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Islândia rumo à gloria olímpica no handball

Hoje foi o jogo da semi-final de handball nas olimpíadas, Islândia contra Espanha. A atmosfera hoje estava como no Brasil quando é final de copa do mundo. No meu trabalho montaram dois telões a cantina, para os empregados assistirem o jogo. Olhando pela janela, nenhum único carro passava pela normalmente movimentada avenida que acompanha a orla da capital. Segundo o canal estatal de televisão que exibiu o jogo, a audiência foi de 100%, ou seja todos os aparelhos de televisão ligados no país estavam sintonizados no jogo.

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A Islândia abriu o jogo com uma goleada de 5 a 0 na Espanha, e manteve a liderança durante todo o jogo até o placar final de 36 a 30 para a Islândia. A vitória significa que a Islândia agora vai lutar pela conquista de sua primeira medalha de ouro na história do país em olimpíadas, e mesmo se só ficar na medalha de prata, será apenas a segunda medalha de prata do país. O jogo da final será no domingo às 7:45 da manhã no horário aqui da Islândia, e às 4:45 no horário do Brasil.

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Um colega de trabalho me disse logo após a vitória da Islândia no jogo de hoje: "Você é de um país grande que está acostumado a vencer em esportes. Você não pode imaginar a importância que tem para nós islandeses, de uma nação de apenas 300 mil habitantes, ganhar uma medalha nas olimpíadas!"

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(Presidente e primeira dama celebrando a vitória da Islândia na semi-final)

Mesmo com toda a emoção óbvia nas faces de cada um dos islandeses assistindo o jogo, não pude deixar de notar a diferença em termos de torcida entre os islandeses e os brasileiros. Não ouve entre os islandeses nenhum grito de incentivo ao time ou a barulheira que sempre acontece no Brasil em jogos da seleção nacional. Com cada ponto marcado do time de loiros de camisa vermelha, a torcida reunida em volta do telão apenas aplaudia educadamente. No final do jogo, com a vitória da Islândia marcando a maior conquista esportiva do país em todos os tempos, ainda assim, as cerca de 50 pessoas reunidas se contentaram em aplaudir vigorosamente, sentados. Abraços emocionados entre os colegas de trabalho, nem pensar.

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(No meu trabalho, olha só a festa animada da torcida durante o jogo)

Estarei torcendo pela Islândia no domingo de manhã, colado na frente de televisão!
E mesmo que seja contrário aos hábitos da torcida gelolandesa, e para o provável espanto do vizinhos, vou berrar e torcer como um brasileiro em final de copa do mundo.

ÁFRAM ÍSLAAAAAAAAND!!!
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Reportagem da Record sobre a Islândia - Parte 3

A Record exibiu no último domingo a terceira e última parte da reportagem sobre a Islândia. Aqui está o vídeo dessa última parte.



Agora que as três partes já foram exibidas, tenho que dizer que gostei muito da reportagem. Parabéns à Record e todos envolvidos diretamente com esse projeto pelo excelente resultado.
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Ólympíuleikar - Islândia e as Olimpíadas

Atendendo à pedidos de leitores (e o que eu não faço por vocês!) aqui estão algumas informações sobre a presença de Islândia na Olimpíada de Pequim, ou como chamam por aqui Ólympíuleikar (Jogos Olímpicos).

A Islândia mandou para a Olímpiada em Pequim 29 atletas, competindo em: arremesso de martelo, arremesso de dardo, salto com vara, badminton, handball, judô, e natação. Esse número, considerando a população do país de 300 mil, até que é de tamanho considerável.

O time de handball, que é um dos esportes favoritos dos islandeses, esta se dando bem. Já ganharam contra Russia e Alemanha.

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A Islândia ganhou em olimpíadas passadas somente duas medalhas de bronze (judô em 1984 e salto com vara em 2000) e uma medlaha de prata (salto triplo em 1956). A Islândia ainda não ganhou nenuma medalha de ouro em olimpíadas. Será que nesse ano vai dar?

Áfram Ísland!! (Pra frente Islândia!)
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Reportagem da Record sobre a Islândia - Parte 2

No último domingo a Rede Record exibiu a segunda parte da reportagem sobre a Islândia... que inclue a minha entrevista sobre os elfos!

Aqui está o video da segunda parte. A qualidade está resoável, considerando que o video feito com uma webcam filmando a TV.



