que assim vou poder dar continuidade à esse meu hobby!
A Nexus é uma loja bem legal, e parece que eles estão sempre organizando eventos interessantes, além de terem também um bom espaço dedicado para que os clientes usem para jogos de cartas e RPG.

Internet
12/03/07 00:34
Finalmente eu agora tenho conexão internet de banda larga em casa. Eu já não aguentava mais a conexão discada, haja paciência pra esparar cada página baixar!
Agora estou com uma conexão adsl de 12Mb/s. Essa velocidade é até bem rápida, mesmo que seja bem improvável que eu consiga essa velocidade toda de 12Mb/s quando conectando a sites fora da Islâdia, já que essa ilha perdida no meio do atlântico tem somente um único cabo marítimo que a conecta à internet, e essa conexão às vezes fica bem congestionada. No mesmo testes a velocidade real para o exteriror ficou em cerca de metade disso, mas mesmo assim ainda é bem rápido.
A Islândia é o pais com a maior concentração de usuários de internet de banda larga no mundo, com 27% da população conectando à internet por linhas digitais de pelo menos 1Mb/s. Como o país se modernizou bem recentemente, a infraestrutura é nova, com fira-ótica até todas as casas nas áreas metropolitanas.
Agora que o meu acesso à internet melhorou bastante, vou tentar colocar mais fotos no blog.
Sorvete e carrinhos de supermercado
05/03/07 22:37
Para qualquer um que visite a Islândia, algo logo se torna claro: a paixão dos islandeses por sorvete e por carrinhos de supermercado.
Para quem nunca esteve nessa ilha perdida no meio do atlântico norte, pode até pensar que devido ao clima frio os islandeses não gostem muito de sorvete e que prefiram algo que os ajude a se esquentar. Nada poderia estar mais longe da verdade. Mesmo estando abaixo de zero pela maior parte do ano, os islandeses são loucos por sorvete. As lojas de sorvete estão por todos os lados, e não são só as muitas lojas dedicadas, mas também todas as lojas de conveniência, locadoras de DVD e até mesmo muitos posto de gasolina também vendem sorvete. A preferência nacional é pelo sorvete de baunilha na casquinha, desses que saem de uma máquina. Até mesmo no meio da tarde num dia de semana, no meio do inverno de -10 graus, por aqui as sorveterias estão sempre cheia. Na Terra do Gelo, todos amam sorvete. Vai entender!
Essa foto eu tirei no shopping centre Smáralind, de uma das várias sorveterias desse shopping mall...

A segunda paixão dos islandeses que é fácil de se ver mas difícil de se entender é com os carrinhos de supermercado. Em qualquer loja de tamanho razoável na Islândia se vê gente empurrando carrinhos de supermercado. É muito comum pessoas com carrinhos de supermercado em shopping centres, entrando de uma loja à outra com o carrinho. Na feira de livros que está acontecendo num restaurante/museu por aqui, estava cheia de gente com carrinhos de supermercado também.
Mais fotos que eu tirei em Smáralind, com os carrinhos...


IKEA
04/03/07 22:28
Um dos meus programas para o último fim de semana foi visitar a loja de móveis IKEA. Quem já morou na Europa, ainda mais especificamente em um dos países escandinavos, sabe que a IKEA para muitos é uma atração para se levar a família e passar o dia. Eu pessoalmente não gosto tanto da "experiência IKEA", mas eu estava curioso para visitar a loja nova que acabou de abrir aqui na Islândia.
A IKEA é originalmente sueca, mas hoje as lojas estão em todas as grandes cidades européias. O sucesso da empresa é baseado na idéia de que os clientes passeiam pela enorme loja admirando os móveis de design escandinavo e no final do passeio vão até um enorme galpão onde eles mesmos pegam caixas com as peças dos móveis, que são todos desmontados, pagam e levam pra casa satisfeitos. E depois passam os próximos dias quebrando a cabeça tentando montar o seu novo sofá ou estante. Todas as lojas tem ainda um restaurante de comida sueca, sempre com filas de clientes ávidos para comer almôndegas, e também uma loja de biscoitos e doces suecos.
O sucesso da IKEA é tão grande que se estima, essa estatística eu vi na BBC, que um terço dos europeus com menos de 25 anos foram concebidos em uma cama feita pela IKEA. Cada vez que uma nova loja abre é um evento cheio de histeria. A abertura da quarta loja em Londres no ano passado, por exemplo, atraiu tanta gente que várias pessoas foram hospitalizadas depois de serem pisoteadas quando as portas de abriram.
A IKEA já está na Islândia há muitos anos, mas recentemente a loja mudou de lugar e foi expandida. Com vocês, a foto que eu tirei do templo aos móveis suecos desmontados, filial de Reykjavík.

Primeiro dia de aula de islandês
28/02/07 00:23
Tive hoje minha primeira aula do curso de islandês. Eu já tinha estudado islandês por dois anos em Londres, mas estou meio enferrujado porque já não estudo tem mais de um ano. Resolvi recomeçar agora no nível dois, e acho que foi uma boa escolha. A minha turma é bem variada, tem um venezuelano, um nigeriano, um algeriano, uma holandesa, uma alemã, e uma finlandesa. Começamos com coisas gerais que são úteis para o dia-à-dia, como nomes das roupas e dos alimentos, com suas variações de gênero e declinações. O complicado do islandês é exatamente que logo quando você acha que aprendeu uma palavra, você ainda tem que aprender todas as variações, porque todos os substantivos e adjetivos declinam e as declinações mudam de acordo com o gênero e com o número também. Ufff!
Bom, espero que logo eu esteja podendo ler os jornais e conversar com as pessoas em islandês, pelo menos no nível mais básico. Amanhã eu começo o meu trabalho e vai ser interessante ver como a coisa vai funcionar com os emails e tudo mais em islandês. Estou animado, vamos ver!
Canais de televisão
24/02/07 22:15
Só existe um canal aberto de televisão na Islândia, que de maneira interessante ainda que pouco inspirada, é chamado "Televisão" (Sjónvarpid). Há também um segundo canal, isso mesmo, chamado "Canal 2" (Stod 2) que você tem que assinar para poder assistir. Além desses, você pode pegar mais canais se você tiver TV à cabo. Como estou ficando hospedados neste primeiro mês na casa dos sogros até o financiamento com o banco ficar resolvido, tenho que me virar com o que eles tem, e isso não inclue cabo.
Uma coisa que eu sempre achei engraçada à respeito do canal "Televisão" é que os programas são sempre introduzidos por alguém. Geralmente trata-se de alguma moça vestida de maneira distinta, na frente de um fundo neutro, que explica com uma voz calma o assunto do programa que está para começar. Com um pouco de sorte, um filme, e não "As árvores de Reykjavík", ou algum programa sobre ovelhas.
Poderia ser pior. Minha noiva diz que quando ela era pequena só tinha TV durante à noite, e não tinha nenhuma transmissão às quintas-feiras ou durante todo o verão.