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Geografia

Urriðaholti - Um Bairro Fantasma

Logo antes do colapso financeiro da Islândia em Setembro de 2008 o mercado imobiliário estava em expansão. Em qualquer direção que se olhasse em Reykjavík, haviam inúmeros guindastes pontilhando o horizonte. Sempre me perguntei quem seriam essas pessoas que as construtoras esperavam que iriam comprar todas essas casas e apartamentos. Nas duas últimas semanas de setembro no ano passado, tudo mudou - os três bancos comerciais de grande porte faliram, assim como um grande banco de investimentos, apagando 76% do valor da bolsa de valores islandesa, e fazendo a moeda islandesa despencar para menos da metade do valor. Com o colapso, o setor de imóveis e construção simplesmente parou. As construtoras demitiram os trabalhadores, venderam suas máquinas e a maioria dos seus guindastes para evitar a falência, e o valor de imóveis caiu em estimados 60% - estimados porque o mercado foi extinto e agora, quase um ano depois, ainda continua inexistente, sem praticamente nenhuma venda de imóveis no país nesses meses todos.

Como resultado, bairros inteiros que estavam sendo construídos simplesmente foram abandonados. Alguns apenas com ruas, postes, e infra-estrutura-básica, outros com a grande maioria das casas e prédios já construídos. De uma maneira ou outra, não há mais demanda ou dinheiro para que a construção desses bairros, casas e prédios seja finalizada. O que restou, como um grande monumento à kreppa ( “crise” ), foram bairros fantasma, sem nenhum ou praticamente nenhum morador.

Um desses bairros, que visitei para tirar algumas fotos aqui pro blog é o Urriðaholti ( “Morro das Trutas” ), em Hafnarfjörður, nas imediações da capital Reykjavík. Este bairro em particular, como mostra uma placa no local, havia sido projetado para ter 1,500 apartamentos e casas de primeiríssima qualidade. Mas as obras pararam em Outubro de 2007 logo com o início da crise, e tudo que existe hoje no local é um estranho cenário que me lembra de filmes pós-apocalípticos em que apenas resquícios de uma civilização sobreviveram algum cataclismo.

Video que fiz no local:



E ninguém sabe quanto anos vai levar até que as obras possam ser retomadas para finalizar este e outros bairros fantasmas. Cinco anos, ou dez anos, ou mais.

Clique nas fotos para vê-las ampliadas.

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Rua ainda não asfaltada, mas já com hidrantes, e com postes de iluminação pública ainda sem luzes.

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O plano para o bairro, numa placa no local colocada lá para servir de guia desse lugar que agora só existe mesmo na própria placa:

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Visão geral do bairro, que deveria ser rebatizado de Kreppaland:

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Clique aqui para ver a galeria completa de fotos
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Usina geotérmica islandesa em El-Salvador entra em funcionamento

A primeira usina geotérmica de projeto islandês e construída em solo estrangeiro começou a funcionar nessa semana em El Salvador.

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Thór Gíslason, diretor da empresa islandesa Enex, responsável pelo projeto e construção da usina, explicou em entrevista para os jornais que este é um evento importante que demonstra a excelência da tecnologia islandesa de produção de energia geotérmica, e que aponta para um grande mercado futuro de exportação de conhecimento nesta área para países interessados em fontes renováveis de energia.

Esta usina em El Salvador produzirá 9.3 MW de eletricidade, e será operada em parceria pela empresa islandesa Enex e a fornecedora de energia local LaGeo.

Na Islândia, 26% da energia do país é produzida por cinco usinas geotérmicas, que utilizam a atividade vulcânica para produzir energia elétrica e aquecimento. Os outros 74% são produzidos por usinas hidroelétricas. Energia aqui na Islândia é muito barata, tanto que durante o inverno muitas das calçadas em em Reykjavík e Akureyri são aquecidas para serem mantidas livres de gelo. Essa abundância de energia barata também se reflete no fato de que o alumínio, que tem um processo de produção que necessita de muita eletricidade, é atualmente um dos principais produto de exportação de Islândia.

Para as casas na Islândia, o custo de energia elétrica e aquecimento é baixíssimo. Ainda, o fornecimento de água é gratuito, sendo que apenas àgua quente, aquecida nas usinas geotérmicas, é cobrada aos consumidores mas ainda assim por um preço extremamente baixo.