Gostei das duas partes da reportagem até agora. Essa parte mostra alguns brasileiros morando na Islândia, e a culinária islandesa.
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O grande fim de semana para viagens

Esse é o maior fim de semana na Islândia para viagens. A maioria das empresas fecha as portas, mesmo as que normalmente não fecham em fins de semana e feriados, e os islandeses viajo para casas de campo e para festivais de música.

O maior desses festivais acontece nas ilhas de Vestmannaeyjar (Ihas dos Homens do Oeste), ao sul da costa da Islândia. Ele que atrai cerca de 14 mil visitantes (5% da população do país) todo ano que acampam em barracas na ilha de Heimaey, que normalmente tem 4 mil habitantes. Esse festival é legendário entre os islandeses. Recentemente eu li um fato interessante relacionado à esse fim de semana e ao festival - as duas semanas em que mais nascem bebês na Islândia são as do fim de Abril e começo de Maio, exatamente nove meses depois desse fim de semana e do festival em Vestmannaeyjar.

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Eu passei o fim de semana na capital, e nunca vi as ruas tão vazias. Quase nenhum carro nos estacionamentos em Reykjavík e muito pouco tráfego.
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Entrevista com TV Record

No próximo domingo, dia 3 de Agosto, será exibida na Record uma entrevista que dei sobre o folclore islandês e o crença na existência dos elfos.

Afinal, eu tenho um certificado de “expert” da Escola dos Elfos! Winking
- (veja post de 10/05/2008)

Eu encontrei com a equipe da Record algumas vezes durante a visita deles na Islândia no mês passado. O pessoal foi super legal, muito profissional, e genuínamente ineteressados na cultura islandesa.

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Não percam a reportagem, será no programa Domingo Espectacular, que começa às 18:00.
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Dia mais quente dos últimos 17 anos

A sexta-feira passada foi o dia mais quente dos últimos 17 anos na capital islandesa. Os termômetros registraram a temperatura escaldante de 23 graus!

Várias empresas fecharam as portas e mandaram os empregados para casa por causa do calor. Sério mesmo.

As opiniões que eu mesmo ouvi dos islandeses estavam dividas entre animação com o aquecimento global e reclamações do calor intenso do dia.
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Show da Björk e Sigur Rós

Hoje teve um show gratuito num parque aqui em Reykjavík para promover a preservação da natureza. A banda islandesa Sigur Rós abriu o show, e a grande estrela islandesa Björk tocou depois deles. Eu fui lá conferir e gostei muito.

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Fiz um video também:




Ouvi no rádio que 30 mil pessoas compareceram ao show, o que é 10% da população total da Islândia!


Clique aqui para ver a galeria completa de fotos

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100 anos de Hafnarfjorður

Nesse fim de semana foi o aniversário de 100 anos da cidade de Hafnarfjordur, onde eu moro, que fica logo ao sul da capital.

A prefeitura organizou uma festa no centro da cidade, com um bolo de 100 metros, um festival viking, e uma feira internacional mostrando a cultura dos estrangeiros que moram na cidade.

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O festival viking foi uma versão menor do festival anual que acontece no final do mês de Junho todo ano em Hafnarfjorður. Teve encenações de lutas com réplicas de armas, escudos e roupas vikings, o que foi muito interessate para mim como um entusiasta da história nórdica. Os participantes batiam com suas espadas nos escudos de cada um com tanta força com pedaços de madeira dos escudos voavam com cada golpe. Outras atrações foram um ferreiro forjando uma aspada com as técnicas tradicionais vikings, comidas típicas, e roupas e jóias sendo feitas ali.

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A feira internacional foi bem interessante, com estandes de mais de vinte países oferendo comidas típicas, mostrando tradições, etc. Tinha até um estande do Brasil, oferecendo feijoada. O estande do Tibet estava oference a oportunidade de ter o seu nome escrito em tibetano, assim como o estande do Japão estava oferecendo escrever nomes em belo estilo caligráfico japonês. Eu não tinha imaginado que existiam tantas pessoas de países diferentes aqui em Hafnarfjorður. Viva a diversidade cultural!

Achei interessante também um leilão de antiguidades islandesas promovido pela prefeitura. Acabei comprando uma pintura feita em cerâmica em 1974 em comemoração ao anversário de 1100 anos da Islândia, mostrando Floki, que foi o primeiro viking a morar na Islândia, olhando de cima de uma montanha os fjords cheios de blocos de gelo - um momento descrito pelas Sagascomo sendo quando ele decidiu chamar o país de Ísland, que em islandes significa Terra do Gelo. Foi um bom achado.

Depois de aproveitar as atrações do dia, fomos ao bar viking tomar umas boas cervejas islandesas, no melhor estilo tradicional dos bárbaros do norte.

Clique aqui para ver as fotos do dia
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Forte terremoto em Reykjavík

A região sudoeste da Islândia foi sacudida hoje à tarde por um terremoto de 6.7 na escala richter - comparável ao terremoto de San Francisco de 1989 que causou grande destruição e muitas mortes naquela cidade. Terremotos acima de 6.0 na escala richter são considerados fortes.

O epicentro do terremoto foi na cidade cidade de Selfoss (6300 habitantes), que fica à 40km de Reykjavík. Estou escrevendo esse post duas horas depois do terremoto, e as notícias no rádio dizem que em Selfoss as pessoas correram para fora de suas casas em pânico, e que houve considerável dano à algumas casas. Felizmente, niguém se machucou.

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Na hora do terremoto, por volta das quatro da tarde, eu estava no trabalho. A minha impressão foi que durou uns dez segundo. Tudo vibrava e sacudia, e dava pra perceber claramente o prédio balançando de um lado pro outro. Esse não foi meu primeiro terremoto na Islândia mas foi o mais forte. O pessoal do trabalho nem levantou das mesas, continuaram trabalhando. Os islandeses são acostumados com terremotos.

A Islândia é uma das áreas mais geologicamente ativas do mundo, porque o país fica exatamente entre duas das placas tectônicas que cobre a Terra e que estão se afastando. Esse movimento das placas tectônicas fazem com que terremotos e erupções vulcânicas sejam comuns por aqui, e também fazem com que o território da Islândia cresça alguns centímetro por ano. Terremotos ocorrem todos os dias na Islândia, mas a maioria é imperceptível. As últimas duas grandes erupções vulcânicas foram em 1973 e 2004. As casas na Islândia são todas construídas para serem à prova de terremotos.

Hoje depois do terremoto e fui pra casa preocupado com a possibilidade de coisas em casa terem quebrado, etc. Mas foi tudo bem, apenas algumas coisas caíram das prateleiras ou foram movidas um pouco pela força do terremoto.
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Eurovision 2008 - áfram island!

Se é que existe para os islandeses algo equivalente à uma final de copa do mundo, seria a final do Eurovision Song Contest, que é uma competição anual de músicas de países europeus que acontece desde 1956. Nesse ano são 43 países. A competição acontece à cada ano no país que ganhou no ano anterior, nesse ano é na Servia. A audiência do Eurovision é estimada entre 100 milhões e 600 milhões de telespectadores em toda a Europa.

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Os islandeses são obcecados com Eurovision, daí a comparação com uma final de copa do mundo para os brasileiros. No dia das qualificatórias e principalmente da final, as ruas das cidades islandesas ficam desertas. Todo mundo tem uma festa pra ir onde amigos assistem junto ao Eurovision e torcem pela Islândia. Os jornais daqui só falam em Eurovision pelas últimas semanas e as rádios tocam músicas da competição desse ano sem parar. A maioria dos islandeses sabe quais músicas são de quais países nesse ano. Uma verdadeira mania nacional.

Ainda assim, a Islândia nunca ganhou a competição. "Mas ficamos uma vez em segundo lugar!" - qualquer islandês faria questão de mencionar para um estrangeiro. Todo ano os islandeses acham que nesse ano vão ganhar.

Hoje à noite foi a eliminatória de que a Islândia participa. E eu, como qualquer bom estrangeiro tentando se integrar na cultura local, fui à uma festa de Eurovision. Acho que dei sorte ao país em assistir a competição desse ano, porque a Islândia se qualificou para a final que será no domingo.

Áfram ísland! (Para frente Islândia!)

Aqui está um video do ensaio da música islandesa no palco do Eurovision em Belgrado.

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A escola dos elfos

Na semana passada eu fiz um curso na Escola dos Elfos. O diretor da escola é Magnús Skarphedinsson, irmão de um ministro do governo, e a maior autoridade islandesa em elfos e outros assuntos sobrenaturais.