Eu espero ver no futuro próximo a abundância de energia barata na Islândia, e o conhecimento de ponta na produção de energia geotérmica, como sendo um dos pilares da recuperação da economia islandesa.
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Imagens do inverno

Nesse inverno não tem nevado tanto na capital, mas nos últimos dois ou dias nevou bastante. A vista é uma velha conhecido dos leitores mais antigos desse blog, é a vista da varanda do meu apartamento em Hafnarfjörður.

Algumas fotos não estão muito nítidas porque tirei por trás do vidro das janelas. Aliás, falando nisso, uma coisa que logo me chamou a atenção na Islâdia quando visitei o país pelas primeiras vezes é o fato de que as janelas não abrem completamente, como estamos acostumados no Brasil. O vidro das janelas é normalmente fixo, e somente uma janelinha menor, o canto da janela maior, é possível abrir, e ainda assim só uma greta. Também, com a ventania que faz por aqui, imagino que se fosse possível abrir duas janelas completamente em pontos distintos da casa, que muita coisa sairia voando pela janela!

Ainda vou fazer uma passeio por Reykjavík tirando fotos das decorações de natal e vou então colocar as fotos aqui. Por enquanto ainda não tem muita gente que não colocou as luzes nas casa ainda, então tenho que esperar um pouco mais para fazer essas fotos.

No inverno nunca fica completamente claro como num dia de verão, mas pode-se dizer que amanhece em torno das onze da manhã e anoitece por volta das três da tarde. Mesmo depois de um ano e meio morando aqui na Islândia eu ainda acho estranho sair de casa de manhã para trabalhar enquanto ainda está escuro, e voltar pra casa ainda no escuro. Como minha mesa no escritório não fica perto de nenhuma janela, a impressão que dá é de uma noite contínua.


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(clique para ver esse panorama em tamanho maior)


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E o ponto chato do inverno... tirando a neve do carro pela manhã...

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Clique aqui para ver todas as fotos

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Petróleo em águas islandesas

Quando discutindo a crise econômica atual com amigos islandeses, frequentemente é mencionado o argumento de que a economia islândesa vai se recuperar com a ajuda de grandes reservas de petróleo que devem começar a ser exploradas no ano que vem em uma região chamada Dreki ("Dragão") no mar a 300 km ao nordeste da Islândia.

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Essas reservas de petróleo e gás seriam, dizem os islandeses, ainda maiores que as do Mar do Norte que são compartilhadas pela Noruega e Reino Unido, e seriam suficientes para tornar a Islândia o maior exportador de petróleo da Europa.

Fiz uma pesquisa para confirmar os fatos, e realmente essas reservas de petróleo já são conhecidas há cerca de 20 anos, mas até recentemente se conserava que o custo de extração seria alto demais. Parace que agora, no entanto, o governo islandês acredita que a tecnologia de extração de petróleo em águas profundas avançou o suficiente para possibilitar a exploração dessas reservas. Um relatório do governo publicado recentemente sobre o assunto cita inclusive exploração de petróleo na costa brasileira à profundidades semelhantes.

Durante uma conferência em Agosto desse ano, o Ministro da Indústria Össur Skarphedinsson disse: "Nós temos grande esperança de encontrar petróleo na região de Dreki, já que pesquisa científica indica a possibilidade de grandes reservas naquela área. É claro para nós que a descoberta de petróleo e gás poderá ter um grande impacto positivo na economia islandesa."

E o ministro está certo. Com uma população tão pequena, apenas 300 mil habitantes, se as previsões do tamanho dessas reservas de petróleo estiverem mesmo corretas, a Islândia poderia mesmo se tornar um país extremamente rico nas próximas décadas.

A exploração das reservas começará em 2009, com empresas estrangeiras fazendo a extração sob licensa do governo islandês.
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Golden Circle

Um parente da minha noiva que mora nos EUA veio nesse fim de semana visitar a Islândia pela primeira vez e o levamos hoje para fazer o passeio que por aqui chamam de “Golden Circle”, visitando três das principais atrações nos arredores da capital.

Geysir - A nascente que erupte à cada três minuos e deu nome a todos os outros géisers do mundo.

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Gulfoss - A “Cachoeira Dourada”, no rio Hvítá, que cai em um canyon.

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Þingvellir - O vale onde o parlamento islandês, que é o mais antigo do mundo em funcionamento contínuo, costumava a se reunir do ano 930 ao ano 1799. A independência de Islândia foi declarada nesse mesmo lugar em 1944. O vale é agora um parque nacional.

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Foto panorâmica de Þingvellir (clique para ampliar)


As três atrações que formam o “Golden Circle” são mesmo visita obrigatória para quaquer turista. Eu já fiz esse passeio várias vezes, e nunca me canso de visitar esses três locais que são tão importantes para identidade nacional dos islandeses.