Grande parte dos islandeses acredita em espíritos da natureza. Na verdade, uma pesquisa recente revelou que 53% dos islandeses acreditam em elfos. Existem várias ruas em Reykjavík que contornam grandes rochas que em qualquer outro lugar teriam sido removidas para que a estrada pudesse ser construída em linha reta, mas aqui na Islândia, quando é uma rocha que se acredita que elfos moram ali, os engenheiros sabem que é melhor contorná-la. Uma história recente e interessante é a de uma rua chamada Álfhólsvegur (Rua da Colina dos Elfos) que fica em Kopavógur, um subúrbio de Reykjavík. Quando essa rua foi pavimentada, havia um grande rochedo no caminho planejado pela rua, e a prefeitura tentou remover esse rochedo mas à cada tentativa um acidente acontecia - um cabo se rompia, alguém caía e quebrava a perna, um trator quebrava, etc. Depois de vários desses acidentes, a prefeitura decidiu contratar um médium para vir negociar com os elfos. O tal médium conseguiu fazer um acordo com os elfos de que a rocha seria movida apenas alguns metros para o lado da rua. Não houve mais acidentes e a rocha foi movida. Hoje nessa rua esse rochedo entre as casas de número 82 e 86, os elfos vivem na rocha que tem o número 84 na rua. Verdade mesmo.

Bom, voltando à escola. Eu fui no curso sem saber o que esperar das aulas e do material didático. No final das contas eu achei bem interessante. O diretor de escola tem nos últimos 20 anos colecionado depoimentos de mais de 700 pessoas de toda a Islândia sobre contatos que eles tiveram com o húndufolk (povo oculto) os elfos. Ele também reuniu os relatos de textos islandeses da idade média sobre o assunto. Durante as aulas ele discutiu os aspectos em comum entre todos os depoimentos, de que os elfos ou povo oculto islandeses são do mesmo tamanho dos humanos e com a mesmo aparência, e que são invisíveis ao humanos. Suas casas e animais de fazenda também são invisíveis. Algumas pessoas tem o dom de ver os elfos, já o resto só consegue ver os elfos quando eles querem ser vistos. Eu achei essa discussão fascinante. Segundo o diretor da escola, 4000 pessoas por ano frequentam a escola.

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Tivemos também um passeio pelos arredores de Reykjavík e visitamos rochas que foram identificadas por médiums como sendo casa dos elfos. As casa dos elfos não podem ser vistas pelos humanos, elas existem num tipo de dimensão paralela, segundo o professor, e eles escolhem construí-las em lugares onde existem rochas no nossos mundo para evitar que os humanos construam algo no lugar e assim interfiram com a energia do local. Uma das rochas que visitamos tinha uma história interessante, ela fica numa região em que foi construída há algumas décadas atrás uma granja. Quando os donos da granja resolveram tentar retirar a rocha para poderem expandir um dos galpões, as galinhas pararam de botar ovos, de mais de quinhentos ovos por dia, passou para zero. Somente quanto desistiram de movar a rocha é que as galinhas começaram a botar ovos novamente. Magnús, o diretor da escola, nos mostrou recortes de jornal da época falando que as galinhas dessa granja tinham mesmo misteriosamente parado de botar ovos.


Isolamento

Uma questão interessante que foi discutida durante o curso foi a razão porque uma proporção muito maior dos islandeses acreditam em elfos e outros serem sobrenaturais do que em outros países. Um argumento interessante nessa discussão foi o de que o movimento do Iluminismo do século XVIII, que pregou a razão e as ciências e também o abando no das superstições, nunca chegou na Islândia. De fato eu ainda não havia pensado nessa questão do isolamento da Islândia nos séculos entre o período víking e a era moderna. Acontece que entre os séculos XVI e XVIII, num período de trezentos anos, não existia um único navio na Islândia e navios estrangeiros só visitavam a Islândia uma ou duas vezes por ano trazendo notícias do mundo além da ilha. Quando o rei da Dinamarca, e também rei da Islândia que foi parte da Dinamarca por 400 anos, morreu em 1662, por exemplo, seus súditos islandeses só ficaram sabendo da morte do rei cinco anos depois do ocorrido.

Com esse nível de isolamento, um clima extremamente hostil e longos invernos, não é de espantar que os islandeses tenham se apagados mais às lendas e superstições do que os outros países europeus.


Especialista Diplomado

No final do curso, que dura um dia, eu recebi um diploma de "Especialista em Elfos". Vou incluí-lo no meu currículo! Winking

A questão de se eu acredito ou não na existência dos elfos, acho que vou responder da maneira clássica dos islandeses: "Acreditar mesmo, eu não acredito, mas também não duvido que existam!". Agora falando sério, achei interessante aprender mais sobre essa parte da cultura e do folclore da Islândia.
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Passeio aéreo no primeiro dia de verão

Hoje é feriado aqui na Islândia, porque é o primeiro dia do verão. Isso mesmo, no primeiro dia do verão é feriado nacional. Também, depois de se esperar nove meses para um calorzinho! A temperatura hoje estava durante o dia por volta dos 10 graus, nublado e com uma chuva fina o dia todo. Que verão!

É interessante que as pessoas levam mesmo à sério esse feriado, todos se desejam "Gleðileg summar!" (Feliz verão!) no dia de hoje.

Para comemorar o primeiro dia de verão, a minha noiva me presenteou com um passeio aéreo sobre Reykjavík. Foi um vôo estilo sightseeing flight, de 45 minutos sobre a capital e áreas do sul do país como o parque de Thingvellir. Esse passeio foi bem legal, o avião decolou do pequeno e antiquado aeroporto doméstico de Reykjavík, que fica no centro da cidade. A maioria das pessoas no avião, que era até grandinho, era de islandeses, o que me surpreendeu. Eu estava esperando só turistas estrangeiros mesmo. Bom, a maioria tinha crianças, e pensando bem é um bom programa pra uma família pra marcar o feriado.

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Mesmo com o dia estava nublado e com um pouco de chuva, a vista aérea estava belíssima. Reykjavík a as outras cidades da região metropolitana de capital, parecem mesmo peças de um jogo de criança quando vistas do alto, com seus telhados coloridos e pequenas casas.

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O parque nacional de Þingvellir (Vale do Parlamento), onde o parlamento islandês costumava a se reunir do ano 960 até 1800, e onde também foi declarada a independência da Islândia em 1944, que é um lugar de uma beleza natural espetacular. Foi interessante ver que mesmo sendo este o primeiro dia do verão ainda tinha muita neve nos vales e colinas além da capital.

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As paisagens naturais na Islândia são ao mesmo tempo de uma beleza intocada mas também um exemplo de um cataclisma ecológico, isso porque quando o país foi colonizado haviam florestas que cobriam as terras baixas, e hoje em dia não sobrou literalmente uma única árvore. Os colonizadores dizimaram as florestas até a última árvore, para construírem barcos e casas nos séculos IX e X. Hoje em dia só existem àrvores dentro das cidades, que foram plantadas nas últimas décadas. O resultado é um terreno quase lunar, com vastos campos de lava que se estendem à perder de vista. Os próprios islandeses gostam de mencionar com um estranho orgulho o fato de que a NASA testou algumas de seus sondas destinadas à lua aqui na Islândia, pelo país ter as condições mais próximas às da lua. É mesmo um lugar de uma beleza única.

Clique aqui pra ver a galeria de fotos que eu tirei da janela do avião
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19 anos de cerveja

Hoje na Islândia se comemora o aniversário de 19 anos da liberação da cerveja. Antes do dia primeiro de Março de 1989 cerveja era ilegal na Gelolândia, e pessoal por aqui costumava a beber principalmente vodka e a bebida nacional islandesa chamada Brinivin e que recebe dos bêbados locais o carinhoso apelido de "morte negra". Nos dias da ditadura anti-cerverja era também comum os islandeses misturarem cerveja não-alcoólica, a única variedade permitida, com vodka para tentar chegar à algo próximo à cerveja que os estrangeiros de terras mais liberais tinham acesso.

Hoje em dia existem várias marcas de cerveja islandesas, sendo as principais: Víking, Thule, Egils, e Kaldi. Já experimentei as quatro e aprovei, são todas boas.

Bom, deixa ir tomar uma cerveja para comemorar o dia! Todo mundo convidado!!

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Ano Novo, e nada de novo

Já tem três semanas desde o meu último update ao blog, mas não porque decidi parar de escrever, ou que decidi mudar dessa rocha perdida no Atlântico Norte, ou mesmo que eu tenha esquecido o português. É simplesmente porque nada de novo anda acontecendo aqui na Gelolândia. Aliás, eu suponho esse é um assunto em si, de que num país pequeno e geograficamente isolado como esse, não acontece muita coisa. O que me lembra dos jornais daqui, que muitas vezes tem notícias sobre bezerros que nasceram em fazendas no interior, sobre alguma criança que aprendeu a tocar um instrumento musical, ou alguém que voltou de viagem de algum lugar mais exótico. Deve ser mesmo um desafio e tanto encher um jornal com notícias de uma comunidade tão pequena.