Clique aqui para ver o album de fotos do passeio
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Mais fotos de Hafnarfjorður

No fim de semana passado fiz um passeio pelas ruas do centro de Hafnarfjorður e aproveitei pra tirar uma fotos das paisagens de inverno. Eu dei pacote inteiro de pão de forma em pedaços para os patos, gansos e cisnes do lago, que me cercaram e ainda me seguiram por um tempão depois. O dia estava bonito, sem vento, com o céu aberto, muito agradável.

Clique na foto abaixo para ver a panorâmica que eu montei com seis fotos.

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Clique aqui para ver a galeria de fotos de Hafnarfjorður no inverno.
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Copenhague, a segunda capital islandesa

No último fim de semana eu estive na Dinamarca à trabalho. Eu já tinha visitado Copenhague (Kaupmannahöfn em islandês) algumas vezes antes, mas essa foi minha primeira viagem à capital da Dinamarca desde que mudei aqui para a Gelolândia.

Eu sei que este é um blog sobre a Islândia, e assim os leitores devem estar se perguntando o porque de um artigo sobre uma viagem à outro país. Mas, o que acontece é que Copenhague é considerada a "segunda capital da Islândia". Há mais islandeses morando na capital da Dinamarca do que em qualquer outra cidade na Islândia fora Reykjavík. Nesses dias que passei em Copenhague por várias vezes escutei gente falando islandês nas ruas. Existe um relacionamento especial entre esses dois países, e eu diria que uma discussão sobre a sociedade islandesa não estaria completa sem uma menção à Dinamarca.

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(Foto que eu tirei no porto de Nyhavn em Copenhague)

Em termo históricos, existe uma conexão direta entre os dois países. Depois da guerra civil no século XIII, a Noruega se apossou da Islândia, que até então tinha sido uma democracia independente. Cerca de cem anos depois os países escandinavos se uniram em um só país chamado de a União Kalmar, com a capital em Copenhague. A união durou cerca de 230 anos, e quando ela foi desfeita, a Islândia ficou na mão da Dinamarca. A Islândia continuou uma colônia dinamarquesa por mais 420 anos, até 1944 quando a Alemanha invadiu a Dinamarca na Segunda Guerra Mundial e a Islândia então declarou total independência do Reino da Dinamarca.

Sempre me intrigou o fato de que os islandeses adoram o país do qual costumavam ser uma colônia. Na maioria dos casos, como entre Brasil e Portugal, um certo desgosto surge quando colônia e metrópole se separam.

Na mente dos islandeses, a Dinamarca é mais do que a antiga metrópole. Os islandeses são maravilhados com a Dinamarca, que é quase sempre o primeiro destino deles quando vão ao exterior. Até duas gerações atrás, era costume de se falar dinamarquês aos domingos, para parecer mais chique mesmo. Famílias inteiras "dinamarquesaram" seus nomes para parecem mais chiques também, o que explica o sobrenome de estido dinamarquês de alguns islandes como por exemplo é o caso do famoso jogador de futebol Eiður Guðjohnsen. Até hoje tudo que é dinamarquês é considerado de primeiríssima qualidade, seja roupas, móveis ou comida - feitos, afinal, por nossos irmãos, ou seja, praticamente por nós mesmos. Para os islandeses, a Dinamarca é a "nave mãe".
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O mundo todo em uma ilha

A Islândia é hoje verdadeiramente um país com uma rica mistura de nacionalidades e culturas. Estrangeiros de mais de 130 países moram aqui, representando um total de 24,118 pessoas, ou seja cerca de 9% da população da Islândia.

Segundo os números oficiais, os maiores grupos de estrangeiros são os Poloneses (6,854), Filipinos (1,409), Dinamarqueses (1,203), Americanos (1,059), Lituanos (1,031) e Tailandeses (1,014).

O números oficial de Brasileiros morando na Islândia é 69, sendo que 18 desses obtiveram cidadania islandesa. No entanto, eu imagino que o número de brasileiros seja mais alto que esses 69, já que suponho que grande parte dos brasileiros morando por aqui tenham cidadania de algum outro país europeu como a Itália ou Portugal e que assim não aparecem nos números oficiais como brasileiros.

Aqui está um mapa interessante que foi publicado recentemente num jornal islandês. Nesse mapa dá pra ver o número de estrangeiros provenientes de cada país morando por aqui. Clique na imagem para vê-la ampliada.