Bom, um evento que eu ainda não tinha falado à respeito é o Ano Novo. O que faz essa data ser uma experiência única e interessante aqui na Islândia é que não há um espetáculo de fogos de artifício oficial das cidades. O que acontece é que cada família compra muitos, mas muitos, fogos de artifício. Meus colegas de trabalho, por exemplo compraram entre 5 e 10 quilos de fogos para a ocasião. Logo na virada do ano, todas as famílias soltam os fogos ao mesmo tempo, de forma que o céu sobre a cidade fica cheio de explosões coloridas em todas as direções. Reykjavík fica parecendo uma zona de guerra super-colorida.

Meu lugar preferido para se observar o espetáculo dos fogos é no topo do morro onde fica a igreja em Kopavogur, logo fora de Reykjavik. De lá, olhando pro norte você vê Reykjavík, à direita fica Garðabær, e ao sul fica Hafnarfjörður, todos parte da Grande Reykjavík. Assim, quase 360-graus em volta, o céu está cheio de fogos.

Foi muito bonito nesse ano, mesmo com a ventania daquela noite. Uma amiga que mora na Flórida e passou o Ano Novo aqui em Reykjavík até disse que a velocidade do vento naquela noite seria considerado um furacão categoria 2 na Flórida, aqui na Gelolândia é considerado só tempo ruim mas nada fora do usual.

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Clique aqui para ver mais fotos da virada do ano
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Vila de Natal em Hafnarfjörður

No mês de Dezembro a cidade de Hafnarfjörður, vizinha de Reykjavík, tem uma Vila de Natal. Uma das pequenas praças da cidade fica cheia de barracas vendendo artigos natalinos, em volta de uma grande árvore de natal. Vários apresentações acontecem no palco na praça.

Clique na foto abaixo para ver um panorama da vila, montado com três fotos.

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Clique aqui para para ver o resto das fotos da Vila de Natal
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A Coluna da paz de Yoko Ono

Durante os últimos três meses, uma coluna de luz podia ser vista de qualquer parte de Reykjavík. A "Coluna da Paz" foi uma homenagem de Yoko Ono à John Lennon. Yoko, com seu filho Sean Lennon e o ex-Beatle Ringo Starr, vieram até a Islândia para a inauguração da obra de arte no dia 9 de Outubro, que seria o aniversário de John Lennon. Debaixo da coluna, que foi planejada por Yoko Ono, estavam enterradas 500 mil mensagens de paz vindas de todo o mundo. A coluna foi desligada no dia do aniversário da morte de John Lennon, em 8 de Dezembro.

Na semana passada, antes da coluna ser desligada, eu fui até o porto em Reykjavík tirar algumas fotos. A obra de arte tinha sido instalada na ilha de Videy, perto de Reykjavík. Como vocês podem ver na minha foto abaixo, a potência do faixo de luz era impressionante, chegando a iluminar as nuvens sobre a ilha.

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Final do campeonato islandês de futebol

Nesse último fim de semana foi aconteceu o jogo da final do campeonato islandês de futebol, entre os time HF e Valur. Eu nunca fui muito de gostar de futebol e nunca torci para nenhum time nem quando morava no Brasil, mas como a janela da cozinha do meu apartamento dá vista pro campo de futebol onde ocorreu a final do campeonato, eu pensei em tirar algumas fotos pela janela já que deve existir leitores desse blog que se interessam pelo futebol islandês. O jogo terminou 2x1 pro Valur, que se tornou campeão nesse ano.

Achei interessante como logo ao lado do campo, haviam três castelos infláveis para as crianças brincarem enquanto os pais assistiam o jogo.

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Clique aqui para ver a galeria completa de fotos
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Noite da Luzes em Keflavík

No fim de semana passado fui até Kebavík, a cidade onde fica o aeroporto internacional daqui da Islândia, à cerca de uma hora de carro da capital, para o festival anual chamado Ljósanótt (Noite das Luzes).

Fui sem saber muito o que esperar, tendo sido informado que seria uma noite parecida com a Noite da Cultura em Reykkjavík. Fiquei surpreso com o número de pessoas na rua, pra começar. Keflavík tem 10 mil habitantes, o que para os padrões islandeses é uma grande cidade. No noite do sábado haviam 40 mil pessoas na rua, quatro vez o tamanho da população local.