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Panoramas de Kopavogur

Fiz mais alguns panoramas durante o último fim de semana, dessa vez da rua da casa da minha noiva em Kopavogur, um subúrbio de Reykjavík. Cada um dos panoramas foi montado apartir de seis fotos separadas. Clique nas fotos abaixo para ver os panoramas ampliados.

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Panoramas de Reykjavík

Nesse feriado de Páscoa eu aproveitei a folga pra tirar algumas fotos pela capital islandesa. O dia estava bonito na sexta-feira de páscoa e fui até um dos pontos mais altos da cidade para fazer umas fotos panorâmicas. Eu tirei dezenas de fotos de direções diferentes da cidade e depois as emendei no computador para mostrar como é a cidade de verdade. Clique nas fotos abaixo para vê-las ampliadas (as fotos são um pouco pesadas, pode ser que demorem um pouquinho para carregarem).


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O primeiro panorama eu montei com 12 fotos mostrando o norte de Reykjavík. O segundo panorama eu montei apartir de 26 fotos mostrando o sul de Reykjavík e também Kopavogur, que é uma cidade que fica ou sul de Reykjavík.
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Alimentando os patos, gansos e cisnes de Reykjavík

No centro de Reykjavík, na parte antiga da cidade, fica um pequeno lago chamado Tjörnin ("O Lago"). Nesse lago vivem patos gansos e cisnes, e um dos passatempos preferidos dos islandeses, principalmente daqueles com crianças pequena, é alimentar esses patos com padaços de pão.

Uma coisa que surpreende é como ele são confortáveis com a proximidade das pessoas. Quando você chega perto do lago, um grupo de patos, gansos e cisnes logo saem do lago e te cercam. Os gansos principalmente ficam te encarando e fazendo barulhos como que querendo te apressar para dar logo comida pra eles! Imagino que os islandeses sejam mesmo muito bonzinhos com esse pássaros, para eles serem tão acostumados com gente. Outra surpresa é o tamanho dos cisnes, que quando estão de pé na sua frente e com o pescoço estendido, ficam com a cabeça na altura do meu ombro. Foi interessante também ver os patos às vezes caminhando sobre o gelo e às vezes quebrando o gelo na frente deles e fazendo canais no gelo que os outros patos vem seguindo logo atrás.

Eu gostei de passar uma hora hoje alimentando os pássaros, só tenho que tomar mais cuidado da próxima vez com os gansos que são afobados demais e acabam mordendo o seu dedo se você bobear!

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Clique aqui para ver mais fotos dos meus amigos de penas
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Poluição de inverno

Aqui na Islândia todos os carros tem que mudar para pneus apropriados para neve durante os meses de Novembro a Abril. Esses pneus tem pregos para que o carro não escorregue no gelo. O problema com isso é que os pregos levantam poeira do esfalto, que dá pra você ver em Reykjavík no horizonte durante os meses de inverno. Esse fenômeno da "poluição de inverno" é bem conhecido.
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Tempo de Janela

Acontece com freqüência por aqui na Islândia que você olha pela janela e vê um dia bonito, ensolarado e de céu aberto, mas daí quando você sai na rua quase é arrastado pela ventania. Os islandeses tem até uma expressão pra isso: Tempo de Janela (Glugga Veður).

O vento por aqui é mesmo impressionante, venta muito. E como quase não tem árvores no país, você fica sem ponto de referência quando olhando para fora da janela. Hoje mesmo o vento estava tão forte que o carro ficava balançando na rua. Não é raro de carro serem jogados fora da estrada pela vento. Já ouvi histórias por aqui de crianças terem de que se agarrar num poste para não serem levadas pelo vento, sério mesmo.

Um bom exemplo de "tempo de janela" foi outro dia nessa semana mesmo quando eu estava no escritório, e vi pela janela um sujeito lavando o carro no passeio. A água da mangueira que o cara tava segurando estava indo toda encima dele mesmo com o vento, e pros lados e pra cima, em todas as direções menos no carro. Hilário.

Então lembrem-se, quando vocês estiverem na Islândia, não confiem no dia bonito e ensolarada que vocês vêem pela janela, mas preparem-se para se segurar em algo quando saírem de casa!
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Aurora Boreal

Quando eu saí para passear com o cachorro hoje à noite tive a fantástica surpresa de ver a aurora boreal no céu sobre Kopavogur, uma fita de luz verde de um horizonte à outro. Belíssimo!

Corri de volta pra casa pra pegar a câmera e registrar o espetáculo das Luzes do Norte. Essas são as duas melhores fotos que tirei.

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