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A noite foi uma grande festa, com famílias inteiras na rua principal da cidade, muita gente até com bebês bem pequenos. Vi muita gente bebendo na rua mas não vi confusão absolutamente nenhuma, tudo muito organizado e civilizado.

O que eu achei mais legal é que diversos espaços como centros esportivos, escolas e até mesmo escritórios foram convertidos em galerias de arte com trabalhos de artistas locais, e mais alguns de outras partes da Islândia e de outros países também. Perdi a conta de quantas dessas galerias de arte temporárias eu visitei durante a noite de sábado, e via algumas obras de arte, esculturas, pinturas e fotografias bem interessantes, desde amadoras até obras de alto nível. Várias das galerias tinham na porta uma lista das obras, algumas delas com um ponto vermelho do lado indicando que foram vendidas. Deve ser uma noite importante para os artistas locais, todo ano, para mostrarem seu trabalho e para vender suas obras também. Todas essas galerias temporárias que visitei estavam cheias, com gente de todas as idades.

Havia um grande palco montado no porto, com bandas tocando desde rock até trechos de ópera. O porto estava lotado de gente na frente do palco, todos pareceram estar se divertindo bastante.

Eu ainda não tinha caminhado pela rua principal de Keblavík e aproveitei a oportunidade para fazer exatamente isso. Me pareceu ser uma cidade simpática. Achei interessante ver num gramado, logo no meio de gente bebendo e se divertindo, uma mina recuperada do porto durante a segunda guerra.

No final da noite teve um espetáculo de fogos de artifício, que me contaram que é todo ano o maior da Islândia. Me diverti bastante, foi uma noite ótima cheia de coisas interessantes pra se ver e numa atmosfera muito agradável.

Clique aqui para ver as fotos da Noite das Luzes
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Noite da Cultura

Ontem foi a Reykjavík Culture Night, um dia cheio de eventos culturais espalhados pela cidade toda, do meio-dia à meia-noite. O principal evento do dia foi a Maratona de Reykjavík que muito gente foi assistir nas ruas aproveitando o tempo bom. O dia fechou com um espetáculo de fogos de artifício na baía de Reykajvík.

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Eu passei o dia no centro indo de um evento para outro e gostei muito do dia, foi ótimo. Tirei muitas fotos, aproveitando pra fotografar o que muita gente aqui no blog vinha pedindo, gente na rua e nos cafés.

Li no jornal que o diretor americano de cinema Quentin Tarantino está aqui na Islândia no momento para aproveitar o dia de eventos. Perguntado sobre a razão do seu interesse no país, ele disse: "Eu sou um grande apreciador da cultura, das mulheres e das bebidas islandesas." - Sábias palavras de um homem que claramente sabe reconhecer as boas coisas na vida!

Clique aqui para ver a galeria de fotos da Noite da Cultura
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Dia nacional da Islândia

No dia 17 de Junho os islandeses comemoram a independência do país, que costumava a ser uma colônia da Dinamarca. Nesse dia todos vão ao centro das cidades assistir os eventos, muita gente com bandeiras e as crianças com bandeiras pintadas no rosto.

Nesse ano o meu trabalho me mandou pra Inglaterra bem na semana do dia nacional e eu não pude aproveitar a festa. Mas já tive a oportunidade de participar há alguns anos atrás, é uma ótima atmosfera e interessante de ver as ruas que normalmente são sempre vazias se encherem de gente.

Encontrei um audio slideshow com fotos do dia e uma narração interessante também, vale à pena assistir. Clique aqui.

Essa galeria de fotos aqui também é bacana, com fotos do dia nacional em 2005. Mostra até algumas fotos de mulheres vestidas com as roupas tradicionais da Islândia, que pouca gente tem, porque que são costuradas com fios de ouro e assim muito caras. Outra foto curiosa nessa galeria é a de uma mulher padre (na Islândia mulher pode padre também - como seria o nome em português?) com a roupa tradicional de padres que tem um enfeite no pescoço.

Eu sei que estou atrasado pra comentar da data, e eu nem planejava comentar já que eu não estava por aqui. Mas depois de ver o slideshow e a galeria de fotos, achei que seria legal compartilhar com os leitores do site. No ano que vem eu faço uma cobertura de primeira mão e coloco auqi no blog.
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Festival Viking em Hafnarfjörður

A cidade de Hafnarfjörður, que fica na área metropolitana da capital, tem todo verão um festival viking. Gente de toda a Europa vem para a Islândia celebrar as tradições nórdicas do período viking.

Eu estive lá nesse ano e foi bem interessante, com comidas típicas, ensaios de lutas, contadores de estórias, e em geral muita gente interessante pra se conhecer e coisas pra ver. Eu gostei principalmente de ver os ferreiros fazendo armas no estilo antigo e o campeonato de arco e flechas.

No ano que vem vou reservar mais tempo pra aproveitar melhor o festival, que dura uma semana.

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Clique aqui para ver todas as fotos do festival
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Eleições na Islândia

No Sábado passado foi dia de eleições para o parlamento aqui na Islândia. Todas as seis regiões eleitorais do país votaram para eleger os 63 membros do parlamento islandês, que é o mais antigo do mundo, em funcionamento contínuo desde o ano 930.

O principal ponto de discussão e discordância entre os partidos políticos nessa eleição foi a questão do equilíbrio entre a indústria pesada e a conservação ecológica. Nas últimas décadas, várias grandes fábricas de alumínio foram construídas pela Islândia se aproveitando da abundância de energia geotérmica no país. Agora a sociedade islandesa e os partidos políticos estão divididos sobre a construção de ainda mais das enormes fábricas de alumínio.

Uma aliança dos dois maiores partidos de direita vem governando a Islândia já por 16 anos contínuos e os partidos de oposição de esquerda elegam que é hora de uma mudança antes que o país inteiro se torne numa grande zona industrial e que os sistemas público de saúde e de previdência social, que dizem vem piorando muito nos últimos anos, sejam destruídos de vez.

Pequeno guia da política Islandesa:

- Partido da Independência (Sjálfstæðisflokkurinn) - Estão no governo, de direita. Querem mais indústria pesada e menos benefícios sociais. São contra a Islândia se tornar membro da União Européia.

- Aliança Social Democrata (Samfylkingin) - Formado por uma aliança de vários partidos de centro-esquerda. Querem reforçar os serviços sociais, são contra a indústria pesada. São à favor a Islândia se tornar membro da União Européia.

- Movimento Verde de Esquerda (Vinstrihreyfingin - Grænt Framboð ) - Querem parar imediatamente com a expansão da indústria pesada, são pela igualidade e pelo social e à favor da imigração qualificada. Contra a UE.

- Partido Progressista (Framsóknarflokkurinn) - São parte da aliança do governo atual, mas em posição secundária . De direita e originalmente o partido dos fazendeiros. São à favor a Islândia se tornar membro da União Européia.

- Partido Liberal (Frjálslyndiflokkurinn) - De direita, e o único partido abertamente contra imigração. Chamado às vezes de "Partido Nazista Islandês" pelo eleitorado da oposição devido aos argumentos extremos em relação ao estrangeiros no país. Contra a UE.

Algumas coisas me chamaram a atenção nas eleições aqui. Muita gente se veste como se para uma grande ocasião para ir votar. Em cada zona de votação, quase todo mundo vestido de terno e gravata e as mulheres vestidas como se indo para um casamento ou festa de gala. Outra coisa interessante é a completa ausência de qualquer poster ou panfleto eleitoral. A cidade continua limpinha, sem nenhum sinal de que é época de eleição. Ainda outra coisa curiosa é que representantes dos vários partidos políticos vieram no meu trabalho nas últimas semanas, para discursar na cantina durante a hora do almoço.

Bom, vamos então ao resultado: na prática, ainda incerto quanto à uma mudança ou não de governo. A colisão do Partido da Independência e do Partido Progressista conseguiu manter a sua maioria no parlamento, mas teve a maioria reduzida à apenas um parlamentar. Agora os partidos de oposição Aliança Social Democrata e o Movimento Verde de Esquerda estão em negociações com os outros partidos para tentarem formar um novo governo. Por enquanto, nada está definido com certeza, mas parece que o país vai continuar mesmo com um governo de direita por mais quatro anos.
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Festival de Artes de Reykjavík

Nessa semana várias instalações de arte apareceram por Reykjavík como parte do Festival de Artes anual. Achei bastante interessante as idéias nesse ano, que são basicamente carros e ônibus espalhados pela cidade em situações inusitadas como perfurados por talheres gigantes e ou cortados ao meio.

Eu saí hoje pela cidade procurando essas peças de arte e tirando fotos de todas que eu encontrei.

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